segunda-feira, 30 de junho de 2014

Lugar da Maia - Santa Maria

No topo da cascata de "Aveiro"

Vista da dita cascata de "Aveiro"

Paisagem da vinha 

Por entre os "currais" a caminho do mar

Aspeto da Baía da Maia - Fotos de Madalena Pires

Gigantes em Duelo - hoje no 9500 Cine Clube

Lee van Cleef

Giuliano Gemma
Gigantes em Duelo  Hoje no Cine Clube de Ponta Delgada, 21h30, Sala 2.

Scott Mary (Giuliano Gemma) é um amável “faz-tudo” na cidade de Clifton: transporta o lixo, limpa os quartos-de-banho, lava o chão… não conheceu o pai e sabe apenas que a mãe se chamava Mary. É desprezado pelos habitantes da cidade que abusam dele. Contudo, com a chegada de um pistoleiro, Frank Talby (Lee van Cleef), Scott vê a oportunidade de mudar a sua vida. 
Um excelente argumento, superiormente interpretado por um elenco muito bem escolhido, que não se esgota de modo algum nas já então estrelas do cinema europeu - Lee Van Cleef e Giuliano Gemma - associado a uma cuidada escolha de cenários, filmagem e montagem irrepreensível, e uma excelente banda sonora; fazem deste filme um clássico imperdível!

domingo, 29 de junho de 2014

Jornada pelo céu das ilhas(*)

Foto - Aníbal C. Pires
Naquela manhã de sol apenas ponteavam algumas nuvens no celeste azul que a vista alcançava. O mar e a terra refulgiam em matizes de cerúleo que a transparência e a tranquilidade dos elementos exaltavam.
Logo após a descolagem no aeroporto do Faial percebi que a rota para a Terceira me iria proporcionar uma visão renovada da montanha do Pico. Íamos pelo Sul. 
As caldeirinhas por detrás do Monte da Guia, a cidade da Horta escalando pelo anfiteatro natural que lhe está sobranceiro e a abriga dos ventos de Oeste passaram rapidamente. Em poucos minutos ganhamos altitude e atravessamos o canal. 
Sobrevoamos a ilha maior. Ao longe os ilhéus da Madalena. A Candelária vai ficando atrás e a majestosa montanha aproxima-se, a suavidade dos pastos e a monumental paisagem da vinha dá lugar à encosta íngreme e negra. Bem no topo do vulcão adormecido, um planalto de onde emerge um pequeno cone que remata o recorte da montanha do Pico, qual pináculo de uma catedral. Para minha surpresa e agrado a aeronave roda para a esquerda e proporciona uma visão diferente da montanha e numa suave diagonal aproximamo-nos de S. Jorge. 
A visão desfruta a magnífica paisagem da costa Sul da ilha de Francisco Lacerda, desde os Rosais à Calheta, para logo dar lugar à não menos excelsa costa Norte onde pontificam a Caldeira do Santo Cristo e a Fajã dos Cubres. Mais além… para Norte, recortada no horizonte, a Graciosa. 
 Na jornada para Oriente espera-nos uma breve escala na ilha de Jesus Cristo a escolha de navegação é, uma vez mais, pelo Sul, passamos ao largo de S. Mateus e de Angra. Para lá do ilhéu da Cabras estendo a vista para Norte e descortino o porto oceânico da Praia da Vitória e o casario da urbe que viu nascer Nemésio que, na aproximação ao aeroporto das Lajes, iremos sobrevoar. 
Saímos rumo ao aeroporto João Paulo II passados que foram os habituais 20 minutos de escala. O que seria apenas mais uma viagem entre a Terceira e a ilha do Arcanjo e um olhar repetido, mas sempre desejado, sobre a costa Sul de S. Miguel dos Mosteiros a Ponta Delgada não aconteceu. O voo cruzou os céus da ilha sobre o maciço das Sete Cidades dando a ver aos viajantes a majestade das lagoas que, num tempo não muito distante, já foram de azul e verde.

(*) Texto escrito a 17 de Maio de 2009 e publicado por esses dias que se seguiram. Mas este é, como outros textos, um texto sem tempo e apropriado ao tempo de Verão e de S. João que se vive nas nossas ilhas, tempo que é também tempo de partilha e do Divino Espírito Santo.

Angra do Heroísmo, 24 de Junho de 2014

Aníbal C. Pires, In Diário Insular et Açores 9, 26 de Junho de 2014

domingo, 22 de junho de 2014

Tempo de partilha





Santa Maria - Fotos de Madalena Pires
As celebrações de S. João Baptista animam as ilhas açorianas, em particular a Ilha Terceira, mas é, sobretudo o tempo de partilha que está associado ao culto do Divino Espírito Santo que marca o calendário açoriano.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Audição Pública - SATA, presente e futuro



A RP do PCP na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA) vai promover uma audição pública, dia 27 de Junho, pelas 15h, na Delegação da ALRAA, em Ponta Delgada.

Até podia fazer manchetes de jornal especulando sobre a eventual promiscuidade entre o setor público e privado nos transportes aéreos, designadamente, com o convite e integração de António Gomes de Menezes na Administração da EuroAtlantic mas prefiro focalizar a discussão no que de momento me parece essencial, a defesa da SATA enquanto empresa pública que é estratégica para o desenvolvimento regional.
O tarifário é importante, sem dúvida, assim como dúvidas se podem levantar sobre a gestão empresarial mas isso deve ser tratado em sede de Comissão de Parlamentar de Inquérito, que a Representação Parlamentar está impedida de propor, por ser isso mesmo, ser uma Representação e não um Grupo Parlamentar, mas que estamos dispostos a propor com outros ou, a viabilizar a sua criação.
O resto são “sound bytes”.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

O garrote agiota

Imagem retirada da internet
Uma parte central dos problemas do nosso desenvolvimento resultam de decisões e opções políticas que são tomadas muito longe dos Açores, em função de prioridades e interesses, que não consideram, por um lado as nossas especificidades e, por outro por uma clara opção neoliberal de desvalorização do trabalho e da diminuição do papel dos Estados, enquanto garante da equidade social e económica. Opção que está a transformar o papel dos Estados em meros coletores de impostos sobre quem trabalha para depois redistribuir no apoio aos grandes grupos económicos e financeiros. Veja-se, por exemplo que a recapitalização da banca privada nacional e europeia foi feita à custa da diminuição dos rendimentos dos trabalhadores e pela sobrecarga fiscal dos rendimentos do trabalho.
Existem, todavia outras responsabilidades que não devem, nem podem ser obliteradas, responsabilidades diretas da governação regional autónoma que se refletem no desemprego, na pobreza, na insolvência de particulares e empresas, dificuldades que as empresas e as famílias açorianas vivem de forma dramática. Responsabilidades pela escusa reiterada em utilizar as competências autonómicas. Mas, em boa verdade a génese dessas dificuldades muitos dos problemas mais centrais, dos fatores que mais impacto têm sobre a economia regional decorrem de opções políticas nacionais e europeias. 
PS, PSD e CDS sempre estiveram – e continuam – perfeitamente unidos no rumo de liberalização da economia, de retração do papel do Estado, de forma entusiástica há poucos anos, de forma mais envergonhada agora que os ventos da crise deixam a nu a dimensão do falhanço dessas políticas.
Os custos dessa opção tripartidária, o preço dos seus erros, é pago agora, amargamente, por todos os portugueses e por todos os açorianos, com claros efeitos diretos na nossa economia e na nossa Região.
Imagem retirada da internet
Uma das razões fundamentais para as dificuldades do nosso arquipélago são os custos do endividamento, que suga em cada ano milhões de euros à economia regional. As instituições bancárias levam uma fatia cada vez maior da riqueza produzida pelos açorianos, deixando-nos com pouco, ou mesmo nada para reinvestir, para semear um futuro melhor para as próximas gerações.
Perguntemos aos nossos autarcas, aos nossos micro, pequenos e médios empresários, aos dirigentes das nossas cooperativas agrícolas, qual é o grande centro de custo que os impede de investir. A resposta será sempre a mesma: a dívida bancária e os seus juros e taxas, que como uma grilheta de servidão os constrange e impede a economia de crescer.
O serviço da dívida anula os apoios e incentivos pagos com fundos públicos, que acabam por ser sempre canalizados, de forma direta ou indireta, para o setor financeiro, um ralo por onde têm desaparecido sem deixar rasto centenas de milhões de euros do dinheiro dos açorianos.
A primeira e maior dificuldade que as nossas empresas e instituições atravessam, relacionam-se diretamente com a inflexibilidade e exigências agiotas da banca privada.
Depois de receberem milhares de milhões de Euros de financiamento público para os salvar do pecado da gula, as instituições bancárias recusam os investimentos que são necessários para dinamizar a economia nacional e, recusam reestruturar as dívidas das instituições, aliviando-as de um serviço da dívida incomportável, que as pode empurrar inexoravelmente para a insolvência. 
O setor financeiro continua, assim, a embolsar milhões de Euros da riqueza produzida pelos açorianos, dinheiro que, reinvestido na Região, nos garantiria com certeza um nível de desenvolvimento económico muito diferente. 
Horta, 16 de Junho de 2014

Aníbal C. Pires, In Diário Insular et Açores 9, 18 de Junho de 2014 

terça-feira, 17 de junho de 2014

Caminho do sonho

Foto - Aníbal C. Pires
Vens
Então eu vou
Se tu não vais
Vou
Além
Onde
Não há
Nada
Dizes tu
Mas há
Digo eu
Que quero
Caminhar
Para lá
Do horizonte
Além
Moram os sonhos
Vens
Sim
Vou
Vamos
Então
Amar
Viver
Utopiar
Transformar
A vida
Transformar
O Mundo

Aníbal C. Pires, Ponta Delgada/Horta, 16/17 de Junho de 2014

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Aumento do rendimento para combater a pobreza

Foi aprovado na ALRAA o “upgrade” do sistema de incentivos às empresas, agora designado Competir +. É uma versão melhorada mas longe de resolver os problemas da economia regional, desde logo, porque continua a insistir em velhas receitas paliativas e, por outro lado, continua a faltar ao PS e ao PSD Açores a disponibilidade para que o aumento do rendimento do trabalho seja considerado como fator gerador de riqueza para a economia regional e, naturalmente, promotor de emprego.
A situação económica e social dos Açores tem vindo a agravar-se, uma elevada taxa de desemprego, aumento da pobreza e das situações de exclusão social. Mas, mesmo as açorianas e açorianos que têm trabalho, a tempo inteiro, sofrem sérias e profundas carências. Existem trabalhadores açorianos que cumprem o seu horário de trabalho com fome, em função dos baixos salários e dos encargos que lhes são impostos. Um outro testemunho sinistro da pressão a que estão sujeitos os trabalhadores açorianos é o aumento de doenças e, por conseguinte baixas médicas, por razões psicológicas que se tem verificado nos últimos meses
Recoloca-se, assim, com toda a urgência, a necessidade de melhorar o rendimento dos açorianos que continua a ser o problema central da Região e é, na realidade, a maneira adequada de combater efetivamente a pobreza que grassa nos Açores. Aumento que pode e deve ser considerado como um fator de dinamização da economia e do emprego
O aumento do salário mínimo, que a nível nacional não parece que se vá concretizar tão rapidamente quanto esperado, é central para esse objetivo, pelo que o PCP irá apresentar, logo que regimentalmente seja possível, uma proposta legislativa para aumentar o Acréscimo Regional ao Salário Mínimo Nacional, dando assim corpo, a esta, que é de há muito uma reivindicação dos trabalhadores açorianos.
A propaganda produzida pelo GACS não consegue esconder a incoerência do Governo Regional que, sobre o aumento de rendimento dos trabalhadores da administração pública, por via do acórdão do Tribunal Constitucional, afirma que esse aumento de rendimento terá efeitos positivos na economia regional, sobre isso não tenho dúvidas, mas quando se trata de aprovar as proposta de aumento do Acréscimo Regional ao Salário Mínimo Nacional, que o PCP tem vindo sucessivamente a apresentar, aí o aumento do rendimento dos trabalhadores do setor privado, segundo o Governo Regional e o partido que lhe dá suporte parlamentar, vai provocar impactos negativos e, que essa questão deve ser resolvida na República com o aumento do Salário Mínimo Nacional. Aumento que sendo importante, não é suficiente pois tem-se verificado nos últimos anos, apesar de a Região ter criado o Acréscimo ao Salário Mínimo Nacional, uma diminuição do salário medio dos trabalhadores açorianos, ou seja, o valor do acréscimo na Região (5%) tem-se mostrado insuficiente para cumprir o objeto para que foi criado. Compensar os custos da insularidade, convergir e ultrapassar a média salarial no continente, se assim não for não se cumpre a finalidade para que foi instituído.
Ponta delgada, 15 de Junho de 2014

Aníbal C. Pires, In Expresso das Nove et Azores Digital, 16 de Junho de 2014 

domingo, 15 de junho de 2014

A SATA, Luís Parreirão e o objeto da avaliação

Foto - retirada da internet
Existem muitas e diversas formas de manipular a opinião. Um dos títulos da imprensa regional, num dos seus recantos exercita essa arte utilizando, para isso, uma suposta crítica ao Presidente do Grupo SATA mas tendo como principal alvo os trabalhadores da SATA e os seus Sindicatos.
O jornal esta semana injustiçou Luís Parreirão, o recente nomeado Presidente do Conselho de Administração do Grupo SATA. Deu-lhe nota negativa, o que até poderia ser justo, mas neste caso não foi.
Justificar a avaliação negativa com o argumento de que Luís Parreirão está refém dos Sindicatos, não é verdade. Logo, injusto. Luís Parreirão não está refém de nada, ele é o executor ou, preferindo, presidente de uma comissão liquidatária, da estratégia ruinosa de um certo PS Açores que quer transformar/acabar com a SATA Internacional. Julgo que se o jornal tivesse averiguado, até teria dado, não a Luís Parreirão, mas a um certo PS Açores, nota positiva pois no seio da comunicação social regional alimenta-se, também, essa ideia.
Foto - Aníbal Pires
Num aspeto este jornal tem razão a operação da SATA Internacional para os Estados Unidos e Canadá está a ser ruinosa, com custos diretos e indiretos elevadíssimos, e aqui já se poderão atribuir algumas responsabilidades a Luis Parreirão, pois já está no Grupo vai mais de 1 ano e, os tais Sindicatos têm vindo, há muito tempo e com regularidade, a antecipar o cenário caótico que se está a verificar com a aludida operação.
Por fim, aquela estória mal contada com que o jornal, para justificar a nota negativa, se refere à disponibilidade uma co-piloto para suprir o défice da tripulação para um determinado voo, disponibilidade que não foi aceite, bem também me parece que continua a existir uma determinação interna, não sei, se também externa, em minha opinião rígida e inflexível e que não fará grande sentido mas, não me sinto em condições de penalizar Luís Parreirão por mais esse cancelamento.
Mais do que as personalidades importam os projetos, os seus mentores e também executores, claro está e aqui o Presidente do Conselho de Administração não pode ser ilibado mas, não me parece que essa tenha sido, como ficou dito logo no primeiro parágrafo, a principal intenção da avaliação feita, a Luís Parreirão, por um dos títulos da imprensa regional.
A verdade é que existem dois grandes motivos para que a operação da SATA para os Estados Unidos e Canadá esteja a ser desastrosa, e qualquer desses motivos não é, nem nunca foram dos trabalhadores da SATA ou Sindicatos que os representam.

Os principais motivos são:

1 – O adiamento da renovação da frota de longo curso; e
2 – Falta de tripulantes, designadamente, pilotos.

Ainda assim, o primeiro dos dois motivos, não é determinante embora a renovação seja uma necessidade premente.
O segundo motivo, esse, sim. A grande questão reside na falta de pilotos, menos 20% do que em 2011 e sempre a crescer, sobre isto o aquele jornal e todos os seus pares, nada dizem.
Existem algumas outras questões de gestão interna que falharam e continuam a falhar mas sobre essas, para já, não me cabe a mim avaliar.

Che Guevara - pelos 86 anos do seu nascimento

Ernesto Guevara de la Serna nasceu em 14 de Junho de 1928, em Rosário, Argentina, primeiro de cinco filhos de Ernesto Lynch e Celia de la Serna y Llosa.
Passam hoje 86 anos sobre o nascimento de um homem que não acomodou e, por isso, ajudou a transformar o nosso Mundo.












Não nos alheemos, não nos resignemos. 
Precisam-se mulheres e homens, muitas mulheres e homens, com a disponibilidade para luta contra as injustiças e, Che Guevara é o paradigma da disponibilidade que faz a Revolução.