segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Robert Culbertson e um instrumento musical que dá pelo nome chapman stick


O Chapman stick ou Stick é um instrumento musical elétrico criado por Emmett Chapman no início dos anos 1970.
Descobri este instrumento em Agosto de 2014 em San Francisco, Califórnia. Passeava por Fisherman Wharf e ouvi os acordes que Robert Culbertson retirava deste, para mim, estranho instrumento.
Em baixo fica o som que tive o prazer de, nesse dia, ouvir ao vivo tocado por Robert Culbertson.



sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Guerrilheiras curdas - a abrir Outubro


E porque BONITAS SÃO AS MULHERES QUE LUTAM em Outubro o momentos abre com as guerrilheiras curdas do YPJ, brigadas femininas do PKK, que de entre outras lutas estão na linha da frente na luta contra o Estado Islâmico.
Aqui podem ver uma publicação sobre uma destas mulheres

sábado, 5 de setembro de 2015

O cinema na FESTA - CineAvante


A FESTA abriu ontem as portas ao público. A comunicação social portuguesa como é habitual, ignorou-a. As centenas de milhares de pessoas que a vivem encarregam-se de a divulgar e a FESTA cresce a cada ano que passa. A FESTA é, quer queira ou não o papão, o maior acontecimento político e cultural que se realiza em Portugal, quiçá na Europa.
O cinema marca a sua presença com mais uma edição do CineAvante do qual ficou (no vídeo que abre esta publicação) uma breve apresentação do que pode ser visto na edição deste ano.

Monica Bellucci - a abrir Setembro

Monica Bellucci (roubada ao "E Deus Criou a Muher")
Para contemplar.
A deusa volta ao momentos.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Festa do Avante - 2015


É já no próximo fim-de-semana que, num espaço libertado das amarras do capitalismo e do imperialismo, se realiza a FESTA do AVANTE, edição de 2015.
O vídeo é assim como uma breve antecipação do que vai ser a FESTA.
FESTA do AVANTE! Não há FESTA como esta e, podes crer, mais ninguém te faz festas como esta.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Ao Jorge "Big"

Foto - Elsa Miranda
O Jorge, a quem os amigos carinhosamente chamavam Big, partiu para a viagem que todos nós um dia faremos.
Escrevi um texto, que andará por aí perdido na página oficial do geocaching, onde referindo-me ao Jorge o apelidei de “Bom Gigante” e era isso que este homem era, um homem de corpo e alma grande. Fica a memória de um bom amigo que amava a sua terra e por ela fez o que melhor sabia fazer, mostrou os seus encantos a quem nos visita e a muitos de nós que, vivendo na ilha do Arcanjo S. Miguel, não a conhecemos tão bem quanto julgamos.
O Jorge Gomes foi um dos pioneiros do “geocaching” em S. Miguel e nos Açores mas sobre isso alguém certamente se encarregará de lhe prestar o devido reconhecimento.
Até sempre “Bom Gigante” contigo continuaremos a calcorrear os trilhos de S. Miguel.

Aníbal C. Pires, Horta/Ponta Delgada, 28 de Agosto de 2015

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Alemães da Alemanha*


Foto retirada da internet
Aviso: O conteúdo e a linguagem utilizada neste texto podem ser considerados chocantes. As fotografias que ilustram o texto não estão nem direta nem indiretamente relacionadas com os "personagens", nem com o acontecimento descrito no texto.


No princípio da década de 80 do século passado, só parece não foi assim há tanto tempo, no período de pré adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia (CEE), hoje União Europeia (UE), deslocou-se à Região uma de outras missões para preparar a entrada de Portugal nessa tal de comunidade.
A missão ligada à agricultura instalou-se na ilha do Pico. A equipa era composta por técnicos alemães e, naturalmente, vieram acompanhados por um intérprete que, por acaso, também era alemão.
Passados alguns dias o intérprete ao referir-se à missão alemã alterou a forma como apresentava os seus compatriotas o que, convenhamos, provocou alguma estranheza na comitiva portuguesa que os acompanhava pois, não fazia grande sentido que ao referir-se à nacionalidade dos membros da missão o intérprete tivesse o cuidado, não fosse alguém duvidar, que a comitiva era constituída por cidadãos alemães da Alemanha.
Para desfazer este equívoco, e até à boa maneira nacional, um dos representantes da parte portuguesa, sempre dispostos a ajudar e a desfazer equívocos particularmente tratando-se de alemães, disse ao intérprete que não havia necessidade de dizer que os técnicos eram alemães da Alemanha, pois toda a gente tinha conhecimento que se eram alemães, só podiam ser da Alemanha e que era dispensável aquela redundância. Mas o intérprete prontamente respondeu que sim, Sim é necessário pois no hotel onde estavam instalados um português tinha-se referido ao grupo como aqueles alemães do caralho. 

Assim, e para que não houvesse dúvidas, pois eles eram alemães da Alemanha e não alemães do caralho o intérprete, desde que tinha ouvido essa confusão da boca de um português, julgou de todo conveniente apresentar os seus compatriotas como alemães da Alemanha, não fosse alguém pensar que eles eram alemães do caralho.

(*) pequena estória recolhida hoje na ilha do Pico

Aníbal C. Pires, Horta, 26 de Agosto de 2015

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Transportes aéreos, as queixas, o presente e o futuro

Foto - Aníbal C. Pires
As queixas ouvem-se em todas as ilhas da Região. Nas rotas liberalizadas mudou tudo (Terceira e S. Miguel), desde logo o tarifário que vai de algumas dezenas de euros a muitas centenas dos mesmos euros, a oferta é variada mas, ainda assim, para quem necessita de viajar sem poder programar atempadamente, o que se ajusta ao perfil do passageiro ilhéu, nem o preço nem a disponibilidade de lugar satisfazem, o custo porque atinge várias centenas de euros (muito acima dos tais 134,00€ e nem todos temos disponibilidade de investir centenas ou mesmo milhares de euros para ir e vir à capital) e lugares não há. É o mercado a funcionar e a satisfazer quem já podia despender, sem que isso causasse mossa no orçamento familiar, do valor da anterior tarifa de residente, ou melhor beneficiando esse segmento da população (classe média alta) que paga a crédito, e depois é ressarcida do diferencial. As limitações à mobilidade continuam a existir para a maioria dos açorianos.
Nas gateways com obrigações de serviço público (OSP) e face à saída da TAP as queixas são mais do que muitas e as exigências voltam-se naturalmente para a SATA. Para quem quer sair ou entrar no Pico, Faial e Santa Maria nem a Internacional nem os encaminhamentos da Air Açores dão a devida resposta. Isto para não falar em todas as outras ilhas. Aí o drama é redobrado pois conseguir um lugar para ir a uma consulta ou tratamento médico, para uma viagem de negócios, ou por lazer, que também temos direito, só por milagre se consegue nos dias pretendidos.
Mas nada disto é novidade. Todos temos conhecimento desta realidade. Nem tudo é mau neste novo modelo de transportes aéreos, nem tudo o será enquanto a febre do Turismo não baixar alguns graus e se evidenciem algumas das desvantagens desta “massificação” do destino turístico micaelense.
Foto - Aníbal C. Pires
Mas tudo isto será, como fui afirmando ao longo dos últimos dois anos, objeto de uma cuidada análise quando assentar este natural entusiasmo de quem olha para hoje e não consegue perceber que o futuro, designadamente o do destino turístico, necessita ser acautelado.
O PS e o PSD dividem entre si a paternidade deste novo modelo de transporte aéreo e os seus benefícios, estranho é que quanto às queixas dos cidadãos e mesmo dos agentes económicos o PS fique quedo e mudo ou anuncie o que sabe que a SATA não consegue cumprir e, por outro lado, o PSD sacuda a água do capote e remeta a responsabilidade para a incapacidade da transportadora aérea regional.
O PCP nos Açores sempre defendeu a redução do tarifário do transporte aéreo para os residentes com um teto máximo, as tarifas abaixo desse teto máximo seriam, essas sim ditadas pelo funcionamento do mercado, aliás é bom lembrar que nada impedia (e nada impede) outras transportadoras de voarem para qualquer das gateways açorianas.
O PCP açores sempre se opôs, ao contrário do PS e do PSD, à privatização da ANA e da TAP e é bom não dissociar uma e outra coisa, ou seja, muito do que ouvimos de críticas e exigências do novo modelo de transporte aéreo nos Açores está intimamente ligado à privatização da ANA e da TAP.
Da ANA porque investimentos necessários e prometidos nas suas infraestruturas aeroportuárias, com exceção de Ponta Delgada, nunca se virão a concretizar, desde logo porque não há retorno nesses investimentos e, por outro lado, porque a estratégia é dar dimensão ao aeroporto de Ponta Delgada transformando-o, gradualmente, no hub açoriano para os transportes aéreos, aliás é bom que os faialenses, os picoenses e os marienses e, quiçá os terceirenses, comecem a questionar o PS e o PSD sobre essa estratégia que parecendo, de momento, fundar-se numa qualquer “teoria da conspiração”, se virá a concretizar à medida que mais e mais açorianos saiam dos Açores por Ponta Delgada ao invés de saírem da sua ilha, no caso do Pico, Faial, Santa Maria e Terceira.
Foto - Aníbal C. Pires
Da TAP porque a estratégia comercial de uma empresa privada, a não ser que lhe paguem do erário público, fixa-se nas rotas lucrativas e as rotas açorianas, com exceção de Ponta Delgada, são deficitárias atendendo à operação anual e não apenas ao pico do Verão.
Em jeito de conclusão diria que o PS e o PSD subscrevem este modelo de transporte aéreo e por ele têm de ser responsabilizados. O PS e o PSD subscreveram a privatização da ANA e da TAP e por isso devem ser responsabilizados.
Aos cidadãos exige-se uma atitude crítica que considere nas suas análises todas as variáveis envolvidas, como por exemplo, o facto de os pilotos terem de possuir certificações para poderem operar nos aeroportos do Pico e do Faial o que em nada facilita, por exemplo o recurso a ACMI para o reforço da operação, uma vez que como todos sabemos a frota de médio curso da SATA Internacional não chega para as “encomendas”. Ou ainda, que sejam devidamente equacionadas alternativas à adequação e diversificação da frota de médio curso se queremos, de facto, manter as 5 gateways abertas, servindo bem, a custo reduzido e sem apoio do erário público, ou seja, rentabilizando essas rotas.

domingo, 16 de agosto de 2015

Eva Carneiro - a abrir Agosto

Já vamos a meados de Agosto mas é sempre tempo (vale mais tarde do que nunca) de publicar um rosto a abrir cada mês que passa pelo “momentos”.
É como habitualmente um rosto de mulher. Mulher que se viu transportada para as manchetes dos OCS apenas porque fez aquilo que tinha de fazer. É médica e prestou assistência a quem no momento necessitava dela. Para além de ter sido afastada do lugar que ocupava na equipa técnica do Chelsea tem sido alvo de alguns comentários sexistas, logo menos dignos.














Eva Carneiro abre o mês de Agosto neste blogue em jeito de homenagem às mulheres que lutam. Não teço outros comentários sobre o incidente que a trouxe para a ribalta porque sobre isso nada há para dizer.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Sobre o "Arquipélago" de Joel Neto

Na noite do passado sábado concluí a leitura do romance de Joel Neto que dá pelo nome de “Arquipélago”.
Não sou um crítico literário e, como tal não vou invadir um espaço que, de todo, não é meu, ou seja, deixo para os especialistas as análises formais e estéticas.
Poderia ficar apenas pelo “gosto” que já deixei na página do Facebook do autor mas era pouco face ao prazer que me proporcionou a leitura do “Arquipélago” e, por isso, ficam algumas palavras que mais não pretendem do que deixar uma breve apreciação sobre a viagem que o Joel Neto me proporcionou ao âmago da ilha Terceira.
Quem conhece a ilha Terceira sente-a nas páginas do “Arquipélago”, sente os seus odores e as brumas a entranharem-se no corpo, percorre trilhos e pastos, mergulha nos “mistérios” da ilha, os da noite justiceira ou, os mistérios dos sinais escavados nas pedras ou com pedras erigidos.
Mas a ilha vive também outras estórias, estórias de abaladas e regressos, estórias de antes e depois de Abril, antes e depois do terramoto de 1 de Janeiro de 1980.
Depois de acabar a viagem pelo romance do Joel Neto e para quem conhece a ilha Terceira instala-se uma incontornável vontade de a redescobrir, nem que seja apenas numa revisitação à orgia de sabores da sua original gastronomia, para quem a não a conhece a curiosidade instala-se e, mais tarde ou mais cedo virá até à ilha central de um arquipélago que dá pelo nome de Açores, virá sentir o viver de um povo que concilia, como nenhum outro, o trabalho com a festa. Vivendo a festa como se não houvesse amanhã. E os terceirenses lá sabem porquê.

Aníbal C. Pires, Horta, 27 de Julho de 2015