domingo, 4 de maio de 2014

É hoje e todos os dias

Foto do arquivo pessoal
À minha Mãe
Que me ensinou a ser livre
Num tempo de liberdades proibidas

Celebra-se hoje o dia da mãe, a minha ausentou-se em 2008 mas nem por isso deixou de estar presente, como está presente o meu pai. A memória e os genes perpetuam-nos.
Gostava de te ver Mãe, queria ter-te aqui e poder continuar a partilhar as minhas alegrias e tristezas contigo.
Queria o sentir o calor do teu carinho, o calor do teu abraço, queria sentir a tua inabalável força de mulher do Povo.
Estamos bem, se é que neste País destruído e empobrecido podemos dizer que o nosso Povo está bem. Estão a destruir Abril, continuo a lutar contra os que querem fechar as portas que Abril abriu, aquele Abril em que choraste, como todas as mães portuguesas, lágrimas de incontida alegria. Alegria pelo fim da Guerra Colonial, alegria pela dignidade do teu Povo que soube erguer-se contra os poderosos, alegria pelo teu Povo que naquele Abril conquistou a liberdade e a democracia.

sábado, 3 de maio de 2014

Crateras e lagoas





Fotos - Madalena Pires


quinta-feira, 1 de maio de 2014

ruínas sobre a lagoa

Tinha tudo para ser...
Olhais para onde!?
Magnifica, não é!?

Assim como uma espécie encantamento... - Fotos Madalena Pires

Em Maio com Che


Hoje é dia de luta, é dia de luta dos trabalhadores.


O momentos assinala o 1.º de Maio com duas frases de Che Guevara.


Che Guevara é um dos maiores símbolos da luta dos trabalhadores e dos povos.

Lupita Nyong'o - a abrir Maio


Não sei se é a mais bela,
Mas é muito bonita
Esta atriz mexicana
De seu nome Lupita
E com ar de queniana

Lupita Nyong’o foi eleita a mulher mais bonita do ano.
A atriz encabeça a lista das cinquenta mulheres mais belas feita pela revista ‘People’.
Para lá da sua beleza, Lupita, é já uma atriz premiada com um Óscar pela sua interpretação da “ escrava Patsey", no filme “12 Anos de Escravidão”.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Notas soltas, com propósito

Foto - retirada da Internet
Não é novidade. Já foi pensado, refletido, discutido, estudado, publicado e é sobejamente aplicado como tradicional receita. Refiro-me à existência, com um propósito, de um elevado número de cidadãos desempregados. Cidadãos privados de um elementar direito humano.
Elevadas taxas de desemprego justificam, desde logo, todas as medidas que têm como objetivo a desvalorização do trabalho. Com elevadas taxas de desemprego fica o caminho aberto para diminuição dos salários e para adoção de medidas de flexibilização nas relações laborais, tudo em nome, claro está, da criação de emprego e da competitividade da economia. É, no fundo, a isto que temos vindo a assistir nos últimos anos em Portugal e na União Europeia, com exceção da Alemanha. No “paraíso” alemão aumentam os salários, diminuem os impostos e os horários de trabalho.
O desemprego e os baixos salários justificam, por outro lado, as teorias da falência da segurança social. Mais utentes do apoio social, e por via do desemprego e dos baixos salários menos proveitos, e está construída a base que sustenta a formação da opinião que não é possível manter um sistema público de segurança social, tal como ele foi concebido.
As políticas públicas de emprego não se podem ficar apenas pela promoção de formação e estágios, pelo apoio às empresas para a contratação, a termo ou sem termo, e pela promoção do auto emprego (empreendedorismo). Essa tem sido a opção com os resultados que estão à vista, ou seja, aumento da precariedade, do desemprego, a desresponsabilização das empresas, ou seja, sempre com o trabalho e os trabalhadores a serem desvalorizados e utilizados como centro da questão, mas sem que se promovam políticas que efetivamente promovam emprego com direitos e justamente remunerado.
Em relação ao empreendedorismo, um dos pilares onde se tem sustentado as políticas públicas de emprego, urge que se faça um estudo dos impactos, quer da formação, quer dos apoios que têm sido concedidos, na criação de emprego e de empresas.
Sendo estas medidas importantes, são também insuficientes e a realidade está aí para o demonstrar.
As políticas públicas de emprego não podem limitar-se aos apoios às empresas e ao fomento do empreendedorismo. Estas medidas têm de ser acompanhadas do aumento do rendimento do trabalho e da diminuição da carga fiscal sobre os rendimentos e sobre o consumo. Só assim será possível dinamizar a economia, produzir riqueza e gerar emprego. Economia que, no caso concreto da Região Autónoma dos Açores (RAA), necessita de resolver alguns crónicos défices, desde logo a questão dos transportes (marítimos, aéreos e terrestres), mas também a consolidação, diferenciação e ampliação da base produtiva regional, de modo a reduzir as importações e aumentar as exportações de produtos de elevado valor comercial destinado a nichos de mercado com elevado poder de compra.
Uma nota final sobre transportes, desta vez, os transportes terrestres. O esforço regional na área dos transportes, designadamente o que decorre das intenções plasmadas no Plano Integrado de Transportes (PIT), ficará “manco” se não contemplar uma atenção redobrada aos transportes terrestres, sob pena, de que o esforço para que os transportes deixem de ser um constrangimento ao desenvolvimento não seja alcançado. Por outro lado os transportes terrestres têm um papel insubstituível nas políticas de coesão territorial e não podem, nem devem ser descurados se a RAA quiser inverter o rumo de desertificação de alguns concelhos e ilhas.
Ponta Delgada, 29 de Abril de 2014

Aníbal C. Pires, In Diário Insular et Açores 9, 30 de Abril de 2014

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Onde moram os sonhos

Aníbal C. Pires (1959/1960) Foto do Arquivo pessoal
Era um menino
Calção curto
Olhos vivos
Sonhava
Como sonham 
Os meninos e meninas

Caminhando atrás dos sonhos
O menino cresceu
Os olhos brilham
Já não veste calções
Mas sonha
E luta
E caminha
Em direção ao horizonte
Onde moram os sonhos
De menino

O menino feito homem
Caminha, perdura e resiste
Enquanto sonhar

Aníbal C. Pires, Ponta Delgada, 28 de Abril de 2014

SATA 2014 - Cronologia de um pré-conflito

Foto - Aníbal C. Pires
No passado dia 23 de Abril, em nota da LUSA, fiquei a saber que a SATA e a tutela adiaram, uma vez mais, uma reunião negocial com a Plataforma Sindical da SATA que estava agendada para o dia 21 de Abril. Não posso dizer, com segurança, que fiquei surpreendido com esta notícia pois, conheço muito bem a cronologia dos sucessivos adiamentos e que mais à frente darei a conhecer, antes porém, para os menos atentos que o acordo, para 2014, entre os trabalhadores e a administração da TAP está em vigor desde os primeiros dia deste ano. Lembrar ainda os resultados líquidos da TAP em 2013, 34 milhões de euros, ou seja mais 42% que no ano homólogo. Note-se também outros aspetos da transportadora aérea, neste caso para 2014, aumento das frequências, novas rotas, admissão de algumas centenas de novos trabalhadores. Ou seja, a TAP está em expansão ainda que o País e a União Europeia estejam mergulhados em profunda crise.
Pelo contrário a transportadora aérea regional, que também é nacional, definha. A debilidade da SATA não poderá ser atribuída aos seus trabalhadores pois, os custos do trabalho na TAP são superiores aos da SATA. O definhamento da SATA tem responsáveis, certamente que sim, mas não serão os seus trabalhadores. A responsabilidade vai por inteiro para o Governo Regional dos Açores (GRA).
No dia 8 de Abril, durante uma interpelação ao GRA sobre a “Estratégia da SATA no novo Paradigma de Transportes da RAA”, afirmei a determinada altura: (…) as tensões sociais latentes na empresa agudizam-se a cada dia que passa. Por exemplo: em Novembro de 2013, o Conselho de Administração da SATA afirmou, em reunião mantida com a Plataforma Sindical, que pretendia ter o processo negocial para 2014 concluído antes do final de 2013. Mas o que se assistiu, e que tem sido noticiado, são sucessivos adiamentos deixando o processo por concluir e o mal-estar instalar-se na companhia.(…). Para mais à frente dizer: (…) se essas tensões se transformarem em conflito com os trabalhadores, a responsabilidade caberá inteira e exclusivamente ao CA do Grupo SATA, uma vez que a Plataforma Sindical tem vindo a demonstrar sempre toda a abertura para encontrar uma solução negociada.(…)
Vejamos então esta cronologia do processo negocial para 2014:
- Novembro de 2013 - em reunião do CA da SATA com a Plataforma Sindical anunciou a intenção de ter o processo concluído até ao fim de 2013;
Dezembro de 2013 - em reunião da tutela com os Sindicatos foi reafirmado a vontade política de fechar o processo ainda antes do fim do ano, mais precisamente, até ao dia 19 de Dezembro de 2013;
- Dezembro de 2013 - em reunião com o CA da SATA a Plataforma de Sindicatos foi informada que o processo só iria ter desenvolvimentos em Janeiro, mais precisamente lá para 29 de Janeiro. Durante este período, Dezembro até meados de Janeiro, a Plataforma participou de forma ativa e construtiva em reuniões de caráter técnico com a Empresa, na procura de soluções que, por um lado contrariassem as medidas de austeridade decorrentes do Orçamento de Estado de 2014 e que penalizam os trabalhadores, e por outro considerando sempre os interesses da Empresa e o aumento da sua produtividade, por conseguinte a Plataforma Sindical sempre se mostrou disponível para encontrar soluções de consenso e manteve uma atitude dialogante e de abertura negocial.

Foto - João Pires
Não vou continuar, aliás todo este processo para protelar o processo negocial, é público. Vem nos jornais, ainda que só na versão digital ou remetida para um daqueles espaços das versões impressas cujo acesso fica sempre para o fim o que, diga-se em abono da verdade, não será por acaso.
A questão que se coloca é simples quem é que está a fazer tudo para que se instale a conflitualidade social no Grupo SATA!? Quem é que tudo fez, como se comprovou com a assinatura do acordo de 2013, para que o ano passado tivessem acontecido 2 períodos de greve nas datas que todos conhecemos!? Não me parece que tenham sido os trabalhadores, aliás no acordo assinado para 2013 os trabalhadores demonstraram toda a abertura para chegar a acordo e para viabilizar a operação de Verão. A propósito de Verão estamos a entrar na época alta. Será que o CA do Grupo SATA e tutela pretendem que os conflitos sociais deflagrem em pleno Verão!? Procurando assim responsabilizar os trabalhadores pela estratégia de falência operacional que está instalada!?
Razões de queixa do funcionamento da SATA todos teremos mas, uma coisa é certa, esta é a nossa companhia de transportes aéreos e não há outra que nos sirva como esta. Precisa de melhorar, estamos de acordo, precisamos de tarifas mais baixas, como de pão para a boca. Tudo isso pode e deve ser feito com a SATA e não contra ela e muito menos contra os seus trabalhadores. Trabalhadores que dão diariamente o melhor de si para viajarmos em segurança e para nos ligarmos entre as ilhas e com o Mundo.
O desmantelamento de uma empresa do Grupo SATA terá custos sociais e económicos elevadíssimos para a Região. E este não é um problema laboral, este é um problema social e económico que nos diz respeito a todos.
Ponta Delgada, 27 de Abril de 2014

Aníbal C. Pires, In Jornal Diário et Azores Digital, 28 de Abril de 2014

sábado, 26 de abril de 2014