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domingo, 12 de abril de 2020

palavras do cerco

Foto by Madalena Pires
resistir

resistindo
no cerco
confinado
às palavras 
livres
como livre
é o pensamento

resistindo 
no cerco
atento 
atuante
desalinhado
do pensamento
dominante

resistindo 
no cerco
confinado
sem entorpecer
nem medo
com a poesia
por companhia

Ponta Delgada, 12 de Abril de 2020

sexta-feira, 7 de junho de 2019

Conhecer os códigos culturais - "Os Porquês?", na SMTV

Foto by Madalena Pires

Para ver ou rever a edição número 26 do programa “Os Porquês?”, na SMTV.

conhecer o outro

Foi para a antena no dia 24 de Abril de 2019




quarta-feira, 5 de junho de 2019

Com tempo e atento - crónicas radiofónicas

Foto by Madalena Pires





Do arquivo das crónicas radiofónicas na 105 FM

Esta crónica foi para a antena a 2 de Fevereiro de 2019 e pode ser ouvida aqui









Com tempo e atento

Foto by Aníbal C. Pires
Tenho por hábito diário, nem sempre à mesma hora, percorrer os títulos noticiosos e, em função dos meus interesses pessoais, mas também para perceber o que se vai dizendo, pensando e fazendo por esse Mundo fora, mergulho nos textos que dão corpo às manchetes. Procuro estar o melhor informado que posso, tarefa aparentemente fácil, mas não é, só parece.
A quantidade de lixo informativo é imensa e não provém apenas das redes sociais, a comunicação social instituída e que a maioria dos cidadãos tem como referência é, igualmente, responsável por muito do lixo informativo impresso, mas também difundido pelas rádios e televisões, bem assim como pelo recurso às plataformas digitais disponíveis que servem, também de suporte, às redes sociais. Ou seja, para estar informado, bem informado é preciso despender tempo e, sobretudo, estar atento.
Não estou a exagerar. A difusão de informação confere poder à comunicação social de massas. Poder que nem sempre é utilizado para informar, aliás é-o quase sempre para formar e modelar as consciências. Porquê, Pois bem, porque o poder da comunicação social, mesmo o setor público, está submetido aos interesses do poder económico e financeiro. Poder a quem interessa ter uma mole imensa de cidadãos a pensar e a consumir dentro de parâmetros pré-estabelecidos e que servem para beneficiar o tal poder económico e financeiro.
Se argumentar que no setor público não será bem assim, não vou contra-argumentar, embora não esteja seguro de que o não seja, por outro lado dir-me-á que o setor público está liberto das imposições do mercado e não existe motivo para que a informação e os conteúdos produzidos sejam condicionados a interesses alheios ao interesse público. E eu direi, Assim deveria ser, mas não é o que realidade nos demonstra diariamente. De facto, e, ao invés do que seria desejável e expetável, os critérios editoriais e os conteúdos pouco, ou nada, se diferenciam das abordagens feitas pelo setor privado, claro que estou a referir-me, em particular, à radio e à televisão, mas não só.

Imagem retirada da internet
Com a massificação do acesso à internet e, por conseguinte, à utilização de diferentes redes sociais e plataformas de comunicação tem vindo a colocar-se aos jornais, às rádios e às televisões novos desafios. Um desses desafios tem sido o de encontrar um espaço que até há bem pouco tempo era um exclusivo seu. Desafio que em Portugal está longe de ter tido, em minha opinião, as respostas adequadas pois, o que se constata é uma tentativa de acompanhar o imediatismo da difusão de informação ao ritmo e com a superficialidade que carateriza e populariza as redes sociais. Não me aprece ser esse o melhor caminho para a sobrevivência da informação impressa e da informação audiovisual, digamos, da informação tradicional. Esta é apenas uma opinião, a minha opinião. Opinião que fui construindo com base na necessidade de me manter informado e na procura de fontes alternativas de informação.
A opinião constrói-se com base na informação disponível, mas também da forma como a conseguimos descodificar e entender. E, o que não falta por aí é manipulação da informação com base no pressuposto que a generalização da estupidificação já foi conseguida. E, em boa parte esse objetivo, dos “donos disto tudo”, já foi conseguido com o beneplácito do poder político que lhe é submisso.

Foi um prazer estar consigo.
Volto no próximo sábado e espero ter, de novo, a sua companhia.
Até lá, fique bem.

Aníbal C. Pires, Ponta Delgada, 02 de Fevereiro de 2019

sábado, 23 de março de 2019

da poesia - "Os Porquês?, na SMTV

foto by Madalena Pires (S. Miguel)







Para ver ou rever a edição número 21 do programa “Os Porquês?”, na SMTV.

da árvore, da floresta e da poesia

Foi para a antena no dia 20 de Março de 2019












quarta-feira, 20 de março de 2019

Novo ano, novo tempo - crónicas radiofónicas

foto by Aníbal C. Pires



Do arquivo das crónicas radiofónicas na 105 FM

Esta crónica foi para a antena a 29 de Dezembro de 2018 e pode ser ouvida aqui






Novo ano, novo tempo 

foto by Madalena Pires
Estamos a fechar o ano. Mas não vou fazer balanços nem premonições deixo esse encargo para os especialistas, embora tenha uma visão própria do ciclo temporal que se encerra por estes dias e pelo que se avizinha. Posso até, sem meter a foice em seara alheia, deixar expresso um sentimento que traduz a forma como termino o ano e me preparo para entrar em 2019. Preocupação, uma grande inquietação sobre o futuro próximo. E mais não direi porque não quero deixar-lhe sentimentos negativos neste limiar do Ano Novo, onde todas as esperanças se renovam.
Hoje, porque é a última crónica de 2018 fica uma reflexão em forma de poema com que, em 31 de Dezembro de 2013, tentei sintetizar aquele momento mágico da passagem do ano e que tem como título, “Novo ano, novo tempo”

É o tempo
De louvar o velho
É o tempo
De renovar a esperança
E o tempo, esse tempo
É hoje
Presente, passado e futuro
Enleados
Com o olhar no tempo vindouro 
Sem olvidar
O tempo passado 

Agora
É o tempo
Onde o passado, o presente e o futuro
Num fátuo momento se enlaçam
Para logo se apartarem
Efémero abraço esse, o do tempo
Passado, presente e futuro

Nesta fronteira do pretérito e do porvir
Celebremos o futuro
Com o passado presente”

Que 2019 seja, para si, um ano de realizações pessoais. Lute pelos seus sonhos. Feliz Ano Novo.

Foi um prazer estar consigo.
Volto no próximo sábado e espero ter, de novo, a sua companhia.
Até lá, fique bem.

Aníbal C. Pires, Ponta Delgada, 29 de Dezembro de 2018

terça-feira, 5 de março de 2019

Inversão dos valores - crónicas radiofónicas

foto by Madalena Pires (Ponta Delgada, 2017)






Do arquivo das crónicas radiofónicas na 105 FM
Esta crónica foi para a antena a 15 de Dezembro de 2018 e pode ser ouvida aqui










Inversão dos valores

Foto by Aníbal C. Pires (Ponta Delgada, 2018)
Afinal tudo não passou de um mal-entendido. O PAN foi víti
ma de incúria jornalística por causa da PETA, não é peta é a PETA, ou seja, estou a utilizar o acrónimo de People for the Ethical Treatment of Animals (PETA) e não a expressão popular para mentira.
Afinal aquela questão dos animais e dos provérbios teve origem na emissão de uma opinião que o PAN deu sobre uma posição ou iniciativa da PETA e que a comunicação social nacional terá entendido mal e difundido ainda pior, mas na verdade a posição do PAN é de acordo à pretensão da PETA.
Pelo menos foi o que consegui apurar ao ler o esclarecimento feito pelo PAN e que pode ser consultado no seu site.
Feita esta introdução que mais não pretende do que deixar claro que o PAN não tem, para já, em agenda qualquer iniciativa política que proponha a criminalização pela utilização de expressões como, por exemplo, “A cavalo dado não se olha o dente”, ou “Vozes de burro não chegam ao céu”, ou ainda outras expressões do adágio popular que referenciem animais.
Mas se este não passou de um mal-entendido que, por sinal, motivou uma onda de humor por todo o país, isso não significa que o PAN não se constitua como uma organização política que tem uma agenda complexa e obscura e que deve ser escrutinada pelos cidadãos, desde logo, por aqueles que em nome da proteção dos animais e da natureza lhe têm dado apoio eleitoral.
No PAN nem tudo é tão linear com pode parecer à primeira vista pois, a sua inspiração política está, quer o PAN queira, quer não, profundamente ligada ao pensamento de Adolf Hitler e dos seus mais próximos acólitos como pode confirmar se procurar informar-se sobre a proteção animal e do meio ambiente na Alemanha nazi, logo em 1933.

Foto by Aníbal C. Pires (Ponta Delgada, 2017)
Se costuma acompanhar estas crónicas lembra-se que não é a primeira vez que refiro esta temática, embora quando o fiz não tenha referido diretamente o PAN, nem as suas ligações ao IRA, ou seja, ao movimento Intervenção e Resgate Animal, que é assim como uma espécie de milícia do PAN.
Mas hoje não posso deixar de o fazer pois, o PAN é herdeiro de um pensamento que, em nome da proteção animal e da natureza, pretende impor um princípio que é, em si mesmo, antinatural. Os animais não são, de todo, iguais aos humanos. Não sou eu que o digo é a ciência e milhões de anos de evolução. Se esta diferença justifica maus tratos aos animais, Não. Mas vamos lá ter o bom senso de não impor, como já aconteceu, a criminalização dos humanos por atitudes que colocam em causa o bem-estar animal.
Ou seja, levado ao limite podemos ter humanos maltratados por referências e atos depreciativos sobre os animais. Ou assistir à inversão de valores como um conhecido caso em que uma ativista da proteção animal adotou um cão que matou uma criança. O animal não foi abatido pela morte da criança e como se isso não bastasse a sua adoção é apresentada como uma vitória da luta pela proteção animal.

Foi um prazer estar consigo.
Volto no próximo sábado e espero ter, de novo, a sua companhia.
Até lá, fique bem.
Aníbal C. Pires, Ponta Delgada, 15 de Dezembro de 2018

domingo, 3 de março de 2019

Conhecimento, cultura e liberdade - "Os Porquês?", na SMTV

foto by Madalena Pires



Para ver ou rever a edição número 18 do programa “Os Porquês?”, na SMTV.

conhecimento, 
cultura <=> liberdade

Foi para a antena no dia 27 de Fevereiro de 2019











quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

da amizade

Aníbal C. Pires by Madalena Pires (Ponta Delgada, 2018)





O dia de amigos celebra-se hoje e cultiva-se todos os dias.
Em dia de celebração da amizade para os meus amigos (a amizade não tem género) fica este soneto de Vinicius de Moraes







Soneto do amigo

Enfim, depois de tanto erro passado 
Tantas retaliações, tanto perigo 
Eis que ressurge noutro o velho amigo 
Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado 
Com olhos que contêm o olhar antigo 
Sempre comigo um pouco atribulado 
E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano 
Sabendo se mover e comover 
E a disfarçar com o meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...

Vinicius de Moraes

domingo, 20 de janeiro de 2019

da tolerância - "Os Porquês?, na SMTV

Foto by Madalena Pires

Para ver ou rever a edição número 12 do programa “Os Porquês?”, na SMTV.

inquieto-me com a intolerância e, não a tolero.

Foi para a antena no dia 16 de Janeiro de 2019






sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

A importância das utopias - "Os Porquês?", na SMTV

Foto by Madalena Pires (Marrocos, Deserto do Saara, Fevereiro 2019)
Para ver ou rever a edição número 10 do programa “Os Porquês?”, na SMTV.

As utopias ajudam-nos a caminhar e a transformar. 
Nunca deixe de sonhar.

Foi para a antena no dia 02 de Janeiro de 2019




quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Apenas literatura - crónicas radiofónicas

Foto by Madalena Pires




Do arquivo das crónicas radiofónicas na 105 FM

Esta crónica foi para a antena a 13 de Outubro de 2018 e pode ser ouvida aqui








Apenas literatura

Em Novembro, S. Miguel, a ilha, vai ser um arquipélago, Um arquipélago de escritores.
Açores, Arquipélago de Escritores. Esta é a feliz designação para um encontro literário que sendo realizado nos Açores e contando com a participação de muitos autores açorianos, aqui residentes ou não, pretende ser mais, muito mais, do que um olhar sobre a geografia literária açoriana e conta com a participação de escritores nacionais e estrangeiros de referência.
O Arquipélago de Escritores vai acontecer de 15 a 18 de Novembro.
Estamos a pouco mais de um mês da sua realização e esta nota permite-lhe, não só ter conhecimento deste encontro, mas também dar-lhe tempo e oportunidade para se agendar e assim poder participar nas inúmeras atividades que estão programadas para estes dias onde os Açores serão um ponto de encontro da literatura. Literatura, assim, sem mais atributos, apenas literatura.
As realizações deste tipo de eventos nunca estarão a contento de todos, desde logo porque quem organiza define critérios e uma matriz unificadora para o espaço e tempo disponíveis, e, naturalmente, as opiniões são díspares. Mas também porque a difusão da literatura e a promoção da leitura não podem confinar-se a espaços formais e a um público que funciona como um circuito fechado e, naturalmente, há quem assim não pense.
Por outro lado, é indispensável ganhar e formar novos públicos, logo para os conquistar há necessidade de diversificar estratégias que nem sempre são do agrado de todos, mas o desagrado e as críticas passam também pela ausência de alguns nomes consagrados na lista dos escritores convidados.
Críticas que terão, não as coloco em causa, toda a legitimidade. Outros fossem os critérios e outros fossem os promotores e, certamente, outros seriam os convidados e outra seria a matriz do encontro.
Não colocando em causa nem os critérios nem os reparos, julgo que este Arquipélago de Escritores não se vai esgotar com esta edição, assim, de momento, importa valorizar e divulgar esta iniciativa cultural que terá os Açores como ponto de encontro da literatura. Depois da sua realização será tempo de proceder à avaliação e aguardar pela renovação anual deste encontro literário.

O Arquipélago de Escritores vai juntar cerca de duas dezenas de autores de referência, portugueses e internacionais, e terá como homenageado o poeta Emanuel Jorge Botelho.
Para aceder à informação completa sobre a primeira edição do Encontro Literário – Arquipélago de Escritores, pode consultar o sítio da internet que lhe está dedicado e que facilmente poderá encontrar utilizando como termos da pesquisa a própria designação deste evento.
Vá ver e surpreenda-se com variedade das atividades propostas e dos espaços que ocupam.

Procure aqui







Gostei de estar consigo. Fique bem.
Voltarei no próximo sábado. Até lá.

Aníbal C. Pires, Ponta Delgada, 13 de Outubro de 2018

sábado, 22 de dezembro de 2018

A República no “LavaJazz” - crónicas radiofónicas

Créditos "LavaJazz"



Do arquivo das crónicas radiofónicas na 105 FM

Esta crónica foi para a antena a 06 de Outubro de 2018 e pode ser ouvida aqui






A República no “LavaJazz”

Foto by Madalena Pires
Ontem foi dia de um feriado reconquistado depois de 2015, ou seja, depois da coligação de direita que desgovernou o país ter sido apeada do poder após a realização das eleições legislativas de 2015.
Pode não dar muita importância ao facto de a coligação de direita ter acabado com alguns feriados nacionais, mas é bom lembrar que eles foram extintos em nome da recuperação económica, da redução da dívida e do défice. Este argumento que para tudo serviu, foi sendo aceite como inevitável para o país se redimir dos excessos cometidos.
Claro que quem cometeu os excessos não pagou e quem não tinha como se exceder suportou todos os custos. Custos de uma política que não resolveu nenhum dos problemas que a justificavam.
Recuperaram-se os feriados, recuperaram-se rendimentos, aliviou-se a carga fiscal e o resultado foi o crescimento económico, o aumento do emprego, a diminuição do défice e a estabilização da dívida pública que, se tivesse sido renegociada nos seus montantes, prazos e juros, teria diminuído para valores, digamos, aceitáveis.
Mas não é sobre a governação do país nem dos governos do passado e do presente que versa esta nossa conversa semanal.
Ontem, como sabe, comemorou-se o aniversário da implantação da República. A data foi assinalada oficialmente. Mas a passagem do 108.º aniversário da República foi marcada, um pouco por todo o país, por diversas iniciativas promovidas por quem tem memória e considera que a história não pode ser esquecida, sob pena de nos perdermos no limbo do igualitarismo uniformador dos costumes e do pensamento, e é sobre uma dessas iniciativas, que decorreu em Ponta Delgada que gostaria de lhe falar.
No contexto da programação cultural, para além da música, de um espaço de encontro da noite de Ponta Delgada, o LavaJazz, realizou-se ontem uma tertúlia no âmbito do “Comer com Letras”. Acontece às primeiras sextas-feiras de cada mês e é coordenado pela Dra. Amélia Sophia.
Ontem o tema, como não poderia deixar de ser, centrou-se na Revolução de 5 de Outubro de 1910 e nas transformações que lhe foram subsequentes. As razões que lhe estiveram na origem, as contradições e a instabilidade que levaram à implantação do Estado Novo e à ditadura fascista que só teve fim numa madrugada de Primavera onde despontaram cravos vermelhos e uma contagiante alegria espelhada no rosto de um povo amordaçado e manietado por um regime déspota. As implicações nos anseios autonomistas, a luta das mulheres pela conquista de direitos cívicos e de igualdade na diferença, mas também poesia. A República foi apenas o mote para a noite de tertúlia, “Comer com Letras”.

Foto by Madalena Pires
Por razões incontornáveis aconteceram algumas alterações ao que inicialmente estava programado e, mesmo o que era possível manter como previsto foi subvertido pelos convidados. Não me cabe a mim, que acabei por ser um dos intervenientes, avaliar se o desalinhamento resultou a favor de quem esteve no LavaJazz até um pouco depois das 22h.
Eu cá por mim saí de lá satisfeito por ter tido oportunidade de partilhar parte do serão do feriado de 5 de Outubro com o Dr. Pedro Gomes, a Dra. Amélia Sophia, com a Dra. Nélia Guimarães e com todos quantos, neste caso e em bom rigor deveria dizer, todas, não por ficar bem ou dar a primazia às mulheres mas porque o público era quase exclusivamente feminino.
Não posso deixar de louvar o LavaJazz pela forma como se tem diferenciado e afirmado na noite de Ponta Delgada, quer pela excelência dos seus músicos residentes, quer pela programação cultural que com uma coragem admirável tem vindo a assumir.

Gostei de estar consigo. Fique bem.
Voltarei no próximo sábado. Até lá.

Aníbal C. Pires, Ponta Delgada, 06 de Outubro de 2018

domingo, 9 de dezembro de 2018

... dos processos

Aníbal C. Pires by Madalena Pires (S. Miguel, 2017)




Excerto de texto para publicação na imprensa regional e, como é habitual também aqui, no blogue momentos






(...) O Governo Regional anunciou uma solução de reposicionamento ao longo de 6 anos, sem restrições orçamentais e com a possibilidade de diminuição do prazo de 6 anos em função das aposentações que se vierem a verificar. Sem dúvida esta é, não sendo justa pois o reposicionamento deveria ser imediato, a melhor das soluções encontradas, isto é, muito melhor que a do Governo da República e, substantivamente melhor que a da Região Autónoma da Madeira.
Por outro lado, os princípios defendidos pelo SPRA estão, pelo que é conhecido, consagrados na proposta anunciada por Vasco Cordeiro, ainda que não seja satisfeita a reivindicação dos 5 anos, mas que, contudo, pode vir a aproximar-se deste prazo dependendo da “aceleração” por via das aposentações que se vierem a verificar. Quanto ao SDPA e face à posição que tomou em sede de audição da Comissão dos Assuntos Sociais aquando da proposta apresentada pelo PSD, com o mesmo objeto, à qual deu o seu incondicional aval não vejo como poderá agora reivindicar o que quer que seja. (...)


quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

do bom senso - "Os Porquês?, na SMTV

Aníbal C. Pires by Madalena Pires (S. Miguel, 2017) 









Coisas do bom senso e de uma certa forma de estar na vida.

Para ver ou rever a edição número 5 do programa “Os Porquês?”, na SMTV.











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... das comparações

Aníbal Pires by Madalena Pires (S. Miguel, 2017)




Excerto de texto para publicação na imprensa regional e, como é habitual também aqui, no blogue momentos





(...) Nos Açores da autonomia sempre se olhou para a Madeira como mais afoita nas iniciativas do investimento público, e um segmento da sociedade açoriana, por vezes com uma pontinha de inveja, admirava a capacidade reivindicativa e empreendedora de João Jardim que, não tendo papas na língua, via as suas exigências junto de Lisboa satisfeitas ao passo que nos Açores as reivindicações não tinham a mesma força e, como tal, não seriam tão eficazes. O crescimento económico na Madeira era superior ao dos Açores e até na infraestruturação os ritmos nos Açores eram muito inferiores. 
Sem contestar que numa comparação onde não se tem em linha de conta alguns aspetos e indicadores, a Madeira evidenciava diferença significativas em relação aos Açores, porém, não posso deixar de dizer que discordo em absoluto dessa visão que dava como adquirido que isso se devia aos órgãos de governo e, em particular, ao Presidente do Governo regional da Madeira, o Dr. Alberto João Jardim. (...)

sábado, 24 de novembro de 2018

O porquê dos porquês

Aníbal C. Pires by Madalena Pires (S. Miguel, 2017)






Na passada quarta-feira foi para a antena mais uma participação no programa “Os Porquês?”, na SMTV.

Uma tentativa de esclarecimento sobre a forma como encaro esta minha participação na SMTV.









quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Não é fácil mudar comportamentos. Porquê? – do arquivo “Os Porquês?". Programa da SMTV.

Aníbal C. Pires by Madalena Pires (S. Miguel, 2017)






Hoje foi para a antena a terceira participação no programa “Os Porquês?”, na SMTV.

Sobre os comportamentos, mas não só.










E se a Azores Airlines encerrar

Foto by Madalena Pires
O fim da Sata Internacional/Azores Airlines pode vir a acontecer. E se acontecer como será depois. Este é um assunto que nos interessa a todos, afinal somos nós os acionistas e os beneficiários, embora quanto a este último aspeto, existam pontos de vista diferentes.
E só não terá acontecido, ainda, pelos danos políticos e eleitorais que o impacto social e económico desta decisão provocaria. Mas é bom que tenhamos consciência que é a este Governo Regional, e aos dois anteriores, que devem ser imputadas as responsabilidades pela atual situação de falência técnica e pela incapacidade operacional em dar resposta aos compromissos comerciais existentes, mas também da impossibilidade real, enquanto não se encontrar uma solução para a sua recapitalização, de desenhar uma estratégia de crescimento e expansão que considere as dinâmicas deste mercado. Estratégia que terá de passar, forçosamente, por uma reestruturação organizacional que responda, de forma coordenada, ágil e eficaz às exigências competitivas do mercado do transporte aéreo. Não pretendo ilibar de responsabilidades as administrações do Grupo SATA, também as têm.
Mas se vier a acontecer o encerramento da Azores Airlines, cenário que não é de todo irreal não fosse uma empresa pública e já teria acontecido, o que perdemos e o que ganhamos. Os ganhos não os vislumbro e, não tenhamos qualquer espécie de ilusão de que só com a sua privatização se resolvem os atuais problemas da Azores Airlines, problemas que afetam todo o Grupo SATA. Com a sua privatização parcial, ou total, muito iria mudar, mas estou certo que as mudanças não nos agradariam ou, a manter-se o atual desenho operacional e de serviços prestados, apenas pela SATA, como seja o transporte de doentes, teria de ser o erário público a suportar. Logo os ganhos não seriam assim tão evidentes.

Foto by Aníbal C. Pires
O que perdíamos era, no fundo, a nossa independência em relação a transportadoras aéreas que não servem o perfil do passageiro ilhéu, nem tão-pouco, os interesses regionais. Não tenho nenhum preconceito em relação à TAP, mas é bom recordar que a companhia aérea nacional não serviu a Região enquanto aqui operou sozinha, ou seja, antes do início da operação da então SATA Internacional. Claro que nem todos os açorianos comungam desta opinião. Os faialenses ainda hoje reivindicam o retorno da TAP pois, como se sabe a operação da TAP, por razões que são conhecidas, tinha uma fiabilidade que a Azores Airlines não lhes garante devido, em grande parte, à utilização de um modelo de aeronave que num aeroporto como o do Faial é fortemente penalizado. Mas não são só os faialenses, também os terceirenses, por razões diversas, têm uma certa preferência pela TAP que ao longo dos últimos anos se tem esbatido devido à diversidade da oferta. Mas é bom lembrar que foi TAP que abandonou o Faial, abandono que ficou a dever-se ao processo de privatização da transportadora aérea nacional, isto é, a SATA não tomou a rota de assalto e, não fosse a SATA uma empresa pública a rota Faial/Lisboa/Faial teria ficado deserta, bem assim como a ligação do Pico a Lisboa.
A elencagem de perdas e danos, se por hipótese a Azores Airlenes vier a encerrar, pode desdobrar-se ao longo de vários itens e não será difícil, cada um de nós, fazer esse exercício. Se o fizerem tenham em conta que, por exemplo, a EasyJet, chegou a S. Miguel com grande pompa, mas abandonou a rota sem dizer água vai. O mesmo se poderá passar com qualquer outra, até mesmo com a SATA, uma vez que a rota está liberalizada. Na Terceira a Ryan Air só entrou depois de ter garantido o que pretendia. E a pretensão era clara e transparente, assegurar a rentabilidade da operação à custa de dinheiros públicos. Coisa que parece ser aceite pelos cidadãos, mas quando se trata de falar na recapitalização da SATA com apoios públicos, Aqui-d’el-rei que isso não pode ser, esse sorvedouro de dinheiro público não pode continuar.
Há soluções, no domínio público, para recapitalizar a SATA. Não me parece que a sua privatização seja o melhor caminho, para além de ser caro. Muito mais caro do que a recapitalização com recurso a fundos públicos num processo onde se poderia vir a envolver a Região Autónoma da Madeira.

Ponta Delgada, 13 de Novembro de 2018

Aníbal C. Pires, In Diário Insular e Açores 9, 14 de Novembro de 2018

sábado, 13 de outubro de 2018

Um não assunto, ou a silly season a fazer das suas - crónicas radiofónicas

Foto by Madalena Pires






Do arquivo das crónicas radiofónicas na 105 FM

Esta crónica foi para a antena a 21 de Julho de 2018 que pode ser ouvida aqui









Um não assunto, ou a silly season a fazer das suas

Foto by Aníbal C. Pires
Arranjar um assunto para conversar consigo no último fim de semana de Julho que não seja, de todo, uma futilidade, não é tarefa fácil. Não que os assuntos rareiem, não falta por aí animação, mas não sou muito dado a festas, sejam elas brancas ou às cores. Notícias dramáticas também abundam, seja na Região seja um pouco por todo o Mundo, mas também não sou muito dado a explorar as emoções para atrair a atenção, ou seja, esta coisa de que os factos são menos importantes do que as emoções, não é a minha praia. Isto não significa que não me emocione, ou que, por vezes, o que escrevo e digo seja pouco racional e resulte de um estado de alma que tenho necessidade de partilhar, assim como um grito sussurrado para o papel, ou melhor para um qualquer suporte digital  e, que se liberta e vai por aí parar às mãos de alguém, ou ao monitor de um smartphone ou de um computador pessoal, ou ainda, como é o caso, aos seus ouvidos. Não se preocupe hoje não vai acontecer nada disso, nem gritos, nem sussurros.
Sabe que, para mim, seria tão mais fácil escrever e falar sobre o que as pessoas querem e gostam de ouvir. Mais fácil e, sobretudo, mais popular. Não sigo esse caminho por não saber como se percorre, conheço-lhe todos os atalhos e encruzilhadas, mas porque não ficaria bem comigo mesmo.
Sim, eu sei que nada ganho com isso e terei sempre muita dificuldade em prender a atenção de quem me lê e ouve, mas tendo essa perceção, ainda assim, prefiro ficar com a minha consciência tranquila por não embarcar em facilitismos e populismos que não favorecem o pensamento crítico e a compreensão, o mais aproximada possível, da realidade que nos envolve e conforma.

Foto by Aníbal C. Pires
Tenho uma amiga que lê a generalidade dos textos que eu produzo, lê também os textos de um outro opinador da 105 FM, que escreve de forma invejável, e tem a seguinte opinião sobre os textos que produzimos: O que tu escreves obriga-nos a pensar, desperta em nós a curiosidade, os textos daquele teu amigo deixam-me de alma cheia, ainda que por vezes, quer um quer outro, invertam os papeis. Tu raramente abandonas a tua matriz dialética e mostras o teu outro lado, e o teu amigo, com mais frequência, atravessa a fronteira entre a abordagem da realidade e a prosa poética com que ele tão bem se expressa. 
E eu concordo, em absoluto, com ela, Assim é, sem que os textos do tal meu amigo sejam vazios de conteúdo, nada disso. É na forma como se abordam as questões que reside a diferença. Ele é um homem de fé, eu não a tenho. Tenho dúvidas, quiçá ele também, mas tem uma âncora de referência, Eu não. Eu ando por aí à deriva e quantas e quantas vezes a navegar contraventos e marés sem o amparo de um ancoradouro abrigado.
Não terá sido uma futilidade esta nossa conversa, já não estou tão seguro se afinal não se tratou de um grito sussurrado, ainda que tenha sido expresso com a voz firme e no tom adequado de modo a não ter necessidade de aumentar o volume do seu rádio para poder ouvir.

Bom fim de semana.
Fique bem eu volto, assim o espero, no próximo sábado.

Aníbal C. Pires, Ponta Delgada, 28 de Julho de 2018

domingo, 30 de setembro de 2018

... da eleição do líder

Aníbal C. Pires by Madalena Pires (S. Miguel, 2017)




Excerto de texto para publicação na imprensa regional e, como é habitual também aqui, no blogue momentos.






(...) mais do que a personalidade que vai assegurar a liderança do PSD Açores, julgo que não será por muito tempo não por qualquer demérito do Alexandre Gaudêncio, mas pela natureza depredadora de lideranças que é intrínseca ao PSD, mas como dizia mais do que saber quem lidera interessa-me conhecer o seu projeto político, o projeto do PSD, não do líder, afinal o PSD já governou na Região e na República, alternando com o PS, e, como tal, tenho interesse em perceber o que vai mudar, se é que alguma coisa vai mudar. Aguardo pelo congresso do PSD Açores para, então sim, conhecer como os “sociais democratas” açorianos avaliam a atual situação política, social, cultural e económica da Região, a que se propõem para resolver as questões que identificarem e, sobretudo, o que os pode diferenciar do seu gémeo político sem “D”, o PS. (...)