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foto de Paulo R. Cabral |
Excerto de texto para publicação no Diário Insular e, como é habitual, também aqui no blogue momentos.
(...) Por fim, no que concerne à imagem da capa, e por se tratar de um livro de poesia direi que a imagem poderá ainda significar que: - A forma poética que o autor utiliza não necessita, nem tem obrigação, de seguir padrões literários e líricos, sendo que esta é uma premissa que julgo ser comum a todos os poetas.
Quanto ao título diria que, Infinito Sem Nome sugere um antagonismo poético estimulante. O infinito, por definição, escapa aos limites e classificações, mas ao qualificá-lo como sem nome, o título reforça a ideia de algo inatingível, impossível de definir, uma vastidão de silêncios, ou seja, de interioridade que o poeta ousa partilhar.
A ausência de nome neste infinito pode remeter àquilo que existe antes ou além da linguagem, ao indizível que a poesia tenta capturar sem nunca se deixar aprisionar. Há uma musicalidade e uma leveza no título, mas também um certo mistério, como se o autor convidasse o leitor a explorar um território de liberdade sem limites. (...)
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