talvez ainda regresse hoje com mais alguma informação relacionada com o blogue que hoje festeja o seu 15.º aniversário.
quinta-feira, 2 de março de 2023
dia de aniversário do "momentos" - 15 anos na blogosfera
quarta-feira, 1 de março de 2023
Aleksandra Kollontai - a abrir março
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| imagem retirada da internet |
O pioneirismo na história da luta das mulheres e da sua emancipação tem nas mulheres soviéticas, neste caso russa, vários exemplos. Aleksandra Kollontai, é uma das muitas mulheres que contribuiu para a causa feminista mundial.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2023
Ilusões e escolhas
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| foto by Madalena Pires |
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| foto by Madalena Pires |
O assunto que hoje trago à vossa e minha reflexão, tendo sido apresentado no início do parágrafo anterior com simplicidade, é, porém, muito complexo.
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| imagem retirada da internet |
O paradigma do pão com que tenho vindo a ilustrar esta reflexão pode generalizar-se a outras escolhas e ao livre arbítrio que a liberdade nos permite, porém, do que já foi dito ficou, também, claro que as escolhas, as melhores opções, dependem de um conjunto de variáveis que não resultam da liberdade enquanto conceito abstrato. A liberdade para se materializar tem de ter associados um conjunto de atributos que garantam a independência e a segurança ao cidadão. Vou-me dispensar de os listar, mas podem aceder a essa enumeração consultando a Declaração Universal dos Direitos Humanos que, não sendo tudo, poderiam constituir, se total e universalmente assegurados, um significativo avanço na qualidade da democracia e, por consequência, da liberdade individual e coletiva.
Ponta Delgada, 21 de fevereiro de 2023
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023
será que somos!?
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| imagem retirada da internet |
Excerto de texto para publicação na imprensa regional (Diário Insular) e, como é habitual, também aqui no blogue momentos.
(...) A possibilidade de escolher decorre da liberdade, sem dúvida, mas as minhas opções (escolhas) dependem de outras variáveis que também caraterizam a qualidade da minha liberdade. Quando eu escolho o pão para alimentar a família opto por uma qualidade rica em fibras e nutrientes que possam corresponder às necessidades dietéticas das pessoas que vivem comigo. Mas isso tem um preço que nem todos podem pagar, embora todos sejamos igualmente livres (será!?). (...)
terça-feira, 21 de fevereiro de 2023
unidos não os vergam
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| imagem retirada da internet |
Os trabalhadores dos Escritórios e Comércio já manifestaram o seu desagrado por esta ilegalidade, aliás na sequência de uma luta que teve visibilidade pública pela manifestação realizada pelos trabalhadores, pelo SITACEHT/Açores e pela União de Sindicatos da Ilha Terceira.
Alguns dos empresários terceirenses manifestaram o seu desagrado, junto da Câmara do Comércio de Angra do Heroísmo, pela forma e termos da CCT, ou seja, alguns empresários sentem-se lesados pois o acordado, entre o “sindicato unipessoal” e a Câmara do Comércio, coloca em causa a concorrência empresarial no setor.
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A unidade dá força à luta dos trabalhadores. As organizações patronais não gostam pois, sabem que se os trabalhadores estiverem unidos, não vergam.
As estratégias para subverter as lutas dos trabalhadores são várias e conhecidas e, por vezes, dão resultado se os trabalhadores não estiverem atentos e não desconstruírem e eliminarem os agentes, sejam indivíduos ou organizações constituídas para o efeito, ou já existentes, mas desajustadas da realidade e, quase sempre desprovidas de representatividade e até sem legitimidade para negociarem em nome dos trabalhadores do setor que dizem representar.
As associações patronais, mas não só, fomentam e mantêm esses agentes/organizações para utilizarem contra os interesses dos trabalhadores, e, também para atacar as estruturas sindicais representativas e que atuam, sem tréguas, em defesa dos trabalhadores, como é o caso do movimento sindical unitário, ou seja, não tenhamos medo das palavras, os sindicatos da CGTP.
Os exemplos de indivíduos e organizações que interferem no espírito de unidade dos trabalhadores podem ser encontrados em diferentes setores de atividade. É só estar atento para perceber quem são e qual é o seu papel, seja na saúde, seja na educação, seja, como foi o caso a que me referi no início deste texto nos Escritórios e Comércio de Angra do Heroísmo.
Aníbal C. Pires, Ponta Delgada, 21 de fevereiro de 2023
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023
notas de viagem (1)
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| foto by Madalena Pires |
As viagens que vão para além do dolce far niente associado ao turismo do tudo incluído, embora também estas possam enriquecedoras do ponto de vista das aprendizagens, se o espírito for aberto, atento e, sobretudo, disponível para ir além do torpor dos excessos alimentares, do consumo de drinks com elevado teor alcoólico e das fronteiras do resort, mas como dizia viajar é (pode ser), sempre, sinónimo de aprender o que só se aprende vendo e sentindo.
Olhar a Union Square, em S. Francisco, não é bem a mesma coisa que por ali estar sentado, passear e observar o pulsar do lugar e da gente que passa apressada, ou quem aproveita o espaço para uma breve, ou mais demorada pausa. Não basta olhar é preciso ver.
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| imagem retirada da internet |
S. Francisco é muito mais do que a Golden Gate, o Fisherman’s Wharf, as suas colinas e elétricos. O espaço urbano é um misto de arquitetura vitoriana e moderna. A população é diversa e coexistem uma multiplicidade de culturas que conferem à cidade caraterísticas únicas. Não será por acaso que S. Francisco é (foi) uma das cidades mais vanguardistas dos Estados Unidos.
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| Lawrence Ferlinghetti - imagem retirada da internet |
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Ponta Delgada, 7 de fevereiro de 2023
terça-feira, 7 de fevereiro de 2023
do que era para ser e não foi
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| vista aérea de Las Palmas, Gran Canaria foto by Aníbal C. Pires |
Excerto de texto para publicação na imprensa regional (Diário Insular) e, como é habitual, também aqui no blogue momentos.
As viagens, de lazer ou de trabalho, podem constituir-se como excelentes oportunidades de aprendizagem. Não visitei tudo o que gostaria e, a vida, não tendo sido madrasta, também, não me bafejou com os meios para concretizar alguns sonhos, impôs-me prioridades de onde resultaram compromissos. Não é um lamento, é, tão-somente, uma constatação. Orgulho-me das minhas escolhas e do que daí resultou. Não viajei tanto quanto gostaria, mas conheço algumas partes do mundo, e sendo certo que as minhas opções me privaram de conhecer alguns lugares e gentes que povoavam o meu imaginário enquanto jovem, hoje são as dores nas articulações, o aumento dos juros e a carestia de vida que defraudam os sonhos de juventude. Agora sim estou a queixar-me, não das dores nas articulações, são o que são, mas das opções políticas que nos estão a conduzir para uma crise, cujos efeitos sociais e económicos se afiguram devastadores. (...)
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023
atrasado, mas terá o seu final
| foto by João Pires |
Pequeno fragmento de um trabalho em construção.
(…) O encontro de amigos é, sempre, um encontro de festa. De alegria pela partilha do tempo e do pensamento, conversa-se de tudo e de nada. Tudo é importante, tudo tem valor, mesmo que nem sempre se esteja de acordo. Importante é o que nos aproxima. Importante é o tempo que partilhamos, sem querer mais nada do que o tempo em que estamos juntos. E quando chega a hora de partir é do próximo tempo que falamos. Do reencontro, talvez já amanhã, numa das piscinas naturais que ponteiam por toda a orla da ilha. (…)
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023
poesia da escarpa aprumada e da fajã de encantamentos. poesia do mundo.
Vivências, Aníbal Raposo, Letras Lavadas, 2022“
Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada, 3 de fevereiro de
2023, 18h Açores
Se escassa for a água o barco voa.
Aníbal Raposo, In Vivências, Letras
Lavadas, 2022
Quando o Aníbal, a quem agradeço
a confiança em mim depositada, me convidou para apresentar o seu livro
“Vivências”, convite ao qual anuí sem reservas, fui invadido por sensações contraditórias.
Por um lado, a inquietude que tamanha responsabilidade implica, por outro a
surpresa do convite, afinal em comum partilhamos o primeiro nome e pouco mais.
É certo que sempre acompanhei, à distância, o trabalho criativo do Aníbal, mas
nunca com ele privei. Alguns encontros fugazes onde houve sempre lugar à troca
de palavras que versavam sobre o lugar e o evento, mas pouco mais que isso.
Sempre admirei e respeitei o cidadão e o artista, mas é a primeira vez que o
digo publicamente. Da sua obra conhecia alguns poemas, algumas canções e, mais
recentemente, alguns trabalhos pictóricos que tive oportunidade de apreciar
numa exposição que teve lugar num espaço de animação noturna de Ponta Delgada,
mas também de cultura, e onde aconteceu uma dessas breves conversas, nesse dia,
naturalmente, sobre as incursões do poeta e músico nas artes de combinar as
cores e as formas diluindo-as ao sabor dos seus amores e inquietações.
Ao receber o livro que hoje
publicamente se apresenta regressou a minha inquietação. O que dizer, sobre o
Aníbal e o livro, se está tudo dito. O excelente prefácio da Paula Sousa Lima
diz-nos da estrutura do livro e da lírica dos seus versos, ou seja,
apresenta-o. A badana informa o leitor do essencial sobre o autor. Que fazer!?
Talvez ler alguns dos seus poemas. Também não. A Eleonora e o Sidónio têm essa
tarefa a seu cargo e, o autor em parceria com o “Maninho” vão cantar algumas das
poesias que foram musicados.
Ao mergulhar na leitura dos
poemas do Aníbal Raposo foi regressando alguma tranquilidade ao meu espírito. A
cada poema uma descoberta, a cada estrofe um homem novo, a cada verso a
rebeldia do poeta.
sobre o autor
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| imagem retirada da internet |
Procuramos planícies de entendimento,
Encontramos muralhas de distância. (…)
Aníbal Raposo, In Vivências, Letras Lavadas, 2022
“(…) que se ergue aprumado,
forte (…)
O seu modo de estar na vida, a
sua verticalidade, não o impedem de olhar e ver o que brota do chão, o voo dos
milhafres a riscar o céu, ou os horizontes utópicos que desenha para os lugares
e as gentes que ama.
O autor é um espírito irrequieto,
a sua precoce intervenção artística confirma esta apreciação. Na sua juventude
integrou o orfeão da sua escola (Antero de Quental), bem assim como o coro da
Igreja de Nossa Senhora do Carmo, para o qual compôs alguns temas, ao tempo,
inovadores. A sua vida académica está, também, marcada por uma intensa
atividade artística ligada ao Teatro Universitário do Porto (TUP) e ao seu
coro, do qual foi cofundador.
O desassossego do Aníbal Raposo
não se quedou pela juventude e pela entrada na idade adulta. A sua atividade
criativa na poesia e na música prolongou-se, para nosso contentamento, ao longo
da sua vida que lhe desejo longa e profícua, seja na música, seja na poesia,
seja noutros territórios de intervenção artística, de que a capa do livro
“Vivências” é, apenas, um exemplo das suas obras pictóricas.
“(…) sou um barco singular/amo a
tempestade.”, diz o autor num dos seus poemas. E é desta singularidade e
deste amor que tem nascido a sua vasta obra. Compositor, poeta, cantor, ou se
preferirem cantautor, mas também artista plástico.
Aníbal Raposo é um criador cultural multifacetado, reconhecido pela generalidade do público e agraciado pelos órgãos de governo próprio da Região Autónoma dos Açores.
sobre a sua obra
Aníbal Raposo, In Vivências, Letras Lavadas, 2022
A produção artística de Aníbal Raposo é vasta, como já referi, e merecida de maior divulgação. A edição deste livro vem, para além do seu valor intrínseco, contribuir para a difusão da vida e obra do autor e, por consequência, potenciar a conquista de outros públicos para a música e a poesia do obreiro de “Vivências”.
A minha geração conhece bem o
papel que o Aníbal Raposo, sozinho, ou acompanhado, teve na recriação do
cancioneiro popular açoriano. Quem não se lembra do “Tema para Margarida”,
letra e música do Aníbal e popularizado, na voz de Piedade Rego Costa, na série
“Mau Tempo no Canal” adaptado para televisão, por Zeca Medeiros, a partir do
romance homónimo de Vitorino Nemésio. Mas este tema, de que gosto muito, mesmo
muito, foi também utilizado na banda sonora do filme “A Antropóloga”, do
realizador brasileiro de Santa Catarina, Zeca Pires. A voz foi, neste caso, de
Helena Margarida Silva Lavouras. Este filme teve o apoio institucional da Casa
dos Açores de Santa Catarina, possivelmente sustentado nos fundos da Direção
Regional das Comunidades, ou seja do Governo Regional. “A Antropóloga” nunca
passou nos Açores, embora toda a estória se desenrole num dos redutos
açorianos, a Costa da Lagoa, Lagoa da Conceição, na ilha de Santa Catarina. O filme, para quem estiver interessado, está disponível no Youtube.
Este foi assim como um aparte.
Pelo meu apego ao poema e à música, mas também para que se fique com uma ideia
mais precisa e aprofundada da dimensão da obra do autor que hoje aqui partilha
connosco o seu livro de poesia “Vivências”.
Mesmo considerando não haver
necessidade pois, a sala está recheada de amigos e admiradores do Aníbal
Raposo, e a badana do livro contém essa informação, ainda assim, deixo algumas
referências à sua obra discográfica e poética.
O autor está representado em
várias antologias de poesia contemporânea, e editou, em 2009, o livro de poemas
“Voos da Minha Fajã.”
Colaborou em várias produções
televisivas, tem participação em inúmeros trabalhos discográficos e regista
seis discos editados.
Maré Cheia, 1999; A palavra e o
canto, 2006; Rocha da Relva, 2013; Mar de Capelo, 2017; Falas & Afetos,
2021; e, Luz do Tempo, 2022.
A obra do autor não se esgotam
nestes registos. O contributo do Aníbal Raposo para as artes em que se expressa
conferem-lhe uma dimensão de referência na cultura açoriana.
o livro e os poemas
(…) O palco onde me revelo
O covil onde me encubro.
Aníbal Raposo, In Vivências, Letras Lavadas, 2022
Sei que pode parecer abusivo, mas
ler os poemas reunidos em “Vivências”, foi como se lesse a autobiografia do
Aníbal Raposo, sim porque as autobiografias também podem ter a forma de poemas
e não são, necessariamente, uma mera narrativa de memórias datadas. A
apreciação é minha e outros olhares são possíveis e legítimos.
A organização temática dos poemas
está construída como de uma peça musical se tratasse, ou não fosse o autor um
conceituado músico e compositor. Os 10 temas, ou andamentos deste livro,
agrupam poemas construídos com a métrica e o formalismo lírico clássico, passa
por alguns acordes populares, mas também por momentos de improvisação que
libertam o poeta. E é então que o autor se espraia como um rio livre do aperto
castrador das margens que, não poucas vezes, limitam o ato criador.
Outras leituras e interpretações
são, naturalmente, possíveis, ou não fosse a leitura, em particular da poesia,
um exercício e espaço de liberdade.
Tenho evitado, ao longo desta
apresentação, o recurso à citação de poemas ou de pequenos excertos para
ilustrar algumas das afirmações. É uma opção minha pois, não quero retirar aos
leitores o prazer da descoberta e, muito menos tentar colonizar as vossas apreciações
e leituras, contudo é chegado o momento de me socorrer de algumas estrofes e
versos que à medida que fui lendo sublinhei e que me ajudaram a construir a
opinião que estou a partilhar convosco.
O poeta, mesmo sem rima ou talvez
por isso, é um sonhador:
“(…) Voa, sem medos e
liberto,
pois é sempre do ar que
se vislumbra
a toca do saber, que é
presa esquiva,
e os ramos onde se
ocultam na folhagem,
os frutos mais saborosos da loucura. “
O poeta é atento e capaz de se
insurgir:
“As velas da esperança não
chegam à costa
Cospem-nos em cima e a
gente gosta.
Mil e uma peças, os
mesmos atores,
Duas mil mentiras, três
mil impostores.
Vamos enriçados em
patranhas tantas…
Oh mar de capelo quando
te levantas?”
A glória é efémera, diz-nos o
poeta:
“Nasce do chão
aponta ao céu
e ao chão regressa…”
O Aníbal sabe o que quer:
“Apontada a norte
Por ser o meu rumo.”
“Batuques africanos no
balouçar do teu corpo de gazela.”
Ou,
“Há como um tango argentino
no desafio da tua cintura estreita.”
Ou ainda,
“E danças peruanas nas
tuas ancas pela alba.
Há calor dos trópicos no
aperto dos teus braços tão sinceros.”
O amor tem destas coisas, acontece
quando e onde tem de acontecer.
E para terminar as citações
deixo-vos estes versos que escolhi, não pela sua estética ou lirismo poético, mas
para vos tentar abrir um sorriso, como convém no fim desta apresentação. E
cito:
“Quem tem medo,
não cria:
- ou mia
ou compra
um cão.
Ao Aníbal Raposo e à Editora Letras Lavadas, enquanto cidadão e leitor, só posso estar grato pela publicação deste livro que, espero eu, não esgote a produção literária e poética do autor e a sua edição.
Obrigado pela Vossa atenção!
Aníbal C. Pires, Ponta Delgada, 3
de fevereiro de 2023
Anna Schetinina – a abrir fevereiro
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A nacionalidade desta mulher e o contexto em que ocorreu a sua ascensão ao comando de navios mercantes, sendo a primeira mulher no mundo a ter essa responsabilidade, contribuem para que, como outras mulheres, as líderes dos movimentos feministas obliterem estes factos.
Não é de agora o contínuo esforço para reescrever a história, seja a das mulheres e das suas conquistas, seja de outros aspetos que mudaram o mundo.




















