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segunda-feira, 15 de abril de 2019

caminheiros da fé

Foto by Aníbal C. Pires (S. Miguel, 2017)




As romarias quaresmais em S. Miguel são uma manifestação religiosa de penitência cuja origem remonta, segundo alguns autores, ao século XVI.
Durante sete dias os ranchos de romeiros percorrem a ilha de S. Miguel e visitam todos os templos que veneram a Imagem da Virgem Maria.

As imagens são acompanhadas com um cântico dos Romeiros de Ponta Garça, da Antologia Sonora da Ilha de S. Miguel, organizada por Artur Santos, 1960






domingo, 3 de dezembro de 2017

... da agenda para dia 7 de Dezembro



Na próxima quinta-feira, dia 7 de Dezembro de 2017, pelas 18h 30mn, na Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada, terá lugar a apresentação do livro “Toada do mar e da terra (volume I – 2003/2008), de Aníbal C. Pires e com algumas ilustrações de Ana Rita Afonso e edição da Letras LAVAdas.
Vamberto Freitas que prefaciou o livro fará a apresentação pública.




domingo, 26 de novembro de 2017

A Brecha – um apontamento

Foto by Aníbal C. Pires
Do livro A Brecha de João Pedro Porto disse, num desses comentários imediatistas e de ocasião numa publicação do Facebook, que a leitura do último romance deste jovem escritor açoriano, não é a mais adequada para o Verão.
E mantenho. A Brecha é um daqueles livros que devem ser consumidos no aconchego das noites de Inverno.
É uma leitura densa que necessita de tempo e atenção pela sua complexidade, mas também pela riqueza da escrita que ora se assume em prosa, mas também em poesia e na dramaturgia.
O recurso à mitologia clássica e algumas referências da história nacional compõem uma trama intrincada, onde tudo pode acontecer. Até a morte dos deuses às mãos do Homem.
Ficam alguns fragmentos, no vídeo abaixo, deste livro de João Pedro Porto que aquando da leitura sublinhei e que hoje partilho convosco.

Aníbal C. Pires, Ponta Delgada, 23 de Novembro de 2017



terça-feira, 8 de agosto de 2017

Esta gente, essa gente

Foto by Aníbal C. Pires (Havana, Maio de 2005)







"Nós somos o que sabemos querer" 

José Marti










A libertação pela descoberta que só o saber e a cultura proporcionam ou, a submissão por essa gente que não sente como a gente.
É disto que nos fala o poema no vídeo abaixo. Digo eu que sinto como a gente que tem dente.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

... de Cabo Verde

Foto by Aníbal C. Pires (ilha do Sal, Cabo Verde)









Porque hoje se comemora a independência de Cabo Verde ficam, em jeito de homenagem ao povo cabo-verdiano, estes pequenos trechos, separados por um vídeo, de um texto escrito em Julho de 2004.




(…) O meu fascínio por África, e em particular por Cabo Verde, surgiu e foi-se desenvolvendo durante a minha infância, vá-se lá saber porque é que uma criança nascida e criada em terras do interior do continente português, e de onde só saiu quando jovem adulto, se sentia atraída por uma terra, um povo e uma cultura tão distante.
Não sei se pela dolência das "mornas", se pela harmonia das "mazurkas", se foi a alegria do "funaná" e da "coladeira", ou os ritmos alucinantes da "tabanca" e do "batuque" que o fascínio por esse povo, moldado pelo vento Leste, pelo imenso Atlântico, pela chuva que não cai e pela dor da "hora di bai", foi crescendo e ganhando uma cada vez maior admiração. (…)





(…) A dispersão dos cabo-verdianos pelo mundo tem origem nas clássicas motivações da emigração e o ideário de retorno a "nos terra" está sempre presente. A coesão e pujança da comunidade transnacional assentam em dois pilares, que foram, igualmente, basilares na construção da própria caboverdianidade e identidade nacional: O crioulo – língua nacional; e a representação coletiva do território, a relação com a "terra mãe/nos terra", que nos cabo-verdianos tem um acentuado carácter mágico-religioso.
Para os cabo-verdianos da terra-longe e, em particular aos que vivem e trabalham na Região Autónoma dos Açores, aqui fica a minha homenagem e os votos de que Cabo Verde possa continuar na senda do progresso e do desenvolvimento. (…)

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Cabo Verde visto de fora*



Seja pela imensidão dos espaços continentais, pela peculiaridade e beleza das regiões insulares, da cultura e encantamento dos seus povos, pela guerra colonial, ou, apenas, pelo magnetismo que exerce sobre quem sentiu os sons, cheiros e sabores desta terra fascinante a que ninguém fica indiferente e que todos os portugueses da minha geração, independentemente dos seus percursos de vida, têm no seu imaginário – África.
O meu fascínio por África, e em particular por Cabo Verde, surgiu e foi-se desenvolvendo durante a minha infância, vá-se lá saber porque é que uma criança nascida e criada em terras do interior do continente português, e de onde só saiu quando jovem adulto, se sentia atraída por uma terra, um povo e uma cultura tão distante.
Não sei se pela dolência das “mornas”, se pela harmonia das “mazurkas”, se foi a alegria do “funaná” e da “coladeira”, ou os ritmos alucinantes da “tabanca” e do “batuque” que o fascínio por esse povo, moldado pelo vento Leste, pelo imenso Atlântico, pela chuva que não cai e pela dor da “hora di bai”, foi crescendo e ganhando uma cada vez maior admiração.
Só muito recentemente o sonho de menino se concretizou, conhecer Cabo Verde. A afeição reforçou-se e, ainda que embargado pelos sentidos, compreendi porque, desde sempre, senti grande identificação com este povo e a sua cultura. A interioridade onde nasci e cresci, a insularidade e o viver ilhéu, de mais de vinte anos, facilitaram a compreensão e o estabelecimento de paralelismos, semelhanças e vivências que unem e de diferenças que não afastam, antes complementam.
A estabilidade política, a consolidação do regime democrático e um exemplar aproveitamento da ajuda externa e, sobretudo, a dignidade e a vontade de um povo, catapultaram Cabo Verde para o grupo de países com um Índice de Desenvolvimento Humano médio. O percurso trilhado nos últimos vinte nove anos por este pequeno país africano, insular e arquipelágico e, a que os técnicos do Banco Mundial vaticinaram a inviabilidade económica, é exemplar para África e, em particular, para os restantes Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa.
Cabo Verde, micro estado insular, arquipelágico e Atlântico, comemorou, no passado dia 5 de Julho, o vigésimo nono aniversário da sua independência, em vez de apreciações sobre percurso trilhado ou, de uma análise prospectiva sobre o futuro deste jovem país no quadro da Macaronésia, das relações com os Açores e da estratégia de aproximação à União Europeia, e para além do que já ficou dito, gostaria de deixar algumas linhas de homenagem à comunidade transnacional cabo-verdiana – os cabo-verdianos da “terra-longe”.
Para os cabo-verdianos, o que hoje parece ser fruto das modernas tecnologias e da globalização, o transnacionalismo, tem sido um modo de vida desde o século XV. As comunidades cabo-verdianas encontram-se dispersas por quatro continentes e 18 países, sendo que, a comunidade da Nova Inglaterra é considerada a mais antiga e maior.
A dispersão dos cabo-verdianos pelo mundo tem origem nas clássicas motivações da emigração e o ideário de retorno à “terra-mãe” está sempre presente. A coesão e pujança da comunidade transnacional assentam em dois pilares, que foram, igualmente, basilares na construção da própria caboverdianidade e identidade nacional: o crioulo – língua nacional; e a representação colectiva do território, a relação com a “terra-mãe”, que nos cabo-verdianos tem um acentuado carácter “mágico-religioso”.
Para os cabo-verdianos da “terra-longe” e, em particular aos que vivem e trabalham na Região Autónoma dos Açores, aqui fica a minha homenagem e os votos de que Cabo Verde possa continuar na senda do progresso e do desenvolvimento.
Ponta Delgada, 08 de Julho de 2004

O vídeo foi editado e publicado no youtube em 01 de Março de 2011 e o texto foi escrito e publicado na imprensa regional em Julho de 2004

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Imagens e um instrumental



Algumas fotos publicadas nos blogues "momentos" (este mesmo) e no "memórias". A música é de Humbertona (Humberto Bettencourt), músico e instrumentista cabo-verdiano pouco conhecido, assim como pouco divulgada é a melodia que dá pelo nome de: "Grito de dor".

domingo, 13 de março de 2011

Rostos

Uma sequências de fotos feitas nos Açores, Madeira, Seixal, Lisboa, Serpa, S. Tomé e Principe, Suécia, Cabo Verde e Egipto.



A música que acompanha as fotos é uma das faixas do CD "Café Anatólia - Dreams", produção turca.

sábado, 5 de março de 2011

Insularidades (1)

Uma versão instrumental do "regresso do boémio", de Nelson Gonçalves. Podem encontrar aqui a versão original.
As fotos e o texto que dei o nome insularidades são produto meu.



(1) O texto insularidades foi publicado aqui