terça-feira, 9 de setembro de 2014

Apontamentos da FESTA 1



Alguns apontamentos da edição de 2014 da FESTA DO AVANTE

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Da migração açoriana (*)

Foto - Aníbal C. Pires

Arquipélago de sonhos e saudade

No princípio eram nove, as ilhas
Não eram de sonho
Mas, já eram saudade
Mulheres e homens
Conformaram a paisagem
A terra, exígua mas fértil, prosperou
Em proveito de poucos

Muitos partiram
Por vontade própria
Por ordem D’el-Rei
Povoaram o Rio Grande do Sul
E Santa Catarina
Desceram ao Uruguai
Foram para outro Brasil
S. Paulo, Rio de Janeiro e Baía 

Nas ilhas olharam o horizonte
Sem proveitos
Sonharam a partida
Os navios baleeiros
Abriram os caminhos do mar 
Os trilhos do sonho

Agricultores feitos marinheiros
Aportaram à Califórnia
E à Nova Inglaterra
Novas ilhas dos Açores emergiram
No Ontário, no Quebéc e Winnipeg
Em Lisboa capital
No Norte e no Algarve
Deste migrante Portugal

Já não são nove, as ilhas
A vaga de erupções migrantes
Universalizou a açorianidade
Novas e muitas ilhas despontaram
Unidas pelo culto ao Divino 
Num imenso arquipélago 
De sonhos e saudade

Aníbal C. Pires, Hilmar (Califórnia)/Ponta Delgada, Agosto/Setembro de 2014

(*) a propósito da realização da XVII Assembleia Geral do Conselho Mundial das Casas dos Açores, Hilmar, Califórnia, 28 a 31 de Agosto de 2014

O PS do(s) António(s)

A ausência foi para lá do que tinha programado, não aconteceu por vontade própria mas por imprevistos que decorreram, no essencial, da dependência dos meios informáticos e das plataformas de comunicação que aceleraram o tempo mas que, ao invés do que seria de esperar, subtraem tempo ao já escasso tempo. As dependências dão sempre mau resultado, até esta que parecendo inócua também induz dolorosos estados de privação. Não faltará muito tempo, se é que não acontece já, para que sejam desenvolvidas terapias de substituição para esta nova adicção.  
Um pequeno bug no sistema foi o suficiente para prolongar, por mais uma semana, a pausa anual neste exercício prazeroso de partilha que se vai prolongando no tempo. Confesso que me deixou irritado, confesso que já sentia saudade e não foi do meu agrado ter de adiar o regresso a este espaço. Gosto de me sentar, abrir o processador de texto e mergulhar nas palavras, organizá-las em função de uma ideia previamente estruturada ou, como hoje acontece, iniciar um texto sem saber muito bem qual o caminho que vou percorrer até ao ponto que lhe colocará fim.
O tempo do calendário nem sempre se adequa aos ciclos da vida contemporânea. Para professores e alunos, nesta latitude, o ano inicia-se em Setembro, a atividade política, passado o período de latência da silly season, desperta pujante por esta altura do ano, embora a silly season que agora terminou tenha sido marcada por grande agitação lá prás bandas do PS. Infelizmente, nesta guerra intestina, não se procuram soluções políticas para o país, procura-se o protagonista que mais votos poderá arregimentar, procura-se um lugar à mesa do poder.

Não será este PS que, com o António ou com o António, se constituirá como uma verdadeira e necessária alternativa política de rutura, até porque o António propôs, em Coimbra, e o António em Coimbra subscreveu, o documento que já foi “Portugal Primeiro” e é agora, “Documento de Coimbra”, mudança de nome para evitar confusões com a designação da moção de Passos Coelho, moção que o consagrou como líder do PSD, em 2010. Como se isto fosse diferenciador, como se a semelhança de ideias, propostas e soluções entre o PS e o PSD não fosse muito para lá da designação dos documentos estratégicos e moções destes dois partidos. Mas isto são assuntos da vida interna do PS que, sendo importantes, prefiro não aprofundar para não ser acusado de ingerência externa. Não que isso me preocupe mas porque, de facto, a guerra fratricida no seio do PS apenas contribui para afastar, ainda mais, os cidadãos da vida política.
Não consigo evitar. E, para que não fiquem dúvidas nos leitores, o “Documento de Coimbra” subscrito pelos dois “candidatos a primeiro-ministro”, coisa que não existe, é assim, como uma espécie de programa de governo do PS. Pois é, e os Antónios estão os dois de acordo naquilo que é verdadeiramente importante no projeto do PS, o “Documento de Coimbra.
Voltando ao calendário e ao seu desajustamento com os ciclos da vida contemporânea, palavras minhas, chegado aqui talvez seja mais avisado não problematizar o assunto e deixar que tudo fique na mesma, afinal há coisas bem mais importantes para fazer e pensar.
Horta, 07 de Setembro de 2014

Aníbal C. Pires, In Jornal Diário et Azores Digital, 08 de Setembro de 2014

domingo, 7 de setembro de 2014

Imagens da FESTA


A edição de 2014 da Festa do Avante chega hoje ao fim. Aqui podem encontrar muita outras imagens do maior evento político e cultural que se realiza em Portugal.




sexta-feira, 5 de setembro de 2014

A FESTA abre hoje as portas



Não houve tempo de divulgar tudo o que vai acontecer na FESTA.
Fica uma síntese neste vídeo do PCP.

Camané - os artistas da FESTA


O Camané canta no Domingo da FESTA
Desde 1995, quando saiu «Uma noite de fados», Camané fez carreira extensa e plena e ganhou lugar destacado na reduzida lista dos grandes intérpretes. Ao lançar «O Melhor – 1995|2013», com grandes clássicos a que tem dado voz, propõe uma reflexão musical, a propósito da arte de procurar boas canções, contar histórias e revelar o que nelas está escondido, que se completa com alguns temas inéditos. Para que não se esqueça, tudo começou quando um miúdo ganhou a «Grande Noite do Fado», em 1979.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Uxía - os artistas da FESTA

Uxía traz à Festa «Meu Canto», uma nova abordagem aos temas fundamentais do seu repertório e a temas que até aqui não tinha explorado. Espectáculo de uma voz que mostra toda a força e toda a vulnerabilidade com que Uxía chega a este ponto do seu caminho: com a convicção de que um povo que cantou desde tempos imemoriáveis não pode perder um instrumento tão fundamental como a sua própria voz, o seu próprio canto. Meu Canto. Uma proposta sem artifícios em que o fundamental é a sua excepcional voz.

Guto Pires - os artistas da FESTA


Guto Pires na FESTA.
O conhecimento da world music e a criação de temas que colhem inspiração no continente africano e, sobretudo, na Guiné-Bissau marcam profundamente a personalidade deste artista radicado em Portugal desde os anos 70. Integrou diversos projectos, com destaque para os Issabary, de que foi co-fundador, participa nos colectivos Sons da Lusofonia e Sons da Fala, e encontra-se representado em várias colectâneas nacionais e estrangeiras. Sol Na Manssi (2002) foi o seu primeiro CD a solo.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Samuel & Oficina do Canto - os artistas da FESTA

Samuel traz à Festa «Qualquer dia», um espectáculo de Abril para todos os dias do ano; uma viagem pelas canções que fazem a banda sonora da nossa memória e esperança colectivas; um concerto onde se entrelaçam as suas próprias canções com as canções de “cantautores” históricos e com o melhor da música tradicional portuguesa. A ele junta-se a «Oficina do Canto», um projecto da Câmara de Montemor-o-Novo, uma aventura que leva já 17 anos de divertimento inteligente e cumplicidade com a melhor música portuguesa.

Catherine Deneuve - a abrir Setembro

A bela parisiense Catherine Deneuve abre este Setembro no momentos. A atriz francesa foi, nos anos 60, um modelo de elegância e beleza. Foi dirigida por realizadores como Luis Buñuel, Manuel de Oliveira, Roman Polansky e François Truffaut.






Da sua filmografia destacam-se Vício e Virtude (1963), Os Guarda Chuvas do Amor (1964), Repulsa ao Sexo (1965), Duas Garotas Românticas (1967), A Bela da Tarde (1967), Manon 70 (1968), Mayerling (1968), A Sereia do Mississipi (1969), Tristana (1970), Pele de Asno (1970),  Expresso para Bordeaux (1972), O Selvagem (1975), Fome de Viver (1983), Place Vendôme (1998), Dançando no Escuro (2000), 8 Mulheres (2002),  Um Filme Falado (2003) e Um Conto de Natal (2008)