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sábado, 27 de setembro de 2008

Para lá do finito da vida

Era um picoense que amava a terra onde nasceu e o mar que molda as pedras negras e o povo da sua ilha. Povo a quem dedicou a sua vida e obra literária que o projectou para a universalidade da cultura e da luta por um Mundo melhor.
Um Mundo liberto da “canga da servidão”, como ele próprio escreveu.
José Dias de Melo deixou o nosso convívio a 24 de Setembro e fica o vazio da ausência que, desta vez, vai para além da privação da sua presença, como quando viajava até à Calheta de Nesquim e, por ali ficava buscando memórias e as estórias da epopeia das gentes que litigaram o pão no mar, em terra e para lá do horizonte… Além, na demanda do sonho americano.
A obra e o Homem continuam presentes nas ruas e neblinas da “Cidade Cinzenta”, na ilha das “Pedras Negras”, no “Mar Rubro” dos dramas da baleação, na tempestade que se levanta no canal do “Mar pela Proa”, nas “Toadas do Mar e da Terra” que inundam o imaginário ilhéu.
O amigo e camarada continua presente como uma referência de humildade, integridade e exemplo do intelectual militante ao serviço do seu povo e do seu Partido.
Dias de Melo, não morreu, ausentou-se do nosso convívio.
Homens desta envergadura não expiram nunca!
Homens como Dias de Melo prolongam-se para lá da vida finita e perduram para lá do seu tempo… Para lá do nosso tempo.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Morreu o escritor e o militante comunista Dias de Melo

Nota da Direcção Regional do PCP Açores:

Faleceu hoje pelas 11H30, no Hospital de Ponta Delgada, o grande escritor e militante do PCP José Dias de Melo.
Dias de Melo, de 83 anos, dedicou grande parte da sua vida à escrita e ao ensino, tendo sido professor do ensino primário e do ensino técnico.
Natural da ilha do Pico, Dias de Melo estudou na Horta, tendo posteriormente vivido no Pico, Ponta Delgada, Lisboa e mais tarde novamente em Ponta Delgada, onde terminou os seus dias.

Autor de uma vasta e reconhecida obra literária, Dias de Melo desenvolveu uma carreira literária de 58 anos, iniciada em 1950 com o livro de poemas " Toadas do Mar e da Terra". Obras como "Pedras Negras", "Mar Rubro", "Mar pela Proa", "Cidade Cinzenta" e muitas outras, definem Dias de Melo como sendo num autor comprometido com o seu Povo e empenhado na luta pela liberdade e pela justiça social.

Militante do PCP há largos anos, Dias de Melo envolveu-se sempre, enquanto a saúde o permitiu, na actividade do PCP/Açores e da CDU dando sempre um contributo muito valioso.
É com muito pesar que o PCP/Açores vê desaparecer este escritor da terra e do mar, que dedicou toda a sua vida e todas as suas capacidades à luta por um mundo melhor.

O PCP/Açores apresenta à família de Dias de Melo as suas muito sentidas condolências e apela à população de Ponta Delgada que participe nas cerimónias fúnebres, prestando assim uma última homenagem a este grande Homem.

O corpo será transportado amanhã, pelas 17H, para a Capela Nova, junto ao crematório do cemitério São Joaquim. O funeral realizar-se-á na Sexta-Feira, dia 26 de Setembro, pelas 10H.

Ponta Delgada, 24 de Setembro de 2008
DORAA do PCP