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domingo, 12 de junho de 2016

Frutos do Amor

Foto - João Pires

Dos meus amores

Nesta jornada
Pelos trilhos da vida
Temos passado 
Temos presente
Mas olhamos
Em frente
Sonhando sempre 
Com o porvir
E amanhã 
Será melhor
Do que foi ontem
Do que é hoje
Só por que
Vos quero tanto
E mais que tudo

Aníbal C. Pires, Horta, 12 de Junho de 2016

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Objetivo e inegável


O Orçamento de Estado para 2013 é um passo sem precedentes de assalto fiscal às famílias, de cortes nas funções sociais do Estado, da imposição de uma austeridade sem limites. Este orçamento é uma máquina de fazer pobres, ao multiplicar o desemprego – e é o próprio Governo que assume, com uma indiferença desumana, ao dar como previsão mais 150 mil desempregados durante o próximo ano –, ao roubar salários e pensões, ao cortar em todas as prestações sociais, incluindo o próprio subsídio de desemprego!
Ao paralisar a economia, ao ampliar enormemente a carga fiscal sobre as empresas, como com o aumento do IVA para a restauração, ao cortar no investimento do Estado, este orçamento é mais um passo decidido para lançar o país no caos social e económico e garantir que, tal como a Grécia, Portugal terá de pedir um segundo resgate, sob condições ainda mais penosas.
Ao desmantelar as mais básicas funções sociais do Estado, cortando na saúde, na educação, na solidariedade, e, mais recentemente lançando a ideia de refundar o papel do Estado, este Orçamento é sobretudo o ajuste de contas da velha direita com o Estado Social e com os direitos dos portugueses conquistados na Revolução de Abril. PSD e CDS/PP querem reescrever o contrato social, acabar com Estado Direito e transformá-lo numa máquina repressiva e autoritária para governar um país empobrecido e subjugado aos interesses estrangeiros.
A comunicação social inunda-nos com a ideia de que o Estado gastou mais do que devia nos últimos anos. Mas para onde foi esse dinheiro gasto a mais? Para a saúde? Para a educação? Para as reformas e pensões? Não. Os desmandos das finanças públicas foram para o BPN, para o BPP, para recapitalizar a banca, para as Parcerias Público Privadas, para, foram para um Estado marginal criado para satisfazer os interesses das clientelas políticas. Foi para aqui, e para aqui continua a ir, que foi o dinheiro público, foi para aqui e não para beneficiar os portugueses!
Mas a comunicação social, no seu exercício da arte de bem (des)informar, alimenta também a ideia, veiculada pelo PSD e CDS, de responsabilização dos anteriores governos do PS. Importa, todavia, trazer à memória que foram eles mesmos, o PSD e o CDS/PP, durante todos estes anos, os melhores amigos da governação do PS.
Vejamos: apoio do PSD e do CDS/PP ao pacto assinado pelo governo de Sócrates com a troika; o mesmo PSD e o mesmo CDS/PP que viabilizaram o Orçamento de 2010; o mesmo PSD que viabilizou o Orçamento de 2011 e os PEC’s 1, 2 e 3.
Recuando um pouco no tempo: Orçamento de 1996 - viabilizado pela abstenção do CDS e do PSD/Madeira; Orçamentos de 1997, 1998 e 1999 – viabilizados com a abstenção do PSD; Orçamento de 2000 – desta vez foi o CDS/PP a viabilizar; Orçamento para 2001 – viabilizado pelo deputado Daniel Campelo, do CDS/PP (quem não se lembra); Orçamento para 2001, viabilizado pelo então Deputado “Independente” Daniel Campelo que, após um curto período de “nojo” rapidamente regressou ao CDS/PP, sendo atualmente Secretário de Estado do Governo de Passos Coelho e Paulo Portas.
Mais palavras para quê! Os responsáveis políticos pela destruição da economia nacional e pela grave situação que vivemos têm nome e rosto.
Nada faz recuar este Governo na sua cruzada reacionária contra o Portugal moderno e democrático. Se a Autonomia dos Açores atrapalha, então, cilindra-se a Autonomia, abandonam-se os deveres do Estado para com a Região e desrespeita-se a Constituição, o Estatuto Político-Administrativo e as regras mais básicas da lealdade e legitimidade institucional. Para lá da apreciação que cada de nós poderá fazer do rumo que Passos Coelho e Paulo Portas estão a imprimir ao país, a verdade é que este Orçamento de Estado prejudica, a muitos níveis, a nossa Região. Este, como outros o são, é um dado objetivo e inegável.
Lisboa, 27 de Novembro de 2007

Aníbal C. Pires, In Diário Insular, 28 de Novembro de 2012, Angra do Heroísmo

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Velhas receitas, novas lutas


Não sei, de momento, se já foi devidamente esclarecido o significado da palavra recentemente reintroduzida no léxico político nacional por Passos Coelho, mas sei que a anunciada refundação do “memorando de entendimento” só pode ter um significado: mais austeridade, aprofundamento da ofensiva ao estado social e aos direitos laborais e, a preparação das consciências para um novo resgate.
A cada dia que passa, a cada nova medida, a cada novo orçamento se dão novos passos para que mais portugueses caiam no desemprego, a que cada vez mais pequenas e médias empresas encerrem, a que cada vez mais portugueses caiam em situações de pobreza.
A fórmula que a proposta de Orçamento de Estado propõe não é nova, não disfarça sequer a cristalização das ideias deste primeiro-ministro e deste governo. A receita é velha – desvalorizar o trabalho e os trabalhadores. E isso faz-se, certamente pela desvalorização direta e indireta dos salários mas faz-se, sobretudo, com taxas de desemprego elevadas, ou seja, com um desemprego estrutural.
Pode até parecer um paradoxo, mas não, não é. Quanto mais desempregados houver maior será a fragilidade de quem tem um posto de trabalho, debilidade que decorre da pressão do batalhão de desempregados à procura de emprego, sobre quem mantém uma atividade profissional. A instabilidade e o medo de perder o emprego são um instrumento de domínio do capital. Isto que afirmo também não é novo, até se pode dizer que será tão velho como a receita que o Governo de Passos Coelho e Paulo Portas estão a aplicar, é verdade mas, por isso mesmo vale a pena insistir na luta pela defesa dos direitos sociais e laborais.
A proposta de OE para 2013, para além do brutal aumento de impostos que terá efeitos devastadores na economia da Região e na vida dos açorianos, constitui mais um passo na tentativa de desmantelamento da Autonomia financeira dos Açores que está a ser levada a cabo por PSD e CDS. A diminuição das transferências para a Região e a redução das indeminizações compensatórias devidas à SATA são uma prova evidente deste processo e poderão ter consequências muito graves para os Açores no futuro próximo. 
Importa salientar que este endurecimento da política do PSD e do CDS tem recebido uma poderosa resposta por parte dos portugueses, com um importantíssimo desenvolvimento da luta social em múltiplos setores, envolvendo milhões de cidadãos que procuram afirmar a sua justa revolta e indignação perante a ruína nacional decretada em nome dos interesses estrangeiros. As enormes demonstrações públicas de descontentamento que têm acontecido por todo o país nos últimos meses são, o sinal claro da determinação dos portugueses na resistência à liquidação do seu país. 
Esta luta conhecerá um importantíssimo momento na greve Geral de 14 de Novembro, no qual confluirão as lutas e o descontentamento de todos os setores sociais.
Ninho do Açor, 29 de outubro de 2012

Aníbal C. Pires, In Diário Insular, 31 de outubro de 2012, Angra do Heroísmo

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Flagelo nacional


A 5 de Junho de 2011, há pouco mais de um ano atrás, a fatigada direita socrática era substituída pela velha direita reacionária, que se instalou de armas e bagagens no poder. 
Armados com um pacto com o FMI que serve de desculpa para tudo e dando largas a uma intensa sanha de ajustar contas com a história, fazendo recuar o país aos tempos anteriores ao 25 de Abril, o PSD e o CDS/PP arregaçaram mangas e começaram o desmantelamento sistemático do que restava dos direitos e condições de vida dos portugueses e do seu património coletivo.
Esta velha direita não deixa pedra sobre pedra: serviços públicos, tribunais, finanças, escolas, centros de saúde, empresas do estado, tudo para encerrar, demolir ou vender ao desbarato. E não esqueceram, claro, o mel que sempre atrai a subtileza de urso desta velha direita: destruir a regulação das relações laborais, aumentar a exploração e a arbitrariedade dos patrões, tratar cada vez mais os trabalhadores como mercadoria barata e descartável. 
Os resultados desastrosos estão à vista, a nível nacional, com mais de um milhão e duzentos mil desempregados, mas também na Região. A variação homóloga do desemprego nos Açores (maio de 2011, maio de 2012) regista um aumento de 42,9%! Isto considerando os números oficiais, ou seja, ficam de fora os milhares de açorianos que participam na miríade de programas ocupacionais e estágios com que o Governo Regional procura esconder a verdadeira dimensão do desemprego nos Açores.
Mas não há forma de ocultar o total falhanço da política do PS Açores. Aliás, nesta matéria, a eterna cassete do Governo Regional sobre “a crise internacional que veio de fora” é uma manta demasiado curta para explicar porque é que nos Açores o desemprego alastra muito mais depressa do que nas outras Regiões do país. Mas, nada de novo, a inabilidade e a falta de coragem política do PS é conhecida. Que o digam os trabalhadores açorianos, os pequenos e médios empresários que sofrem o flagelo do desemprego, das insolvências e do empobrecimento generalizado das famílias açorianas
 À inabilidade e falta de coragem do PS, na Região, juntou-se todo o poder destrutivo da extrema-direita mais reacionária quando está entrincheirada no poder em Lisboa. 
Sim! Porque o que mudou em Portugal no último ano foi o poder político e, bem podem Berta Cabral e Artur Lima tentar descolar do governo de Passos Coelho e Paulo Portas, porque os açorianos sabem que este aumento brutal do desemprego, que este número monstruoso de mais 42,9% de desemprego, registado no último ano, é o resultado de opções políticas económicas e financeiras retiradas da cartilha neoliberal e aplicadas pelos ministros do PSD e do CDS/PP. Este é um Governo que à desumanidade tecnocrática neoliberal do PSD alia a desavergonhada hipocrisia e assistencialismo do CDS/PP. 
Veja-se a hipocrisia, o cinismo e a desumanidade da direita, por um lado corta-se no período, condições de acesso e valor das prestações de desemprego, tratando os desempregados como se fossem pedintes incómodos, em vez de cidadãos que descontaram para a Segurança Social e que têm o direito a ser apoiados e, por outro lado assistimos ao contentamento do ministro Mota Soares que percorre o País a mandar construir cantinas sociais para que não comecem a registar-se muitos óbitos por subnutrição ou mesmo por fome.
Este é o preço que os portugueses pagam por terem optado, em junho de 2011, por dar o poder a uma maioria de direita. Saibamos nós, nos Açores, aprender com esse exemplo e não clonar na Região o poder que se instalou no País.
Ponta Delgada, 17 de junho de 2012

Aníbal C. Pires, In Jornal Diário, 18 de junho de 2012, Ponta Delgada 

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

1001 razões

Os portugueses têm motivos mais que suficientes para manifestar o seu desagrado pelas opções políticas e de subserviência a interesses externos que nos afundaram numa crise que alimenta o capital financeiro, continua a destruir a economia nacional e não resolve o problema da dívida externa.
Os efeitos da diminuição do rendimento disponível das famílias, seja por via direta dos cortes dos salários e congelamento das carreiras, seja por via do aumento da taxa fiscal, deixa preocupados, desde logo, os trabalhadores dependentes mas deixa apreensivos, também, os pequenos e médios empresários cujas expetativas se fundam no consumo, consumo que como se percebe vai cair para níveis históricos arrastando consigo, para a insolvência, muitas pequenas e médias empresas.
A ascensão ao poder político pelos “testas de ferro” dos oligopólios financeiros visa garantir que os “mercados” venham a receber não só os títulos das dívidas soberanas mas também os imorais juros que cobram. As políticas de austeridade só têm um objetivo – garantir o pagamento por via do aumento dos impostos, sobre o trabalho e o consumo, e da diminuição dos rendimentos do trabalho, numa operação contabilística primária.
Só mesmo os incautos e os fiéis seguidores de Friedman não perceberam, ainda, que as medidas impostas a Portugal, como têm sido impostas há décadas a outros países um pouco por todo o Mundo, visam apenas um objetivo – a cobrança da dívida; sem resolver o essencial, aliás venha lá um exemplo, um que seja, de sucesso dos resgates financeiros. Todas as intervenções do FMI resultaram no empobrecimento, no aprofundamento das desigualdades sociais, na espoliação de direitos civilizacionais e na perda de soberania nacional. A cartilha do BCE, do Banco Mundial, do FMI e da OMC não é mutável – os povos e os trabalhadores que paguem a crise! Esta é a receita do neoliberalismo.
Os mesmos que nos conduziram à atual situação de degradação social e económica pedem-nos agora mais e mais sacrifícios, deixando fora desse esforço, como sempre o fazem, o grande capital e continuando a proteger os interesses apátridas do mercado financeiro.
Nos Açores as razões que nos preocupam são redobradas. Os efeitos são aqui ainda mais penalizadores para os trabalhadores e para o povo mas, também, para a economia regional e configuram um ataque sem precedentes ao adquirido autonómico.
O governo do PS Açores assimilou todas as perversões políticas decorrentes do pacto de agressão e do Orçamento de Estado plasmando-as no Plano e Orçamento regional para 2012, numa demonstração clara do seu alinhamento e conivência com as opções subservientes do PSD e do CDS/PP que só acrescentam austeridade à austeridade, recessão à recessão, crise à crise.
As razões para aderir à Greve Geral são mais de 1001, as desculpas para o não fazer são todas aceitáveis mas, não deixam de ser, isso mesmo,… desculpas.
Ponta Delgada, 22 de novembro de 2011

Aníbal C. Pires, In Diário Insular, 23 de Novembro de 2011, Angra do Heroísmo

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Governo amigo!?

Estamos em plena campanha eleitoral e não há como fugir ao tema. Dirão alguns leitores mais cépticos, acomodados, descrentes, descontentes, zangados e outros porque não vêem com bons olhos a opinião publicada de quem, assumida e conscientemente, optou por estar está ao lado dos que mais sofrem com as opções políticas que colocaram o País na dependência externa e sujeitam Portugal à ingerência de entidades ilegítimas. Dirão esses leitores que temas alternativos não faltam. Eu direi que não! Não há como fugir ao tema pois o momento é grave e, para lá do “folclore” eleitoral está em causa o futuro. O futuro da autonomia regional, o futuro do país, o modelo de sociedade que queremos para os nossos filhos e para os nossos netos.
Costumo dizer que estou do lado certo da vida! E não é uma afirmação gratuita. Estou do lado certo da vida, porque estou ao lado do povo do qual nasci e ao qual pertenço. Tenho rosto e identidade, transporto comigo uma matriz cultural e um ideal de Democracia económica, social e cultural e não posso, não quero e não devo abdicar de participar e intervir, exercendo assim um direito e, sobretudo, cumprindo um dever que tenho para com um povo que ao longo de 900 anos sempre soube preservar a sua identidade e lutar pela sua independência e soberania.
O discurso patriótico faz hoje tanto sentido como fez por altura do ultimato inglês. Portugal está a ser vítima de uma inaceitável ingerência externa e as “elites”, política e económica, uma vez mais cedem aos interesses estrangeiros e prestam vassalagem a Berlim, Bruxelas, Paris e Washington.
Não é por acaso que defendo uma alternativa patriótica, não é por acaso que defendo uma solução que terá de passar pela ruptura com as políticas que colocaram Portugal de joelhos perante os oligopólios económicos e financeiros, não é assim por acaso que defendo como solução um governo patriótico e de esquerda, de esquerda porque de direita têm sido os governos e as práticas de exercício do poder em Portugal nos últimos 35 anos.
Ao contrário de Carlos César não quero como solução de governo aquilo que o Presidente do PS Açores apelidou de “governo amigo”, o que o Povo açoriano precisa é de respeito pela sua autonomia e de um governo que cumpra o que institucionalmente está obrigado.
Longe vão os tempos em que a Região andava de mão estendida a esmolar o que era seu por direito próprio. Esmola que poderia ser maior ou menor conforme na República o governo fosse mais ou menos “amigo”.
O que está em causa não é ter um “governo amigo” pois os danos colaterais podem ter um efeito devastador, o que está em causa para os Açores e para Portugal é o respeito pela Autonomia e pela Constituição, o que está em causa para os Açores e para Portugal é saber e escolher quem pode garantir a defesa e respeito do património autonómico e constitucional e quem se dispõe a romper com modelos de desenvolvimento e protagonistas que como se vai percebendo já estão fora do prazo de validade.
Ponta Delgada, 24 de Maio de 2011

Aníbal C. Pires, In Diário Insular, 25 de Maio de 2011, Angra do Heroísmo 

quarta-feira, 18 de maio de 2011

A farsa

Como é do domínio público está em curso um processo negocial entre os representantes dos educadores e professores e a Secretaria Regional da Educação e Formação (SREF). Esta semana decorreu mais uma ronda negocial e das declarações tornadas públicas pelos sindicatos percebeu-se que a ronda redundou em monólogo, ou seja, os sindicatos apresentaram propostas e a SREF cumpriu calendário.
Só Álamo Menezes, em 2005, conseguiu unir os professores num coro de protestos como os que se adivinham agora face às alterações estruturais que a SREF pretende introduzir no Sistema Educativo regional e, uma vez mais, tendo como alvo preferencial a já desvalorizada dignidade profissional dos docentes.
Estatuto da carreira docente, modelo de avaliação e regulamento de concursos estão em cima da mesa das “negociações”. Mas afinal o que pretende Cláudia Cardoso, titular da SREF, modificar nestes três diplomas e que se tem recusado a negociar com os sindicatos.
A necessidade de alterar o estatuto decorre da recuperação da paridade com a carreira superior da administração pública, coisa que não depende da vontade de Cláudia Cardoso mas do facto de no continente e na Madeira já estar em vigor, não obstante Cláudia Cardoso não abdica de introduzir a marca do PS Açores e ao invés de uma carreira de 34 anos propõe uma solução que varia entre os 35 e os 39 anos e, tendo em conta o actual congelamento das carreiras, cuja duração se desconhece, os docentes do actual 8.º escalão poderão nunca chegar ao topo da carreira.
No que concerne às alterações ao modelo de avaliação Cláudia Cardoso vai mais longe e apresenta um novo modelo conceptual ao introduzir elementos externos (Inspecção Regional de Educação) como avaliadores, acabando assim com o conceito de avaliação inter-pares, introduz mais 2 classificadores e mantém os 3 descritores, aumenta o peso relativo da observação de aulas, prevê que a observação de aulas possa ocorrer sem aviso prévio e acaba com a dimensão formativa da observação de aulas para os docentes dos 3.º, 4.º e 5.º escalões.
Por fim a proposta de um novo regulamento para os concursos de pessoal docente prevê o fim da anualidade dos concursos interno e externo passando a realizarem-se de 4 em 4 anos e, de forma abrupta, põe fim às prioridades regionais, prioridades contra as quais sempre me manifestei contra mas, uma injustiça não pode ser remediada com outra injustiça, por conseguinte julgo ser necessário encontrar uma norma gradual e transitória para os docentes que dela têm usufruído não saiam penalizados com este devaneio de Cláudia Cardoso, divagação que vai mais longe ao acabar com a figura de Professor do Quadro de Nomeação Definitiva para a substituir pela figura de Contrato a Termo Indeterminado e se esta última não é da autoria de Cláudia Cardoso também aqui não está isenta de responsabilidade pois esta é uma opção política do seu partido, o PS de José Sócrates.
Das declarações públicas proferidas pelos sindicatos pode inferir-se que Cláudia Cardoso e a inefável Graça Teixeira cumpriram mais uma etapa do calendário de uma farsa que têm vindo a designar por “negociação”.
Irredutível e avessa ao diálogo é como se tem mostrado Cláudia Cardoso desde que tomou posse como titular da pasta da educação na Região, qualidade que hoje ficou uma vez mais comprovada. Claro que esta não é (ou não será) uma qualidade intrínseca de Cláudia Cardoso e, apesar de esta atitude poder ter um cunho pessoal, não podemos, nem devemos, esquecer que Cláudia Cardoso é Vice-presidente do PS Açores e membro do Governo de Carlos César e, de igual modo, não podemos, nem devemos, esquecer que Cláudia Cardoso não é uma novata nestas andanças. Cláudia Cardoso tem uma vasta experiência política, parlamentar e mesmo governativa o que me levou, em devido tempo, a não lhe conceder um instante do chamado “estado de graça”.
Horta, 16 de Maio de 2011

Aníbal C. Pires, In Diário Insular, 18 de Maio de 2011, Angra do Heroísmo

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Scarlett Johansson e Natalie Portman

A pedido de vários amigos e... como é a tal quinta-feira dos ditos não posso negar o singelo pedido que me foi feito. Assim deixo-vos imagens de duas lindas mulheres que roubei ao blogue "E Deus Criou a Mulher".


Bem sei meus amigos que o pedido está demasiado vestido mas... meus caros como sabem este blogue rege-se por uma política de contenção e, sobretudo, pela preocupação constante em deixar espaço á imaginação e reflexão dos seus visitantes, por outro lado, eu próprio gosto de descansar o olhar sobre mulheres bem vestidas.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

3333 vítimas de cólera no Haiti

As autoridades sanitárias do Haiti divulgaram ontem, Domingo, que a cólera já tinha vitimado 3333 haitianos.
Passado quase um ano sobre o violento sismo que vitimou dezenas de milhares de haitianos os danos secundários prolongam o sofrimento daquele martirizado povo.

A foto foi tirada daqui

Se o sismo não podia ter sido evitado o mesmo não se pode dizer da epidemia de cólera que continua a ceifar vidas no Haiti.
Na fotografia uma médica das Brigadas Cubanas que permanecem no Haiti.

sábado, 6 de novembro de 2010

Ícone dos anos 60

Jane Birkin, nasceu em Londres a 14 de Dezembro de 1946 e fez furor como actriz e cantora nos anos 60.



É um dos ícones da minha geração e passou recentemente no “momentos” com esta canção.
Hoje ficam duas fotos “surripiadas” do blogue “E Deus Criou a Mulher”.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Daniel Gonçalves - Poesia Palavra Ibérica

PARABÉNS DANIEL!

O Daniel Gonçalves, amigo e companheiro de lutas, está de parabéns por mais uma distinção com um prémio de poesia, desta vez uma "Menção Honrosa" atribuída, no âmbito "Prémio Internacional de Poesia Palavra Ibérica 2010", ao seu trabalho "Um Coração Simples".



O"momentos" não podia deixar de assinalar mais este prémio atribuído ao Daniel como já o fez aquando da atribuição de um outro que podem ver aqui.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Não há Festa com esta!

Já começou a edição de 2010.
Um imprevisto retêm-me em Ponta Delgada e não estou onde gostaria muito de estar, na Festa do Avante.
Fica um vídeo que surripiei do youtube com imagens das festas de 2008 e 2009 e com a emblemática Carvalhesa.



O que viram é apenas uma amostra. É preciso estar lá e viver a Festa ao longo daqueles 3 dias para compreender a sua dimensão humana, cultural e política.

domingo, 6 de junho de 2010

Devaneio

Há momentos em que sou levado a acreditar que existe algo para lá da obra humana.



Breves instantes de contemplação em que penso: tamanha beleza só pode ter sido talhada pelo cinzel de uma divindade.


Fotos de Salma Hayek e Angelina Jolie "roubadas" do blogue E Deus Criou a Mulher.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Agora Rachel Weisz


Da filmografia vista em 2009 ficou-me como referência "Ágora", cujo trailer podem ver aqui e a fabulosa Rachel Weisz que já tinha encontrado no "Fiel Jardineiro".
Uma mulher e actriz por inteiro.


Podem encontrar estas e outras fotos de Rachel Weisz aqui
Um bom Domingo!

Cruzes

E Deus Criou a Mulher é um blog de culto à beleza feminina. De vez em quando vou lá e despudoradamente "importo" uma ou outra imagem para este espaço.
Hoje, no momentos, uma homenagem às morenas Penélope e Mónica.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Cultura mais pobre nos Açores

As políticas pouco têm a ver com quem em determinado momento as protagoniza.
Mas não há dúvidas que a cultura, no anunciado governo de Sócrates, fica claramente beneficiada com a entrada de uma mulher que para além de todas as qualidades que lhe reconheço, é sem dúvida, de uma beleza invulgar.
O governo do PS ficou claramente beneficiado com a entrada de Gabriela Canavilhas e a saída de Maria de Lurdes Rodrigues.

A Gabriela Canavilhas, para lá das divergências políticas que nos separam formulo votos de um bom desempenho no seu novo cargo.
E não posso deixar de registar que a cultura nos Açores ficou empobrecida com a sua saída da Direcção Regional que tutelava.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Desobriga

O post anterior suscitou muitas críticas telefónicas e, para já, um comentário.
Foram as louras que apoiaram, foram as louras que não acharam graça, foram as morenas de olhos azuis que se sentiram discriminadas, foram as morenas, as ruivas, as orientais, as africanas e as sul-americanas que perguntaram: Mas para quê uma loura? E, ainda, um sem número de seres do género masculino que me criticaram por eu ter dado por falta de uma loura perante tanta beleza.
Como é que raio tiveste discernimento para, perante tal quadro e tamanha beleza, dar por falta de uma loura? Foi a pergunta mais frequente de alguns amigos que telefonicamente manifestaram a sua opinião sobre o texto que acompanha a foto do post anterior.
Todas as críticas são fundamentadas e justas e este post constitui a minha desobriga perante tudo aquilo que me foi dito, até porque já hoje visitei o blogue “E Deus Criou a Mulher” quando percebi que nas novidades havia uma Cruz e eu bem preciso de expiar o "pecado" que levantou tanta controvérsia.
Não pude deixar de ir espreitar pondo fim ao meu boicote pessoal ao “E Deus Criou a Mulher

A foto acima é um acto de justiça. “E Deus Criou a Mulher” é um blogue plural que publica a beleza feminina sem nenhum tipo de discriminação. No caso vertente são mesmo as louras que predominam, faltando muitas outras.

domingo, 18 de outubro de 2009

Um post pós ciclo eleitoral

Num momento de descontracção após o desfecho do ciclo eleitoral - nos Açores teve no espaço de um ano quatro actos eleitorais – da análise aos resultados e dos efeitos imediatos que produziram, porque outros efeitos só daqui a algum tempo se terá noção do seu real impacto na vida política regional e nacional mas, como dizia num momento mais relaxante encontrei a foto abaixo que retirei daqui.



Se linkaram deram conta que entraram num blogue que classifico de culto à beleza feminina, aliás não é a primeira vez que o “momentos” se socorre das imagens de “E Deus Criou a Mulher" e como os visitantes já deram conta está na lista dos meus blogues de referência. Eu como disse classifico-o como um lugar de culto à beleza feminina, outros poderão classificá-lo como muito bem entenderem. Não discuto nem me preocupa a divergência de opinião no que toca ao conteúdo do blogue a que me tenho vindo a referir.
Mas ao ver a foto não pude deixar de considerar que havia qualquer coisa de discriminatório naquela imagem.
Falta, pelo menos, uma mulher loura!
Louras! Durante uma época o paradigma da “sex-simbol”, mais recentemente alvo das anedotas mais abjectas sobre a sua inteligência humana e agora, logo aqui, afastada de um colectivo de mulheres que merecem ser contempladas até que o olhar nos doa.
Não é aceitável. Considero uma inqualificável discriminação à beleza e ao encanto das mulheres abençoadas com o dourado dos seus cabelos.
Em sinal de protesto por este acto discriminatório vou deixar, durante alguns dias (poucos), de visitar “E Deus Criou a Mulher”.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Campanhas

A campanha eleitoral das Legislativas foi invadida por vários “produtos tóxicos”, escutas, sondagens, chantagem, mistificação e os habituais politólogos que pretensamente descodificam os acontecimentos que foram marcando as últimas semanas. Enfim face ao desemprego crescente é mais uma forma de alguns, supostamente mais capazes que outros, de ganharem a vida vendendo o acessório e privando os cidadãos do seu espaço crítico e das suas próprias leituras do real.
Quando era criança lembro-me de ver e ouvir, quando ia às feiras semanais com a minha mãe, os vendedores de “banha da cobra” e da forma ardilosa como conseguiam vender o “produto”. Hoje as diferenças são meramente do suporte tecnológico, as técnicas de venda continuam a assentar nos mesmos argumentos com que nas feiras se vendia o “xarope” ou o “elixir” que eram remédio para todos os males.
A campanha da CDU foi de envolvimento, de contacto directo com as pessoas e, sobretudo, de uma procura incessante de informação e de apresentação do projecto político alternativo.

Com a CDU estiveram pessoas, muitas pessoas.



A jovem,, na foto acima, não está só como poderá ver aqui. Ontem no Campo Pequeno, em Lisboa estiveram com ela muitos milhares de pessoas. Ao longo dos últimos dias estiveram, por todo o país, muitos. muitos milhares de pessoas. Pessoas que as sondagens não sondaram

Durante as últimas semanas estive envolvido directamente na campanha eleitoral e não sobrou tempo para vir ao “momentos” com a regularidade que gostaria e, embora a esta campanha outra se siga estarei por aqui com mais frequência.

domingo, 26 de julho de 2009

Honduras em LUTA

Para seguir a luta popular nas Honduras contra os golpistas clique aqui
A informação pode ser colhida também aqui



Este foi o primeiro golpe da era Barack Obama.
Onde está a determinação internacional para repor a legalidade nas Honduras!? E a dos Estados Unidos!?

Quem fecha a porta à Revolução pacifíca abre o caminho para a Revolução violenta!