terça-feira, 1 de setembro de 2026

a batalha pelo pensamento

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Excerto de texto para publicação no Diário Insular e, como é habitual, também aqui no blogue momentos.






(...) Há, porém, uma outra batalha, menos visível, que merece atenção: a batalha pelo pensamento. Uma escola cada vez mais submetida à compartimentação dos saberes, à avaliação permanente e à redução do conhecimento à sua utilidade imediata corre o risco de perder uma das suas funções fundamentais: ensinar a pensar. E uma sociedade que deixa de pensar criticamente torna-se mais vulnerável à manipulação.

As redes sociais agravaram esta realidade. Prometeram democratizar a informação, os algoritmos não foram concebidos para formar cidadãos, mas para captar a atenção. 

A estas evidências acresce ainda o revisionismo histórico, que distorce a realidade, oblitera factos e branqueia acontecimentos. (...)


mulheres palestinianas - a abrir setembro

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As mulheres palestinianas ocupam um lugar central, embora muitas vezes silenciado, na longa história da resistência palestiniana ao colonialismo e ao sionismo. Desde as primeiras décadas do século XX participaram em manifestações, organizações políticas e redes de apoio à resistência, mobilizando comunidades, recolhendo fundos, transmitindo informação, protegendo combatentes e defendendo as suas aldeias e cidades. Durante a revolta de 1936-1939 e, depois, perante a Nakba de 1948, a sua intervenção tornou-se ainda mais visível: foram simultaneamente resistentes, organizadoras, cuidadoras e guardiãs da memória de uma terra da qual centenas de milhares de palestinianos foram expulsos.

A resistência assumiu formas muito diversas. Houve mulheres envolvidas na luta armada, mas houve também aquelas que resistiram através da organização comunitária, da educação, da preservação da cultura, da defesa das famílias e das comunidades e da participação nas mobilizações populares. Durante a Primeira Intifada, as mulheres estiveram na primeira linha das organizações de bairro, das manifestações e das formas de resistência popular à ocupação. A sua presença desmonta, por isso, a imagem da mulher palestiniana como simples vítima passiva dos acontecimentos: ela foi e continua a ser sujeito da história, da resistência e da luta pela autodeterminação.

É essa mulher, simultaneamente, símbolo de resistência, de continuidade e de esperança que vejo na pintura de Ismail Shammout que acompanha este texto. Com os braços erguidos e a bandeira palestiniana nas mãos, tendo junto de si uma criança, a figura feminina parece transportar muito mais do que um símbolo nacional: transporta a memória dos que partiram, a terra perdida, a dignidade de um povo e a determinação de permanecer. Shammout, um dos mais importantes artistas palestinianos, fez da representação do exílio, da Nakba e da resistência uma dimensão fundamental da sua obra. Nesta imagem, a mulher não aparece atrás da história: está no centro, de pé, com a bandeira erguida, enquanto a paisagem devastada permanece como memória e promessa de regresso. 


quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Volta ao greenwashing

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O Volta foi apresentado como uma importante medida ambiental para aumentar a recolha e a reciclagem de embalagens. Não questiono que possa contribuir para recolher mais embalagens. O que questiono é que se apresente apenas a recolha de resíduos como se fosse a solução para a gestão de um problema ambiental grave.

Porque há uma pergunta que parece estar ausente do discurso: quantas embalagens deixarão de ser produzidas por causa do Volta? A resposta é: nenhuma.

O Volta não reduz a produção de embalagens descartáveis. Não reduz o consumo. Não promove, por si só, a reutilização. Intervém depois de o produto ter sido fabricado, distribuído, comprado, consumido e transformado em resíduo. É, portanto, uma solução para gerir melhor uma consequência, não para eliminar ou diminuir significativamente a causa.

Dir-se-á que é melhor recolher uma embalagem do que deixá-la abandonada. Naturalmente. Mas essa evidência não deve servir para ocultar a questão essencial. Uma embalagem que não é produzida não precisa de ser recolhida, transportada, separada ou reciclada. Uma embalagem reutilizada dezenas de vezes não precisa de ser substituída por dezenas de embalagens descartáveis.

É aqui que a política dos três Rs (Reduzir, Reutilizar, Reciclar) merece ser recuperada na sua verdadeira hierarquia. Durante anos fomos educados para compreender que os três Rs não eram soluções equivalentes. Primeiro reduzir, depois reutilizar e só finalmente reciclar. Hoje, porém, parece que o primeiro R desapareceu do discurso e o segundo vai pelo mesmo caminho. Ficou a reciclagem, transformada numa espécie de certificado de boa consciência ambiental.

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E isto não é uma questão menor. Reduzir significa produzir menos e consumir menos. Reutilizar significa prolongar a vida dos produtos e diminuir a necessidade de fabricar outros. Reciclar significa recuperar, tanto quanto possível, aquilo que já foi produzido e consumido. As três ações são importantes, mas não têm o mesmo valor ambiental.

A reciclagem é, aliás, a solução que mais facilmente se acomoda à lógica económica dominante. Podemos continuar a produzir, vender e consumir cada vez mais, desde que separemos corretamente os resíduos. O sistema económico permanece praticamente intocado e transfere para o consumidor a responsabilidade pelo impacto ambiental. 

É aqui que o Volta me suscita reservas. Não porque a recolha de embalagens seja inútil, mas porque uma medida de gestão de resíduos pode ser transformada numa bandeira de sustentabilidade. E quando a imagem de uma solução ambiental começa a ser maior do que a transformação efetiva que ela produz, entramos no território do greenwashing.

E há uma ironia nesta história. Chamamos-lhe Volta porque a embalagem volta ao circuito. Mas talvez aquilo de que precisássemos fosse uma política que impedisse que tantas embalagens tivessem de fazer a volta.

Voltar aos três Rs seria, por isso, um bom começo. Não apenas reciclar melhor, mas produzir menos. Não apenas recolher embalagens, mas reutilizá-las. Não apenas ensinar o cidadão a separar resíduos, mas questionar um modelo económico que transforma quase tudo em mercadoria descartável.

A pergunta ambiental decisiva não deveria ser quantas embalagens conseguimos reciclar. Deveria ser quantas conseguimos deixar de produzir. Porque uma sociedade que produz cada vez mais resíduos não se torna sustentável apenas porque aprendeu a reciclá-los melhor. Talvez seja esta a grande volta que falta dar.

Ponta Delgada, 18 de agosto de 2026 

Aníbal C. Pires, In Diário Insular, 19 de agosto de 2026

terça-feira, 18 de agosto de 2026

a volta que falta dar

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Excerto de texto para publicação no Diário Insular e, como é habitual, também aqui no blogue momentos.



(...) O Volta não reduz a produção de embalagens descartáveis. Não reduz o consumo. Não promove, por si só, a reutilização. Intervém depois de o produto ter sido fabricado, distribuído, comprado, consumido e transformado em resíduo. É, portanto, uma solução para gerir melhor uma consequência, não para eliminar ou diminuir significativamente a causa.

Dir-se-á que é melhor recolher uma embalagem do que deixá-la abandonada. Naturalmente. Mas essa evidência não deve servir para ocultar a questão essencial. Uma embalagem que não é produzida não precisa de ser recolhida, transportada, separada ou reciclada. Uma embalagem reutilizada dezenas de vezes não precisa de ser substituída por dezenas de embalagens descartáveis. (...)


sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Ignorância e má-fé

Durante alguns dias, Ceuta voltou ao centro das atenções mediáticas. As imagens de milhares de migrantes a atravessar a fronteira foram apresentadas como uma nova 'invasão' da Europa. Muito se escreveu e comentou sobre o assunto, mas também muito se disse sem rigor. Vale, por isso, a pena recordar alguns factos que ajudam a compreender uma realidade bem mais complexa do que a narrativa dominante pretende fazer crer.

Face a algumas imprecisões a que muitos cidadãos são permeáveis e aceitam como verdades absolutas informações que raramente questionam, julgo ser importante trazer a este espaço algumas reflexões que, no essencial, visam contribuir com alguns elementos de ponderação e opinião sobre a dita “invasão” da Europa por migrantes africanos. Desde logo clarificar que Ceuta é geograficamente território africano.

Ceuta é um território sobre o qual Marrocos reivindica soberania, mas que por enquanto continua sob administração do reino de Espanha - resquícios do colonialismo -, facto que levou alguns dirigentes políticos de oposição e chefes de governo europeus a pedirem a suspensão das regras do espaço Schengen, ou mesmo expulsar Espanha deste acordo europeu que permite a livre circulação de cidadãos nos países da União Europeia que a ele aderiram. Esqueceram-se, ou talvez ignorassem que Ceuta, embora seja um território sob administração espanhola, não integra o espaço Schengen, ou seja, para sair de Ceuta é necessário passaporte para passar a fronteira e viajar para Espanha ou qualquer outro país, europeu ou não. Os ideólogos neofascistas sabem muito bem como utilizar a mentira e as meias-verdades para mobilizar os seus fiéis seguidores.

A questão de que vos tenho vindo a falar não se reduz a Ceuta, nem aos incautos cidadãos que nadaram alguns metros para passar do reino de Marrocos, para um dos enclaves que o reino de Espanha administra no continente africano. A questão é mais vasta e complexa e terá sido orquestrada para prejudicar o governo de Espanha, presidido por Pedro Sanchez. O primeiro-ministro espanhol por quem não nutro particular simpatia, mas reconheço que no contexto dos países da UE e da OTAN tem assumido posições desalinhadas da maioria dos seus parceiros. Fê-lo na defesa dos direitos do povo palestiniano e da Palestina, da agressão estado-unidense ao Irão e na solidariedade a Francesca Albanese. Isto é, no seio de organizações submetidas a interesses que não são, de facto, os interesses dos povos, direi mesmo que este “incidente” poderá também ser interpretado como uma retaliação dos Estados Unidos e da organização sionista que ocupa a Palestina, mas também do reino de Marrocos que não vê com bons olhos a aproximação entre a Espanha e a Argélia.

A monarquia marroquina reivindica legitimamente a soberania sobre Ceuta e Melila. Falta-lhe, porém, autoridade moral para sustentar essa reivindicação enquanto mantiver o Saara Ocidental sob ocupação. Também o governo espanhol sacrifica o direito à autodeterminação do povo saarauí em nome da preservação daqueles enclaves. Não deixa de ser significativo que tal aconteça depois dos Acordos de Madrid (1975), através dos quais Espanha abandonou a administração do território, abrindo caminho à ocupação por Marrocos e Mauritânia (1976), uma solução nunca reconhecida pelo direito internacional.

Antes de aceitarmos como evidentes certas narrativas, convém perguntar quem beneficia com elas.

Ponta Delgada, 3 de agosto de 2026 

Aníbal C. Pires, In Diário Insular, 5 de agosto de 2026

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

geografias

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Excerto de texto para publicação no Diário Insular e, como é habitual, também aqui no blogue momentos.



(...) Desde logo clarificar que Ceuta é geograficamente território africano.

Ceuta é um território sobre o qual Marrocos reivindica soberania, mas que por enquanto continua sob administração do reino de Espanha - resquícios do colonialismo -, facto que levou alguns dirigentes políticos de oposição e chefes de governo europeus a pedirem a suspensão das regras do espaço Schengen, ou mesmo expulsar Espanha deste acordo europeu que permite a livre circulação de cidadãos nos países da União Europeia que a ele aderiram. Esqueceram-se, ou talvez ignorassem que Ceuta, embora seja um território sob administração espanhola, não integra o espaço Schengen, ou seja, para sair de Ceuta é necessário passaporte para passar a fronteira e viajar para Espanha ou qualquer outro país, europeu ou não. Os ideólogos neofascistas sabem muito bem como utilizar a mentira e as meias-verdades para mobilizar os seus fiéis seguidores. (...)


sábado, 1 de agosto de 2026

Susan Abulhawa - a abrir agosto

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Susan Abulhawa é uma escritora, ensaísta e ativista palestiniana, nascida no Kuwait, filha de refugiados palestinianos expulsos na Nakba de 1948. A sua obra literária, profundamente marcada pela experiência do exílio e da diáspora, conquistou reconhecimento internacional com o romance Morning in Jenin, ao qual se seguiram The Blue Between Sky and Water e Against the Loveless World. Nos seus livros, a história da Palestina é narrada a partir da vida quotidiana das suas personagens, dando voz às consequências humanas da ocupação, do deslocamento forçado e da perda da terra, numa escrita que alia rigor histórico, sensibilidade literária e forte compromisso ético.

sexta-feira, 24 de julho de 2026

Para além do futebol

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Para quem ainda as tinha, as dúvidas dissiparam-se com o último Mundial de Futebol. Sei que a abordagem a este assunto não é popular. Reconheço que o futebol é uma manifestação cultural e desportiva que mobiliza milhões de pessoas em todos os continentes, desperta paixões, alimenta identidades e proporciona momentos de alegria coletiva. Ainda assim, considero que este fenómeno, de inequívoca raiz popular, foi progressivamente capturado por interesses financeiros que o transformaram num dos maiores negócios do planeta.

A minha opinião é seguramente minoritária. Mas nunca a popularidade de uma ideia constituiu critério suficiente para a aceitar sem questionamento.

É impossível passar ao lado de um Mundial de Futebol. A informação chega-nos sem pedir licença, ocupa televisões, rádios, jornais e redes sociais, invade conversas de café e espaços de trabalho. Acompanhei, ainda que involuntariamente, as alegrias e as desilusões que a competição provocou. Mas o que verdadeiramente me impressionou não foram os resultados nem os golos. Foi a obscena comercialização que envolve este espetáculo e a crescente presença das empresas de apostas, hoje patrocinadoras de competições, clubes, transmissões televisivas e de programas desportivos.

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Há muito que o futebol deixou de ser apenas um desporto. Tornou-se uma indústria global onde quase tudo tem um preço: os jogadores, os treinadores, os clubes, os adeptos, os direitos televisivos, as apostas, os artigos promocionais, a publicidade, as emoções e, por vezes, até a própria integridade das competições. O que antes era pertença das comunidades foi transformado numa mercadoria altamente rentável.


As transferências atingem valores que desafiam qualquer racionalidade. Os salários de alguns equivalem ao rendimento de milhares de trabalhadores durante uma vida inteira. Fundos de investimento tratam jogadores como ativos financeiros. Clubes históricos são comprados por fundos soberanos, empresários ou grandes grupos económicos que pouco ou nada têm a ver com a história das instituições que adquirem. O futebol passou a integrar os circuitos da especulação financeira global. Mas talvez o aspeto mais perturbador seja outro. Milhões de pessoas aceitam esta realidade com uma naturalidade desconcertante. Indignam-se, e com razão, com o encerramento de serviços públicos, com a crise da habitação ou com salários insuficientes para chegar ao fim do mês, mas parecem suspender o espírito crítico quando entram no universo da financeirização do desporto. 

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O futebol tornou-se um poderoso instrumento de produção de consensos. Alimenta a ilusão da competição justa enquanto reproduz, de forma quase caricatural, as desigualdades do mundo em que vivemos. Uma pequena elite concentra riqueza, poder e visibilidade; milhões de adeptos investem tempo, dinheiro e emoções num espetáculo cuja rentabilidade beneficia apenas os grandes grupos económicos, as plataformas de comunicação, os patrocinadores e os investidores.

Nada disto diminui a beleza de um passe bem executado, de um remate improvável ou da estratégia coletiva de uma equipa em campo. O problema nunca foi o jogo. O problema é o sistema que fez do jogo um produto financeiro e das emoções um negócio.

Talvez por isso o futebol contemporâneo seja uma das mais perfeitas metáforas do capitalismo atual: tudo pode ser comprado, vendido, promovido e rentabilizado. Até as emoções.

E quando uma sociedade considera tudo isto normal, então talvez o problema não seja apenas o futebol. Talvez, seja o mundo que fomos aceitando como inevitável. 

Ponta Delgada, 21 de julho de 2026 

Aníbal C. Pires, In Diário Insular, 22 de julho de 2026

obscenidades

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Excerto de texto para publicação no Diário Insular e, como é habitual, também aqui no blogue momentos.





(...) A minha opinião é seguramente minoritária. Mas nunca a popularidade de uma ideia constituiu critério suficiente para a aceitar sem questionamento.

É impossível passar ao lado de um Mundial de Futebol. A informação chega-nos sem pedir licença, ocupa televisões, rádios, jornais e redes sociais, invade conversas de café e espaços de trabalho. Acompanhei, ainda que involuntariamente, as alegrias e as desilusões que a competição provocou. Mas o que verdadeiramente me impressionou não foram os resultados nem os golos. Foi a obscena comercialização que envolve este espetáculo e a crescente presença das empresas de apostas, hoje patrocinadoras de competições, clubes, transmissões televisivas e de programas desportivos. (...)


terça-feira, 21 de julho de 2026

Fernando Menezes - 1952/2026

Conheci-o, mas nunca privei com ele na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, pois, quando iniciei o meu mandato como deputado em 2008, ele estava prestes a terminar o seu percurso parlamentar. Ainda na qualidade de Presidente da ALRAA, foi com ele que tive os primeiros contatos como deputado eleito.

A minha relação com Fernando Menezes não foi de proximidade, mas foi sempre de mútuo respeito institucional. 

Fomo-nos cruzando ao longo dos anos e mantivemos uma relação cordial e pautada por uma grande urbanidade.

O seu falecimento deixa um sentimento de pesar entre os que com ele conviveram mais de perto, mas também entre aqueles que, como eu, o conheceram e com ele mantiveram relações pessoais e institucionais.

O dia começou com a notícia da morte de Fernando Menezes o que motivou, ao fim da manhã, um telefonema a propósito da amizade, respeito e reconhecimento que se constrói ao longo das nossa vidas e, emocionei-me. Essa é uma história para contar mais tarde, ou não, porque há histórias que não se partilham, vivem-se e guardam-se.

À sua família e aos seus amigos deixo as minhas mais sentidas condolências.