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quarta-feira, 6 de março de 2019

98 anos de luta

imagem retirada da internet









Na celebração no 98.º aniversário da fundação do Partido Comunista Português, um poema de José Carlos Ary dos Santos













A bandeira comunista

Foi como se não bastasse 
tudo quanto nos fizeram 
como se não lhes chegasse
todo o sangue que beberam 
como se o ódio fartasse 
apenas os que sofreram 
como se a luta de classe 
não fosse dos que a moveram. 
Foi como se as mãos partidas 
ou as unhas arrancadas 
fossem outras tantas vidas 
outra vez incendiadas.

À voz de anticomunista 
o patrão surgiu de novo 
e com a miséria à vista 
tentou dividir o povo. 
E falou à multidão 
tal como estava previsto 
usando sem ter razão
a falsa ideia de Cristo.

Pois quando o povo é cristão 
também luta a nosso lado 
nós repartimos o pão 
não temos o pão guardado. 
Por isso quando os burgueses 
nos quiserem destruir 
encontram os portugueses 
que souberam resistir.

E a cada novo assalto 
cada escalada fascista 
subirá sempre mais alto 
a bandeira comunista.

Ary dos Santos

sábado, 27 de maio de 2017

Miguel Urbano Rodrigues - (1925-2017)

Miguel Urbano Rodrigues







O Miguel partiu hoje à tarde para a memória da gente. Da gente que não cala, da gente que não desiste, da gente que luta.
Deixa-nos um enorme legado de luta pela dignidade e libertação dos povos.
Até sempre camarada Miguel.

domingo, 6 de março de 2016

95.º aniversário do PCP



Para assinalar o 95.º aniversário do PCP fica este poema de Pablo Neruda

AO MEU PARTIDO

Deste-me a fraternidade com os desconhecidos.
Juntaste a mim a força de todos os que vivem.
Voltaste a dar-me a pátria como num nascimento.
Deste-me a liberdade que não tem quem está só.
Ensinaste-me a acender a bondade como o lume.
Deste-me a retidão de que precisava a árvore.
Ensinaste-me a ver a unidade e a diferença dos irmãos.
Mostraste-me como a dor de um ser morreu na vitória de todos.
Ensinaste-me a dormir na cama dura dos que são meus irmãos.
Fizeste-me construir sobre a realidade como sobre a rocha.
Fizeste-me inimigo do malvado e muro do colérico.
Fizeste-me ver a claridade do mundo e como é possível a alegria.
Fizeste-me indestrutível pois contigo não termino em mim próprio.

Pablo Neruda

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Uma pérola do PS no Corvo, ou os incómodos da democracia

Foto - Aníbal C. Pires

O PS Açores, pela mão do seu Secretariado na Ilha do Corvo, produziu hoje um daquelas pérolas “políticas” que merece ficar registada, ou pelo menos referenciada e da qual destaco a seguinte frase: (…) as declarações do deputado Aníbal Pires como sendo próprias de quem só se lembra do Corvo quando efetua uma visita à ilha. (…)
Eu diria que é necessário que o Deputado e Coordenador do PCP Açores faça uma visita ao Corvo para que o PS local dê sinais de vida e se ouça a voz do Deputado do PS eleito pelo círculo eleitoral da ilha do Corvo.
Ainda nem sequer foi produzido o comunicado de imprensa ou uma proposta de iniciativa política e/ou parlamentar em resultado da visita mas, pelo incómodo causado, já se poderá dizer, com propriedade, ainda bem que o Deputado do PCP Açores foi ao Corvo para o PS local ter oportunidade de dizer que existe e enumerar, uma vez mais, o rol de promessas eleitorais e de obras programadas, que como se sabe não é sinónimo de obras executadas.

Foto - Aníbal C. Pires
Mas deixemos as obras de lado, designadamente a obra marítima de ampliação do Porto da Casa, que como se sabe aguarda por melhores dias, mas não deixa de ser urgente, e passemos ao prometório do PS no Corvo, em 2012.

"Promover a colocação na Escola Básica e Secundária de um professor de ensino especial"

Com tantos professores no desemprego, designadamente professores qualificados para o Ensino Especial, não se percebe muito bem porque ainda não está cumprida esta promessa do PS no Corvo.
Este é apenas um dos muitos exemplos que, julgo eu que só vou de visita ao Corvo, será cumprida muito brevemente.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Intervenção sobre: A estratégia para o Grupo SATA no novo paradigma de transportes da RAA

Intervenção Inicial na Interpelação promovida pela Representação Parlamentar do PCP que se realizou hoje na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores

Senhora Presidente, 
Senhoras e Senhores Deputados,
Senhor Presidente do Governo Regional,
Senhora e Senhores Membros do Governo,

No dia 14 de Maio de 2013, por iniciativa da Representação Parlamentar do PCP, realizou-se um debate de urgência sobre Transportes Aéreos nos Açores. Quase um ano depois desse debate, muitas questões continuam por esclarecer e muitas dúvidas se levantam. 
Se pode parecer que em relação aos transportes aéreos, durante este último ano, pouco ou nada aconteceu, à exceção da apresentação do Plano Integrado de Transportes (PIT), a verdade é que, longe da atenção da opinião pública, muita coisa tem acontecido. Assim, chegamos aqui, um ano depois, e muitas das nossas preocupações concretizaram-se, outras adensaram-se e outras ainda começam agora a descortinar-se.
A interpelação ao Governo Regional que hoje promovemos não é uma interpelação genérica sobre transportes aéreos mas, objetivamente, uma interpelação sobre o futuro da transportadora aérea regional.
Antes de enumerar algumas questões que urgem por clarificação terei de citar algumas afirmações feitas no debate de Maio de 2013, até para enquadramento do debate. Dizia um dos intervenientes: “(…) é para isso que a SATA existe, é para isso que iremos trabalhar para que a SATA continue a desempenhar um papel fundamental em termos de aumentar a mobilidade dos açorianos e dinamizar a economia da Região.(…), Fim de citação. Eu atrevo-me a dizer que sobre isto todas as forças políticas com assento parlamentar estarão, genericamente, de acordo. Dizia mais à frente o Senhor Secretário Regional do Turismo e Transportes sobre o futuro da SATA, sim as palavras são do Senhor Secretário: (…) Aquilo que se pretende é ter uma empresa com capitais públicos que sirva o seu objeto social por um lado, mas que por outro lado garanta a sua sustentabilidade com o objetivo claro de preservar os seus postos de trabalho e de prestar um serviço de qualidade a todos os açorianos. (…), Fim de citação.
Não posso afirmar com segurança que esta posição seja subscrita por todas as bancadas, mas, da parte da RP do PCP, posso dizer que estou genericamente de acordo. Um acordo que é apenas genérico porque o Senhor Secretário, quando declara a SATA como “empresa de capitais públicos”, não deixa claro que seja uma empresa de capitais EXCLUSIVAMENTE públicos, como o PCP Açores defende.
Por outro lado, a divulgação do PIT deixou muitas lacunas e dúvidas sobre qual é afinal o papel dos transportes marítimos na tão propalada “revolução tranquila no modelo de transportes nos Açores”. Do mesmo modo, é pouco clara a forma como se vai concretizar a articulação entre os transportes marítimos e aéreos.
No PIT, os transportes aéreos ficam “pendurados” na revisão das Obrigações de Serviço Público (OST) para o serviço interilhas e para as ligações com o Continente e a Madeira, bem assim como na assumida e urgente necessidade de modernizar a frota de longo curso da SATA Internacional. O que é muito pouco diga-se em abono da verdade.
Mas não é só o “modelo” do transporte aéreo e a sua articulação com o transporte marítimo e terrestre que me levanta interrogações pois, quer se queira quer não, quer se goste quer não goste, a Região é detentora de uma companhia de transportes aéreos. E é sobre o futuro deste importante ativo estratégico dos Açores que se avolumam profundas preocupações.



Senhora Presidente, 
Senhoras e Senhores Deputados,
Senhor Presidente do Governo Regional,
Senhora e Senhores Membros do Governo,

Existem, no Grupo SATA, indícios claros de uma gestão com critérios opacos, medidas nocivas, que pode ter efeitos ruinosos!
O primeiro desses indícios é o facto de estarmos em meados de Abril e não existir Plano de Exploração para 2014. 
Não existe Plano de Exploração mas, entretanto, as tensões sociais latentes na empresa agudizam-se a cada dia que passa. Por exemplo: em Novembro de 2013, o Conselho de Administração da SATA afirmou, em reunião mantida com a Plataforma Sindical, que pretendia ter o processo negocial para 2014 concluído antes do final de 2013. Mas o que se assistiu, e que tem sido noticiado, são sucessivos adiamentos deixando o processo por concluir e o mal-estar instalar-se na companhia. 
É preciso afirmá-lo claramente: se essas tensões se transformarem em conflito com os trabalhadores, a responsabilidade caberá inteira e exclusivamente ao CA do Grupo SATA, uma vez que a Plataforma Sindical tem vindo a demonstrar sempre toda a abertura para encontrar uma solução negociada.
Não existe Plano de Exploração para 2014 mas o encerramento da base do Funchal já se concretizou, reduzindo a capacidade operacional da SATA Internacional. Um encerramento no mínimo estranho, tendo em conta que era o próprio Conselho de Administração que afirmava que a operação baseada no Funchal era auto sustentável e marginalmente lucrativa. Ficam por perceber quais os motivos de ordem empresarial e/ou política que levaram ao seu encerramento.
Não existe Plano de Exploração para 2014 mas o abandono de rotas consolidadas pela SATA Internacional tem sido prática comum nos últimos meses. Para além das rotas com origem no Funchal tinham-se já perdido outras, como por exemplo as de Cabo Verde.
Por outro lado, todos nos lembramos, que a SATA Air Açores abandonou a linha de serviço público Funchal/Porto Santo alegadamente pela proposta ser financeiramente penalizadora para a SATA. Mas, senhoras e senhores deputados, é sabido que a SATA Air Açores concorreu e até recorreu ao concurso para a operação de serviço público na rota Funchal Porto Santo que se inicia em Junho de 2014. Qual foi o valor proposto pela SATA Air Açores!? Foi mais elevado ou inferior ao anterior!? Interessa ou não interessa aquela operação à SATA Air Açores!?
Todos sabemos, senhoras e senhores Deputados, que para que se possam baixar tarifas aos passageiros, sem o aumento de indemnizações compensatórias ou outros apoios, é fundamental rentabilizar os meios existentes e garantir uma utilização intensiva das aeronaves, de cerca de 3000 horas de voo por ano.
Ora, que infelizmente se constata no grupo SATA é justamente o inverso! Como se explica que existindo aeronaves e tripulações disponíveis, na SATA Air Açores, e um mercado fora da Região, como se explica senhoras e senhores deputados que se mantenham os aviões no chão?
Não existe Plano de Exploração para 2014, mas foi exigido aos contratados para reforço da “época alta” que alterassem a sua residência para Ponta Delgada. Isto pode significar que também a base de Lisboa será para transferir para Ponta Delgada, o que é em si mesmo mais um indicador de diminuição de atividade. 
Mas é uma opção muito difícil de compreender porque mesmo só com os voos para os Estados Unidos e Canadá a partir de Lisboa, a opção de concentrar todos os tripulantes em Ponta Delgada ficará sempre mais dispendiosa, devido à deslocação e alojamento, dos tripulantes e aos custos que lhe estão associados.
Mas o mercado da SATA Internacional não é só esse! E neste contexto, como se justifica as aeronaves da Sata Internacional andarem constantemente cheias de tripulantes desta empresa, a serem posicionados como passageiros das suas bases de origem para outras, onde entretanto foram retirados tripulantes para voos que poderiam ser efectuados pelos primeiros, havendo deste modo além dos custos de transportes, uma duplicação dos custos dos hotéis? Quais são os ganhos desta opção, ou será que representam custos!? Fico à espera da explicação do Senhor Secretário."
Não existe Plano de Exploração para 2014, mas põe-se a circular o boato que existem pilotos em excesso na SATA Internacional. Mas, na “época baixa”, os voos programados com aeronaves A320 são substituídos por aeronaves de outras companhias ou realizados com os A310 da SATA, porque não existem tripulações disponíveis para os A320, ou seja, por insuficiência de pilotos! Situação que também acontece com os A310. Ainda no passado Domingo pude verificar que se encontrava em Ponta Delgada um Boing 767 da Euroatlantic, em regime de ACMI, a fazer o voo Lisboa/PDL/Toronto.
A verdade, senhoras e senhores deputados é que de 2011 até à presente data o número de pilotos da SATA Internacional diminuiu cerca de 20% e estão na calha outras saídas de pilotos, o que coloca em risco a capacidade operacional da SATA Internacional.


Senhora Presidente, 
Senhoras e Senhores Deputados,
Senhor Presidente do Governo Regional,
Senhora e Senhores Membros do Governo,

Apesar da diminuição de atividade, a verdade é que continuam a existir insuficiências e dificuldades em suprir as necessidades da operação da SATA internacional. 
Nas últimas semanas a contratação de aviões e tripulações de outras companhias (ACMIS) terá custado à SATA mais de 200 mil euros e, desde o princípio do ano, a SATA terá perdido mais de 2 milhões de euros em voos ACMI que recusou fazer para outros clientes, por falta de aeronaves e tripulações.
O que o acionista precisa de saber, Senhor Secretário Regional do Turismo e Transportes, o que o Povo Açoriano exige saber, Senhor Secretário Regional do Turismo e Transportes, é o que pensa o Governo Regional sobre esta marcha acelerada para uma previsível falência operacional da SATA Internacional?
O que o Povo Açoriano exige saber, Senhor Secretário Regional, é se estas decisões, em minha opinião danosas do interesse público regional, são decisões do Governo Regional, ou se são decisões tomadas à revelia da tutela? 
O que o Povo Açoriano precisa e quer saber é qual é a estratégia para o Grupo SATA?
O que o Povo Açoriano precisa e quer saber é se as Obrigações de Serviço Público para o transporte aéreo interilhas contemplarão o mesmo número de ligações e tarifas que garantam o direito à mobilidade dos açorianos?
O que o Povo Açoriano precisa e quer saber é qual vai ser a estratégia para a SATA Internacional, pois, já se sabe, o que bom ou mau vier a acontecer à SATA Internacional terá forçosamente repercussões na SATA Air Açores!

Senhora Presidente, 
Senhoras e Senhores Deputados,
Senhor Presidente do Governo Regional,
Senhora e Senhores Membros do Governo,

As questões que colocamos são ainda mais sérias e graves do que parecem. E deixo duas das mais gritantes, mas também talvez as mais esclarecedoras, para o final desta intervenção:
O que pensa o Governo fazer em relação à renovação da frota de longo curso, que terá forçosamente de acontecer até ao final de 2015? Como está pensada a substituição das aeronaves? Com que custos? Com que financiamento? Que aeronaves?
Ou ainda quem, com que autoridade e porquê é que, no ano transato, colocou ao INAC, ainda que informalmente, a hipótese de acabar com a SATA Internacional e de criar de raiz uma nova companhia aérea? 
Será que é este, afinal, o objectivo do Governo Regional? Acabar com a SATA Internacional, demoli-la, descredibilizá-la, fali-la e, finalmente, substituí-la por outra companhia ao serviço de outros interesses?
O acionista da SATA, o único acionista, o Povo Açoriano, que aqui representamos, exige uma resposta.
Disse!

Horta, 08 de Abril de 2014

Aníbal C. Pires

quinta-feira, 6 de março de 2014

93.º aniversário da fundação do PCP


Nenhum partido em Portugal pagou como o PCP tão elevado preço pela defesa da liberdade, da democracia e dos direitos humanos. Muitos comunistas portugueses pagaram com a própria vida a defesa desses valores.
E, são esses os valores, passados que são 93 anos da sua fundação, que o PCP e os seus militantes continuam a defender para Portugal e para o Mundo.
Porque acreditamos que é possível, Sim é possível, em Portugal e no Mundo, uma vida melhor, mais digna e  mais justa.

sábado, 30 de novembro de 2013

Na Horta, evocação de Álvaro Cunhal

Caros amigos e camaradas, 
Esta exposição integra-se nas comemorações do centenário do nascimento de Álvaro Cunhal. O PCP realizou, ao longo deste ano, também nos Açores, um vasto conjunto de iniciativas que visam recordar, o intelectual, o dirigente comunista, o lutador pela liberdade, o homem que, como nós, tinha esperanças e sonhos e lutou para os realizar. 
Mas penso que mais do que recordar, estas iniciativas servem para transportarmos para o presente e para projetarmos no futuro uma importantíssima lição de vida e, mais ainda, uma verdade fundamental da condição humana, que me atrevo a formular desta forma:
– Somos homens porque sonhamos. Somos homens livres porque lutamos para realizar os nossos sonhos.
É este o ensinamento que retiro da vida e obra de Álvaro Cunhal e que reencontro em tantos rostos, em tantas vidas no Partido que era o seu Partido, neste Partido que é o meu Partido, neste Partido que é o nosso Partido.
 E, caros camaradas, neste Partido acima de tudo sonhamos. Somos sonhadores desmedidos que sonham um mundo sem exploradores nem explorados. Um mundo onde a liberdade de sonhar e de trabalhar para realizar os próprios sonhos seja a regra para todos os seres humanos. Um mundo mais equilibrado, mais justo, um mundo mais feliz. 
Este é o sonho que partilhamos com incontáveis gerações que vieram antes de nós. Este é o sonho que partilhamos com milhões de homens e mulheres de todo o mundo e a raiz da fraternidade que nos une, fraternidade que dizemos de maneira tão bonita no calor humano da palavra “camarada”. 
Este é o sonho que partilhamos com Álvaro Cunhal, camarada de sonho e de luta para o realizar. 
Neste Partido, aprendemos com Álvaro Cunhal a ser sonhadores militantes, pois sabemos, aprendemos, que quando a dureza da vida nos rouba a capacidade de sonhar, de ver um futuro diferente do presente que nos impõem, perdemos algo essencial. Um homem sem sonhos, um homem sem nada porque lutar nunca será um homem livre.
É por isso que os que querem manter a humanidade escravizada, amarrada à atafona de gerar lucros para outros, não gostam de homens que sonham e gostariam de ter um mundo sem sonhos, no fundo um mundo de cegos, que aceitassem passivamente e para sempre o seu domínio. Fosse em nome da União Nacional, em tempos idos, seja em nome da troika, neste áspero presente, o que pretendem é roubar aos portugueses a capacidade de sonhar uma vida e um país diferente. 
A esses, aos que querem perpetuar o seu poder sobre uma massa de explorados dóceis, dizemos, como o Álvaro sempre disse: Não! Aqui sonhamos! E lutamos e lutaremos para tornar os nossos sonhos realidade!

Caros amigos e camaradas,
Este sonho que partilhamos com Álvaro Cunhal é importante, mas é sobretudo um sonho útil. É, afinal, a condição dos nossos esforços e trabalhos. É por causa desse sonho que não nos deixamos ficar em casa descansados e vimos aqui e a tantos outros sítios, juntar-nos aos que sonham como nós, para unidos lutar, agir, transformar o mundo e a vida.
E também aqui, neste momento mágico em que o sonho se torna em ação transformadora, o Álvaro teve muito para nos ensinar. Mostrou-nos a determinação, a coerência, a racionalidade e a inteligência, em cada momento, perceber onde estão os interesses do nosso Povo, onde é que está o verdadeiro inimigo que é preciso combater. 
Ensinou-nos que de nada vale uma teoria revolucionária sem um Partido revolucionário que a leve à prática. Soube afastar do nosso Partido a “ferrugem do erro”, fosse o da pressa revolucionária de saltar etapas e querer desesperadamente tudo, já, agora, fosse o erro de abdicarmos de ser quem somos, vendendo a nossa identidade em troca de um assento à mesa do poder. 
Ensinou-nos que, para tornar realidade este nosso grande sonho coletivo, o nosso primeiro trabalho tem de ser o de ajuntar vontades, como Baltazar Sete-Sois e Blimunda Sete-Luas, no romance de Saramago.
O Álvaro ensinou-nos que o nosso trabalho de comunistas é hoje, como o foi durante os tempos negros do fascismo, como o foi sempre, o de levar esperança ao nosso Povo, o de mostrar que é possível um futuro diferente, o de por mais gente a sonhar e a transformar a vida.
Os tempos duríssimos que vivemos, o sofrimento que nos infligem, os muitos milhares de portugueses infelizes, a quem tentam roubar todos os dias a capacidade sonhar, tornam este trabalho ainda mais importante, ainda mais urgente. 
A sombra negra que, uma vez mais desceu, sobre Portugal, tentando abafar toda a esperança, tentando apagar todos os sonhos, humanos, simples, grandiosos por isso mesmo, faz com que precisemos cada vez mais das lições que Álvaro Cunhal nos ensinou.
Esta, camaradas, não é uma exposição sobre o passado, é uma exposição para o presente que queremos transformar, uma exposição para o futuro que, juntos, conquistaremos.
Cidade da Horta, 29 de Novembro de 2013

As fotos foram gentilmente cedidas pelo Jornal "O Breves)

Intervenção proferida na inauguração alusiva ao centenário do nascimento de Álvaro Cunhal, Horta 29 de Novembro de 2013, 18 horas, antigas instalações da delegação do Banco de Portugal. A exposição estará aberta ao público até ao dia 5 de Dezembro.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Jantar do 92º aniversário do PCP - Ponta Delgada


Imagens do jantar comemorativo do 92.º aniversário do PCP, no Centro Cultural de Santa Clara em Ponta Delgada.




Algumas dezenas de militantes e simpatizantes do PCP participaram no jantar.


Tiveram lugar intervenções políticas de Martinho Baptista, membro do CC do PCP e da DORAA e de Aníbal Pires, Coordenador Regional da Organização da Região Autónoma dos Açores (DORAA). 



A Rádio e Televisão públicas (RTP/Açores) cobriram a iniciativa.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Exposição - Álvaro Cunhal




Ontem, em Ponta Delgada, realizou-se uma sessão evocativa do centenário de Álvaro Cunhal com a inauguração de uma exposição sobre a vida pensamento e luta de Álvaro Cunhal.

Fotos de Madalena Pires 

domingo, 2 de dezembro de 2012

PCP - XIX Congresso




Chegou ao fim o XIX Congresso do PCP aqui podem encontrar fotos, vídeos e toda a informação sobre os documentos aprovados e a composição do CC e dos seus órgãos executivos.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

XIX Congresso do PCP


Nos dias 30 de Novembro, 1 e 2 de Dezembro, realiza-se em Almada o XIX Congresso do PCP.

Aqui podem encontrar os documentos em discussão e informações diversas sobre o XIX Congresso

terça-feira, 6 de março de 2012

91 anos de luta


No dia em que se comemoram os 91 anos do Partido Comunista Português foi disponibilzado no sítio da internet O Militante" clandestino. Para  aceder ao dossier é aqui 

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Eu voto Francisco Lopes

Imagens de uma campanha... imagens de um projecto político alternativo.



Para derrotar Cavaco Silva eu voto Francisco Lopes.

domingo, 21 de novembro de 2010

Joaquim Gomes - Adeus camarada

Faleceu ontem, Joaquim Gomes, um dos históricos militantes do PCP. O "momentos" manifesta o seu pesar pela morte de Joaquim Gomes e apresenta as suas condolências à família.


Aqui pode encontrar alguns dados sobre este militante comunista.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Os Artistas da Festa - Tim e Companheiros de Aventura

No seu novo espectáculo Tim apresenta para além de originais belíssimas canções de outros compositores compostas e partilhadas pelos seus companheiros de Aventura.



O sítio da Festa dispõe de todas as informações sobre os espectáculos, as exposições, o teatro, o desporto, a ciência, os debates, a feira do livro e do disco, etc. etc

sábado, 7 de agosto de 2010

Morreu António Dias Lourenço

Falar de António Dias Lourenço é falar da luta do povo e dos trabalhadores portugueses contra o fascismo, é falar de Abril, de lutas e conquistas é falar de coragem e carácter e, sobretudo, de uma grande generosidade.
O comunicado do PCP sobre o falecimento de Dias Lourenço pode ser lido aqui.
O "Tempo das Cerejas", do camarada Vítor Dias, descreve alguns episódios que atestam bem de que fibra era feito o António Dias Lourenço. Vale pena ler.

sábado, 6 de março de 2010

Tomar partido

Um poema de Ary dos Santos dedicado ao seu partido .

89 anos de história e luta... pelo futuro


No período de grave crise social e económica que se seguiu à Primeira Guerra Mundial (1914-1918) os trabalhadores portugueses encetaram uma vaga de lutas reivindicativas face ao agravamento das condições de vida caracterizada pelo aumento dos preços e do desemprego. No auge desse movimento de luta foi conseguida uma histórica vitória: a jornada de 8 horas de trabalho. Triunfo posto em causa já no século XXI pelo Código Laboral que se encontra em vigor e resultado da política de direita que o PS de José Sócrates tem protagonizado.
Em Setembro de 1919, as organizações sindicais deram um novo passo para o reforço da sua unidade de acção, criando a CGT – Confederação Geral do Trabalho, que rapidamente reuniria 100 000 membros.
A partir de Novembro de 1920, realizaram-se várias reuniões nas sedes de alguns sindicatos, com o intuito de se construir uma vanguarda revolucionária da classe operária portuguesa. No mês seguinte, reuniu-se uma Comissão Organizadora dos trabalhos para a criação do Partido Comunista Português, que iniciou, em Janeiro de 1921, a elaboração das bases orgânicas da nova formação política.
A 6 de Março de 1921, na sede da Associação dos Empregados de Escritório, em Lisboa, realiza-se a Assembleia que criou o Partido Comunista Português e elegeu a sua primeira Direcção política.
De modo diverso ao que ocorrera na generalidade dos países europeus, o Partido Comunista Português não se formou a partir de uma cisão no Partido Socialista, mas ergueu-se, essencialmente, com militantes saídos das fileiras do sindicalismo revolucionário e do anarco-sindicalismo.
É nesta fase embrionária da vida orgânica dos comunistas que cedo se colocou a necessidade da criação do Órgão do Partido Comunista Português. E, volvidos sete meses sobre a fundação, foi dado à estampa “O Comunista”, em 16 de Outubro de 1921, ao qual sucederia, o «Avante!» em Fevereiro de 1931.
A sua primeira sede foi na Rua Arco do Marquês do Alegrete nº 3 - 2º D.to, em Lisboa, o PCP abriu, ainda em 1921, os Centros Comunistas do Porto, Évora e Beja.
A história do século XX português, em particular durante os 48 anos de luta contra ditadura, confunde-se com a luta pela liberdade e pela democracia em Portugal.
São 89 anos de história e luta pelo futuro. O PCP mantém o vigor da juventude das ideias que podem transformar o Mundo numa sociedade mais justa e livre de opressões, numa sociedade de paz e cooperação entre os povos onde a justiça social e económica seja o paradigma do desenvolvimento humano.
É pela concretização dessa utopia que luto!

Aníbal C. Pires, IN DIÁRIO INSULAR, 03 de Março de 2010, Angra do Heroísmo