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quarta-feira, 6 de março de 2019

98 anos de luta

imagem retirada da internet









Na celebração no 98.º aniversário da fundação do Partido Comunista Português, um poema de José Carlos Ary dos Santos













A bandeira comunista

Foi como se não bastasse 
tudo quanto nos fizeram 
como se não lhes chegasse
todo o sangue que beberam 
como se o ódio fartasse 
apenas os que sofreram 
como se a luta de classe 
não fosse dos que a moveram. 
Foi como se as mãos partidas 
ou as unhas arrancadas 
fossem outras tantas vidas 
outra vez incendiadas.

À voz de anticomunista 
o patrão surgiu de novo 
e com a miséria à vista 
tentou dividir o povo. 
E falou à multidão 
tal como estava previsto 
usando sem ter razão
a falsa ideia de Cristo.

Pois quando o povo é cristão 
também luta a nosso lado 
nós repartimos o pão 
não temos o pão guardado. 
Por isso quando os burgueses 
nos quiserem destruir 
encontram os portugueses 
que souberam resistir.

E a cada novo assalto 
cada escalada fascista 
subirá sempre mais alto 
a bandeira comunista.

Ary dos Santos

quinta-feira, 25 de abril de 2013

As Portas que Abril Abriu



Este poema de José Carlos Ary dos Santos, dito pelo próprio, é de todos os que se escreveram sobre a Revolução de Abril o que melhor traduz a realidade vivenciada pelos portugueses antes e nos dias, anos que se seguiram ao 25 de Abril de 1974.

25 de ABRIL SEMPRE!

sábado, 2 de março de 2013

As portas que Abril abriu - Ary dos Santos


É dia de luta contra quem quer fechar as portas que Abril abriu.
Este é o mais belo dos poemas sobre a Revolução de Abril.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Ary dos Santos

Passaram ontem, 18 de janeiro de 2012, 28 anos sobre a morte de José Carlos Ary dos Santos. Sobre este poeta militante muito se disse e escreveu.
O “momentos” recorda-o sem fazer nenhuma apreciação ou exaltação. Julgo que a melhor forma de recordar e homenagear Ary dos Santos é ouvir a sua voz firme e ler as suas palavras.

Aqui e aqui podem ouvir dois dos seus poemas declamados por ele próprio.






Meu amor, meu amor

Meu amor meu amor
meu corpo em movimento
minha voz à procura
do seu próprio lamento.
 
 
Meu limão de amargura meu punhal a escrever
nós parámos o tempo não sabemos morrer
e nascemos nascemos
do nosso entristecer.
 
 
Meu amor meu amor
meu nó e sofrimento
minha mó de ternura
minha nau de tormento
 
 
este mar não tem cura este céu não tem ar
nós parámos o vento não sabemos nadar
e morremos morremos
devagar devagar.

José Carlos Ary dos Santos

domingo, 24 de abril de 2011

As portas que Abril abriu

Sei que o tempo nos consome a vida mas pára aqui. Pára e ouve este poema da Revolução Portuguesa que amanhã se comemora. Poema pela voz do autor que cantou o 25 de Abril de forma ímpar.



e... não deixes que se encerrem as portas que Abril abriu

sábado, 22 de janeiro de 2011

Dia de reflexão

Abstenção não é solução!



A mais bela síntese da Revolução de Abril pela voz do seu autor.
Para que não se fechem as portas que Abril abriu