segunda-feira, 9 de junho de 2014
sexta-feira, 6 de junho de 2014
A intermitência operacional da SATA - inércia ou incúria
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| Retirado da Internet |
Não é necessário conhecer profundamente a operação da SATA Internacional para se antever que chegada esta altura do ano a operação iria sofrer graves problemas.
Os voos operados pelos A 310 estão, em média, atrasados de 12h a 1 dia. Os custos com estes atrasos (alojamento e alimentação de passageiros) vão custar à SATA centenas de milhares, senão mesmo milhões de euros, os custos indiretos serão, certamente, ainda mais elevados.
A quem pedir responsabilidades, será que são os trabalhadores, neste caso os tripulantes de cabine ou do flight deck, não me parece pois, apesar do conflito há muito estar latente, em abono do rigor e da verdade, os trabalhadores da SATA têm, pacientemente, aguardado pelo entendimento e privilegiado o diálogo, embora, também em nome do rigor e da verdade, o que tem acontecido é um monólogo, ou seja, os trabalhadores da SATA têm estado a falar sozinhos.
Os trabalhadores da SATA, designadamente, os tripulantes de cabine e os pilotos há muito que vinham alertando a Administração, a antiga e a agora recauchutada equipa, para o que se previa viesse a acontecer, e aconteceu. Ou seja, a intermitência, para não dizer falência, operacional que se está a verificar e que tem sido denunciada, nem sempre da forma mais rigorosa, no espaço público regional.
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| Foto - Aníbal Pires |
O que fez a SATA!? Abriu um processo de recrutamento de pessoal de voo, designadamente pilotos, processo esse que ainda não está concluído e que, em si mesmo, não resolverá o enorme défice de pilotos que se verifica na SATA Internacional (entre 2011 e 2013 a SATA Internacional perdeu 20% dos seus pilotos, e mais se seguiram já durante o ano de 2014).
Mas será só a falta de pessoal que afeta a operação da SATA Internacional, ou será mais do que isso. Tenho cá para mim que os problemas são mais vastos e nem sequer é inércia, é incúria.
Não ficaria mais barato à SATA o aluguer de ACMIS até a normalidade da operação ser reposta, já que a Administração não soube ou não quis adotar medidas, em tempo útil, para evitar o que se previa e está a acontecer.
É que os custos diretos e indiretos desta intermitência operacional são muito mais elevados que o recurso a ACMIS.
Depois não venham, como é habitual, responsabilizar os trabalhadores.
Depois não venham, como é habitual, responsabilizar os trabalhadores.
Horta, 06 de Junho de 2014
quarta-feira, 4 de junho de 2014
A SATA e as contas de 2013
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| Foto - Aníbal C. Pires |
O Grupo SATA tem o seu Relatório de 2013 aprovado, fica a faltar a divulgação pública. Sem prescindir de voltar ao assunto quando tiver acesso ao relatório e, nessa altura com uma opinião devidamente fundamentada, não quero deixar, todavia, de tecer algumas considerações sobre o que foi divulgado publicamente através de um comunicado da administração da transportadora aérea regional.
Esperados. Diria mesmo que são os resultados desejados por quem, no Governo Regional e no PS, na administração do Grupo SATA e por um setor da população que olha para a transportadora aérea regional, em particular a SATA Internacional, como a fonte de todos os males que afetam a mobilidade dos cidadãos e estrangula a atividade económica, esquecendo-se que o problema não reside na SATA mas na vontade dos representantes dos acionistas, ou seja, na estratégia do Governo Regional para as empresas do Grupo.
Não deixa de ser paradoxal que a congénere nacional, a TAP, esteja em fase de expansão, apesar dos custos com o trabalho serem mais elevados do que na SATA, ou que empresas como a EuroAtlantic estejam em crescimento, apesar da retração do mercado provocada pela crise económica que nos assola, isto para não alargar o espectro porque muitos outros exemplos existem que contrariam as razões avocadas para justificar os resultados negativos do Grupo, para os quais a SATA Internacional contribui com a maior fatia, desde logo a retração da atividade económica e a consequente diminuição da procura. Pois é mas a TAP foi a transportadora aérea europeia que mais aumentou o número de passageiros transportados durante o ano de 2013, mais 5%, ano de grande retração segundo a administração da SATA.
Um conjunto de falácias e má-fé, é assim que se pode caraterizar o comunicado que o Grupo SATA fez distribuir à comunicação social no passado dia 30 de Maio após a realização da Assembleia Geral das empresas do Grupo.
Vejamos, segundo a SATA (…) o desempenho económico foi fortemente afetado, entre outros, pelos seguintes fatores:
a) Retração da atividade económica a nível nacional e internacional e o seu consequente impacto direto na procura de transporte aéreo;
b) Aumento dos custos previsto com o pessoal, por força das decisões do Tribunal Constitucional;
c) Perda de contratos celebrados, custos com irregularidades e quebra significativa de vendas, nomeadamente em períodos que correspondem a picos da operação, todas elas decorrentes da instabilidade laboral que afetou a empresa no primeiro semestre;
d) Reparações em aeronaves que não se encontravam previstas; (...)
Ou terá sido a estratégia comercial e a propositada redução da atividade da SATA Internacional que contribuiu para a diminuição do número de passageiros transportados, aliás a TAP consegue o aumento do número de passageiros transportados à custa das rotas para a Europa, Regiões Autónomas e África.
Uma outra justificação para os resultados negativos é também de desresponsabilização da administração e da tutela, ou seja, tal como Passos Coelho a administração da SATA imputa responsabilidades, que são suas, ao Tribunal Constitucional.
Bem mas os custos com pessoal deviam estar previstos pois a anormalidade são os cortes impostos pelo Governo do PSD/CDS e não a manutenção do valor da massa salarial e, também aqui a administração da SATA passa uma esponja pela situação da TAP onde os cortes foram repostos, mais cedo, e em condições mais favoráveis do que na SATA e, ainda, em jeito de avaliação da administração e da tutela: uma empresa que, só contando com reduções administrativas de salários é que tem bons resultados, não indicia boa gestão. Digo eu.
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| Foto - Aníbal C. Pires |
Continuando a “sacudir a água do capote” a administração da SATA atribui a perda de contratos celebrados e outras irregularidades à situação de conflitualidade laboral que se verificou em 2013, como se a responsabilidade não fosse da própria, e aqui diria, não da administração da SATA mas da tutela, ou seja do Governo Regional, aliás a conflitualidade que se verificou foi em períodos curtos e, mesmo considerando que as greves, para as quais os trabalhadores foram empurrados, contribuíram para os resultados negativos do Grupo a verdade é que a quebra significativa de vendas não fica a dever-se a este facto mas à retração da operação da SATA Internacional e à insuficiência de tripulações, que motiva o recurso sistemático à contratação de ACMIS, com os custos acrescidos que isso representa. Um exemplo de perda de contratos foi a operação de Cabo Verde que passou para a TAP pois a transportadora aérea nacional promoveu a operação para a ilha da Boavista nos moldes em que os operadores solicitavam à SATA, ou seja, 2 voos semanais a par dos voos que já existiam para as outras ilhas deste arquipélago.
Por outro lado, se analisarmos a operação da SATA Internacional nos primeiros meses deste ano verifica-se que existem muito mais irregularidades na operação do que no período homólogo de 2013. Vamos ver qual será a justificação no relatório de 2014.
É por demais evidente que as irregularidades na operação se ficam a dever a problemas de gestão mas, sobretudo, à estratégia da tutela de redução de pessoal, designadamente pessoal de voo, que segundo alguns experts na matéria auferem salários milionários e são os grandes responsáveis pelos maus resultados financeiros do Grupo. Não será por acaso que da leitura do comunicado ficamos a saber do contributo da SATA Internacional para os maus resultados mas, nos é obliterada informação sobre os resultados, positivos ou negativos, das outras empresas do Grupo.
Quando ouço ou leio esses experts lembro-me sempre de outros salários que são praticados em Portugal e também no estrangeiro, e onde os tripulantes da SATA terão lugar garantido, assim o queiram.
Quanto ao quarto motivo que, segundo o comunicado de imprensa da administração da SATA, justificam os resultados negativos é atribuído a reparações em aeronaves que não estavam previstas. Bem esta será de todas as justificações a mais plausível, assim de repente lembro-me de um tail strike com um A310 em Ponta Delgada (internamente, a SATA considerou-o como acidente, e o relatório preliminar do GPIAA classificou de incidente grave) e, da necessidade de substituição de um motor de um dos Dash 200, que ao que julgo saber os custos terão sido suportados pela empresa responsável pelo overhall do mesmo que terá assumido a sua total reparação, pois a aludida aeronave tinha apenas cerca de 200 horas após última reparação efetuada. Outras reparações não previstas terão acontecido, aguardemos pelo relatório completo.
A conclusão plasmada no comunicado de imprensa e que, certamente, foi resultado da Assembleia Geral das empresas do Grupo não deixa de ser sintomática, e cito. O Grupo SATA tem condições para assegurar o equilíbrio da sua exploração, caso não seja afetado por fatores externos, que impliquem de forma direta com a sua atividade.
Brilhante conclusão. A Assembleia Geral antecipa eventuais justificações para o relatório do ano em curso. E, em sombra de dúvidas que o voto de confiança que a Assembleia Geral deposita no futuro do Grupo SATA e no desempenho da administração entretanto nomeada, fica com esta conclusão, perfeitamente justificada.
O que continua por responder é: qual é a estratégia para a SATA Internacional, pois parece que tudo é feito no sentido da sua deliberada desvalorização e isso só pode resultar em prejuízo do Povo Açoriano e dos Açores.
Horta, 03 de Junho de 2014
Aníbal C. Pires, In Diário Insular et Açores 9, 04 de Junho de 2014
segunda-feira, 2 de junho de 2014
Epifenómeno
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| Aníbal C. Pires - Foto Tiago Redondo |
As análises aos resultados eleitorais estão concluídas mas os efeitos estão ainda a produzir-se. Uma conclusão parece-me óbvia e, atrevo-me até a afirmar, que reúne alguma unanimidade, ainda que, por alguns, inconfessada. Os partidos que de uma forma ou outra são responsáveis pelo estado a que o Estado chegou foram penalizados eleitoralmente, aliás as lutas intestinas no PS são a maior prova disso. Num partido que se afirma como o grande “ganhador” das eleições europeias devia reinar a calma e a unidade tendo em vista as eleições legislativas de 2015. Mas não, o comportamento do PS é o de um partido derrotado, e foi. O PS foi um dos partidos perdedores, por mais que António Seguro diga que o PS ganhou, ganhou, ganhou… a verdade é que os factos, mais do que os números, evidenciam que o PS perdeu, perdeu, perdeu… e, continuará a perder enquanto não mudar, mudar de projeto político, não de protagonista. António Costa pode até conseguir mais apoio eleitoral do que o seu homónimo Seguro, mas não chega. Nem chegará a reforma do sistema eleitoral que o PS agora anunciou. A questão é bem mais profunda do que a maquilhagem.
Mas foi a democracia, esta democracia, a grande perdedora das europeias. Este alheamento da maioria dos cidadãos, como se comprova, não impediu que os 21 deputados fossem eleitos e, por outro lado, permitiu que os partidos alternantes mantivessem a sua posição dominante, não é com a abstenção que se rompe com o “sistema”, a rutura só será possível com a participação ativa dos cidadãos, nos momentos eleitorais mas, sobretudo, fora deles. Enquanto o descontentamento se transformar em ativismo de sofá e as vozes da insatisfação se fizerem “ouvir” apenas nas redes sociais, os partidos responsáveis pela dramática situação que se vive em Portugal vão continuar a esfregar as mãos de contentes, vão continuar a alternar no poder, vão perpetuar-se.
A expressão do descontentamento dos portugueses assumiu contornos diversos. Foi a já aludida abstenção, foi a penalização eleitoral dos partidos alinhados com as políticas de austeridade, designadamente o PS, foi o crescimento eleitoral da CDU, e foi o “fenómeno” Marinho Pinto. Não digo MPT porque é bom que se separem as águas como, aliás o próprio Marinho Pinto tem feito e, a seu tempo, tornará ainda mais claro, por agora vão bastando exteriorizações como “união de facto”, expressão usada pelo “fenómeno” para caraterizar a sua relação com o MPT. Resta saber até quando o MPT se vai deixar parasitar por Marinho Pinto, ou até quando e qual será a dimensão do deslumbramento, de um segmento de eleitores, no discurso populista que carateriza o antigo bastonário da Ordem dos Advogados.
A vida política portuguesa tem variados exemplos de epifenómenos político eleitorais como o de Marinho Pinto/MPT que, com algum esforço de memória ou pesquisa, com facilidade se encontram. Comprovadamente, não é por aí a rutura, com as políticas de austeridade e empobrecimento de que temos sido vítimas, se dará.
Horta, 01 de Junho de 2014
Aníbal C. Pires, In Expresso das Nove et Azores Digital, 02 de Junho de 2014
domingo, 1 de junho de 2014
Monica Bellucci - a abrir Junho
Tenho andado a evitá-la mas não à como resistir a esta mulher.
Monica Bellucci é uma obra-prima da criação e, diria, que o autor do blogue que dá pelo nome de “E Deus Criou a Mulher” acertou. O autor encontrou e encontra “picos” de motivos para fundamentar o título do blogue. Tamanha beleza não é, não pode ser, apenas obra do homem.
sábado, 31 de maio de 2014
Dia do Tripulante de Cabine
Hoje o dia é dedicado a todas as mulheres e homens que apoiam os passageiros da aviação civil, zelando pelo seu conforto e segurança a bordo.
O momentos associa-se a este dia que se comemora-se desde 31 de maio de 1976.
Vejam este vídeo e divirtam-se.
Vejam este vídeo e divirtam-se.
A 30 de Maio de 1975, no Salão Nobre da VARIG, no Rio de Janeiro, realizou-se o 1º Congresso Mundial dos Comissários e Comissárias de voo, organização da responsabilidade da ACVAR – Associação dos Comissários da VARIG. Nesse mesmo Congresso foi decidido passar a prestar homenagem a estes profissionais da aviação comercial através da institucionalização dum Dia Mundial do Tripulante de Cabine. Esta iniciativa foi oficializada um ano depois, na data de 31 de Maio.
Contudo, durante um longo período, este evento não colheu grande adesão e, praticamente, só a Instituição brasileira lhe deu o devido relevo. Em 1984, com a constituição da APTCA – Associação Portuguesa dos Tripulantes de Cabine, os profissionais portugueses chamaram, também a si, a iniciativa dessa comemoração, que teve, então, lugar no Restaurante do Castelo de São Jorge, em Lisboa. Em dois anos consecutivos chegou mesmo a haver permuta de colaboração entre os Tripulantes de Cabine portugueses e brasileiros.
domingo, 25 de maio de 2014
quinta-feira, 22 de maio de 2014
Primavera Insular
quarta-feira, 21 de maio de 2014
Candidatos, personagens e independentes
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| Retirado da internet |
Embora personalizadas nos primeiros candidatos, ou cabeças de lista como se instituiu dizer, as candidaturas ao Parlamento Europeu (PE) no território continental estão bem identificadas com as famílias políticas a que verdadeiramente pertencem e aos interesses que cada uma delas representa. Há algumas exceções como sejam, por exemplo, os casos de Marinho Pinto, de Rui Tavares e Paulo Casaca, não pelos partidos que representam mas pelos interesses que defendem, os seus próprios. Enfim são ambições em causa própria, julgo é que os eleitores já o perceberam o que coloca em causa a ambição dos próprios.
Depois há, o Rangel da Aliança (contra) Portugal, coligação que deixa o CDS/PP escondido com o rabo de fora e o PSD a arcar com as despesas da erosão pelo exercício do poder que conduziu ao empobrecimento dos portugueses, a maioria porque alguns, poucos, aproveitaram para enriquecer ainda mais. Quanto ao Assis nada tem a esconder é um quadro do PS, não importa se do PS socrático, do PS do António Costa, do seu próprio PS ou, do PS do Tó Zé, este último o líder político que vai ficar para a história como criador dessa nova figura regimental da Assembleia da República, a “abstenção violenta”.
Nos Açores insiste-se nos deputados açorianos coisa que como se sabe não existe, uma vez que o círculo eleitoral pelos Açores é fruto da mais desenvergonhada demagogia, aliás deputados há, que não residindo nos Açores têm defendido mais e melhor os interesses da Região do que os ditos deputados açorianos. Mas voltemos aos “candidatos açorianos”, que já estarão eleitos ainda antes das assembleias eleitorais encerrarem nos Açores. Não me vou referir a todos pois não disponho nem de espaço, nem de tempo. Não o faço pelas razões já referenciadas mas, sobretudo, porque os que ficam de fora, para lá da sua valia intrínseca, não estão a perverter a campanha com o logro do “candidato açoriano”, nem acenando a bandeira da independência partidária, ou seja, defendem e identificam-se com projetos políticos e partidários, não usam máscaras.
| Foto - João Pires |
O PS Açores apela ao voto dos açorianos em Ricardo Serrão Santos, independente e cientista ligado às questões do mar. Mais do que o qualificativo de independente importa saber que este candidato é um especialista em assuntos do mar, conveniente quando a agenda política e dos interesses está focalizada na “nova” dimensão Atlântica de Portugal, e talvez aqui resida o mais forte argumento para o afastamento de Luís Paulo Alves, um homem mais ligado à terra. Mas mais importante ainda é saber qual foi e qual será a posição do PS e do PSE, família política europeia onde Serrão Santos será mais um, sobre a recuperação da soberania nacional da ZEE portuguesa, ou sobre a desregulação do setor da produção de leite (fim das quotas) é que, quer sobre um ou outro tema de importância vital, desde logo, para o País, e em particular para os Açores, é bom recordar que quer num caso, quer noutro os deputados do PS, no PE, votaram ao lado dos seus companheiros do PSE, num alinhamento perfeito com a outra grande família política europeia o PPE, votaram a favor do diretório político que domina a União Europeia e contra os interesses regionais e nacionais, ou seja, por este lado nada de novo. A inquestionável competência académica e científica de Serrão Santos de nada servirá, Serrão Santos, aliás terá disso consciência pois, segundo um seu colega do DOP, o Ricardo Serrão Santos sempre disse que quando entrasse para a política ativa seria para um cargo como este, compensatório. A ambição/missão política de Serrão Santos é, afinal, bem comezinha.
Do lado da Aliança (contra) Portugal o PSD e o CDS/PP Açores apelam ao voto numa professora e sindicalista, dirigente da UGT Açores e da FNE, independente como, de momento, convém. Sofia Ribeiro é uma mulher bonita, pronto vá lá, interessante. Eu acho que sim, talvez seja do longo cabelo ondulado que lhe dá uns ares de rebeldia, rebeldia de que tanto gosto, embora no que toca ao cabelo e à rebeldia, prefira mesmo a Angela Davies, tem o cabelo bem mais ondulado e foi, de facto, uma insurgente. Sei que este parágrafo me vai garantir o epíteto de sexista, mas assumo. Não que sou sexista, mas que sobre o Ricardo Serrão Santos não encontrei outros qualitativos do que independente e especialista em assuntos do mar, admito que posso não ter sido um bom observador mas as fotografias do “outdoor” também não ajudam.
| Foto - Madalena Pires |
Sofia Ribeiro ganhou um desmesurado protagonismo mediático algumas semanas antes do anúncio da sua candidatura pela aliança eleitoral e político PSD/CDS, vá-se lá saber porquê, Bem o motivo todos conhecemos, embora tenham escapado alguns pormenores interessantes à maioria dos interessados, mas o que fica por explicar é porque raio de razão é que a comunicação social regional, designadamente a pública, lhe deu um tratamento VIP, certamente foi por causa da “vaca sagrada” dos critérios editoriais, pois que seja, o que não tem explicação explicado está, é tudo uma questão de fé ou de subserviência. Crença à doutrina do mercado, servilismo a quem no momento melhor assegura, politicamente, a catequização em prol da teologia neoliberal.
Já lá vou. Tenho a perceção da vossa inquietude quanto aos pormenores que terão escapado à maioria dos interessados e não vou continuar sem os explicitar pois, não quero ser responsável por estados de ansiedade que vos possam prejudicar. Pois bem, uma das últimas tarefas político sindicais de Sofia Ribeiro foi a proposta de realização de um concurso externo extraordinário para educadores e professores, posteriormente assumida pelo Bloco de Esquerda e apresentada na ALRAA. Nada de estranho nem sequer original, quantas e quantas vezes os partidos políticos assumem propostas de cidadãos ou de organizações que os representam. O problema consistia na solução apresentada: um concurso externo, deixando os educadores e professores do quadro sem possibilidade de acederem à mobilidade, ou seja, o concurso apenas permitia o ingresso na carreira aos educadores e professores contratados. Qual era o resultado prático desta medida, todos os docentes do quadro designadamente os que acederam à carreira concorrendo para toda a Região era-lhes agora vedada a possibilidade de mobilidade para vagas dos quadros que apenas seriam disponibilizadas para os professores contratados. Mas a Sofia Ribeiro, não satisfeita com esta proposta e para garantir a clientela, contando para isso com a inércia dos professores dos quadros, propunha também a criação de quadros de ilha, assegurando assim que a maioria dos docentes contratados ficaria afeto, não a uma Unidade Orgânica, mas a uma área geográfica, ou seja, a proposta original da Sofia Ribeiro era o retrocesso aos “Quadros de Zona Pedagógica” e a descaraterização do local de trabalho.
Satisfeita a vossa curiosidade, pelo menos parte dela, mas, quiçá com a ansiedade em valores mais elevados passemos, agora, ao eventual contributo que a futura deputada europeia do PSD pode vir a dar aos Açores e a contribuir para a resolução de alguns dos problemas que afetam a economia regional, designadamente as pescas e a agricultura, até porque a Sofia Ribeiro na sua itinerância eleitoral tem vindo comprometer-se com soluções para estes dois importantes setores, coisa que os seus antecessores já tinham feito, mas que no momento da verdade acabaram, como vai acabar a Sofia Ribeiro, por votar contra os Açores e contra Portugal.
Angra do Heroísmo, 19 de Maio de 2014
Aníbal C. Pires, In Diário Insular et Açores 9, 21 de Maio de 2014
segunda-feira, 19 de maio de 2014
Cinco Anos Depois (One Eyed Jacks) - hoje no 9500 Cine Clube
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| Retirado da internet |
Hoje, pelas 21h30mn, no Cine SolMar, sala 2, o Cine Clube de Ponta Delgada propõe: "Cinco Anos Depois) - Um estranho western da fase de mudança do género. Começado por Stanley Kubrick, foi Marlon Brando quem tomou a direcção quando o primeiro a abandonou. O resultado é singular e importante. «One-Eyed Jacks» põe Brando frente a frente a um velho cúmplice de assaltos que o traíra, Karl Malden, feito sheriff de uma cidade onde o primeiro o vai encontrar cinco anos depois de ter sido preso.
Para quem está ou vive em Ponta Delgada fica a sugestão para o serão de hoje
O trailer pode ser visto aqui
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