terça-feira, 29 de novembro de 2016

Parcial, Sim sou parcial

Aníbal C. Pires (Cairo, 2006) by Amélia Pires










Amanhã é dia de publicação na imprensa regional.
Deixo aqui um pedaço que antecipa o todo.







(...) Se era perfeito, Não seria. Se aquela ilha das Caraíbas é o paraíso na Terra, Não será. Mas quer ele, quer o seu Povo e o seu País são uma referência Universal. Quem o diz são os organismos internacionais, não sou eu. Quem o diz é o PNUD, é a UNESCO é a OMS, organismos imparciais, Sim imparciais porque eu quando falo de Fidel Castro e de Cuba sou parcial, Há muito tempo que tomei partido (...)

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

... não mata mas debilita

Imagem retirada da internet
Lenta, mas segura é, diria, a reposição de direitos e rendimentos e verificam-se até alguns avanços, em relação ao passado, que o Orçamento de Estado de 2016 e, agora, o de 2017, recuperam e consagram. Mas o que custa à direita e aos indefetíveis das soluções austeritárias, que sendo impostas foram aceites sem reservas e até ampliadas, é engolir o que têm vindo a regurgitar na comunicação social e redes socias sobre o que esperavam ser, e esperam vir a ser, os resultados sociais, económicos e políticos que a solução governativa minoritária, a que o PCP abriu caminho, viesse ou venha a obter.
Pode até não durar para lá de 2017, mas já valeu a pena. Mostrou qual o caminho da alternativa ao Povo português, Um caminho apertado pelas cercaduras de um PS comprometido com interesses e projetos políticos que não servem, de todo, o nosso Povo e o nosso País, Um caminho longe da rutura e da construção de uma política verdadeiramente patriótica e de esquerda, Um caminho trilhado com passos curtos, mas um caminho diferente das opções que levaram ao aprofundamento do empobrecimento dos portugueses e de Portugal que atingiu contornos dramáticos com o governo do PSD e do CDS/PP.
Pois é os indicadores sociais, económicos e, veja-se bem, até os indicadores financeiros melhoraram, e isto apesar da reposição de rendimentos e direitos, numa clara demonstração dos erros, ou melhor das opções, Sim porque foram opções, não foram erros, do governo do PSD e do CDS/PP. E não se trata de opções erradas, trata-se de opções conscientes, aliás o discurso do PSD e do CDS/PP mantém-nas, como boas e únicas, essas opções e, nas entrelinhas percebe-se que a direita faz uma oração diária para que não seja assim, ainda por cima com o PCP a protagonizar algumas das mais importantes (re)conquistas para os trabalhadores e para o Povo português. Isto dói-lhes.

A direita implora aos céus uma qualquer catástrofe política, nacional ou internacional, que lhes venha dar razão e que ponha fim a este estado de coisas, Talvez venha a acontecer, mas enquanto não acontece aprovam-se medidas para 2017, propostas pelo PCP, que vão beneficiar as famílias e as pequenas e médias empresas.
A redução, em 2017, de 1000,00 para 850,00€ do Pagamento Especial por Conta tendo o ano de 2019 como horizonte para a sua extinção, a gratuitidade dos manuais escolares para o 1.º Ciclo do Ensino Básico já no ano letivo de 2017/2018, ou ainda o alargamento do valor  das despesas com a Educação a deduzir em sede de IRS, são três exemplos das duas dezenas de medidas, propostas pelo PCP, já aprovadas para o Orçamento de Estado de 2017 e que vão contribuir para continuar a demonstrar que a alternativa política à barbárie do mercado existe. E isto dói-lhes, não mata mas debilita os teólogos do mercado e os seus acólitos.
Ponta Delgada, 27 de Novembro de 2016

Aníbal C. Pires, In Jornal Diário e Azores Digital, 28 de Novembro de 2016

domingo, 27 de novembro de 2016

... dores da direita

Aníbal C. Pires (Ponta Delgada, 2016) by Madalena Pires








Fragmento de texto a publicar amanhã na imprensa regional








(...) A direita implora aos céus uma qualquer catástrofe política, nacional ou internacional, que lhes venha dar razão e que ponha fim a este estado de coisas, Talvez venha a acontecer, mas enquanto não acontece aprovam-se medidas para 2017, propostas pelo PCP, que vão beneficiar as famílias e as pequenas e médias empresas.
A redução, em 2017, de 1000,00 para 850,00€ do Pagamento Especial por Conta tendo o ano de 2019 como horizonte para a sua extinção, a gratuitidade dos manuais escolares para o 1.º Ciclo do Ensino Básico já no ano letivo de 2017/2018, ou ainda o alargamento do valor  das despesas com a Educação a deduzir em sede de IRS, (...) 

sábado, 26 de novembro de 2016

A Fidel de Castro Ruz

Hasta Siempre

Hoje, pela manhã
Uma lágrima rolou
Na minha face
Hoje, pela manhã
Uma lágrima rolou
Na face da humanidade
“El Comandante”, morreu
Viva Fidel
Estás presente
Siempre, Fidel





Aníbal C. Pires, Ponta Delgada, 26 de Novembro de 2016

Da memória, de Cuba e de Fidel


(*) Tenho alguns, poucos, textos escritos e publicados sobre Cuba. Este é um deles.
Foi escrito em 2006 na sequência da doença que, à data, afastou Fidel de Csstro das responsabilidades que então detinha, quer no Partido Comunista de Cuba, quer na estrutura do Estado cubano, e das aleivosidades que na altura se disseram e escreveram sobre o fim da revolução cubana.

Abutres
A longevidade de Fidel Castro Ruz e da revolução cubana tem sido, desde 1959, uma preocupação para quem administra e dirige os Estados Unidos e para quem olha para Cuba como exemplo “subversivo” de poder popular. Talvez por isso tenham tentado, por várias vezes e socorrendo-se de vários expedientes, por fim à vida do comandante, como é carinhosamente referenciado pelos cubanos, e às transformações que naquela ilha das Caraíbas foram acontecendo nos últimos 47 anos.
Fidel Castro, que comemora este ano o seu octogésimo  aniversário, foi recentemente sujeito a uma delicada intervenção cirúrgica que o afastou, transitoriamente, do exercício dos cargos que detém na estrutura do estado cubano. A notícia da sua doença e a perspetiva do seu eventual falecimento fez levantar e esvoaçar um conhecido bando de abutres de Miami e Washington.
Fazer depender da presença física de Fidel de Castro a sobrevivência da revolução cubana é, em minha opinião, um erro crasso.
Ao histerismo da administração estado-unidense e do grupo de terroristas sedeados em Miami respondeu a serenidade do povo cubano e a voz do bispo de Havana que transmitiu aquele que é, sem dúvida, o sentimento generalizado que se vive em Cuba.
As ridículas e condenáveis declarações de George W. Bush, que já teve o cuidado de corrigir, atestam bem o incómodo que Cuba causa ao seu vizinho do Norte.
Escolher o caminho do socialismo, resistir ao brutal bloqueio económico e aos atentados terroristas e, ainda assim, continuar a exportar solidariedade um pouco por todo o Mundo não é, nem nunca foi, aceitável pelos Estados Unidos que fazem da guerra o seu mais importante segmento de negócio e para quem a cooperação é um ato desconhecido.
Com o subversivo exemplo, mesmo à soleira da porta, de um regime político ancorado no poder popular, que contraria as teses do fim da história e das ideologias, que apresenta um elevado índice de desenvolvimento humano (segundo o PNUD) e um crescimento económico assinalável, facilmente, se percebe que a potência imperial e de referência do neoliberalismo se desdobre em intenções e ações para que o vizinho deixe de ser a “ovelha negra” e regresse ao rebanho de onde se tresmalhou à 47 anos
O inevitável desaparecimento físico de Fidel, a lei natural da vida mais cedo ou mais tarde a isso conduz, representará desde logo uma grande perda para Cuba, mas também para a América latina e para o Mundo. 
Mas a história universal há muito lhe reserva a eternidade e tal como outros símbolos do nosso tempo o seu exemplo, coragem, inteligência e determinação vão perdurar para além dos abutres.

Ponta Delgada, 10 de Agosto de 2006


Fidel de Castro Ruz - (1926-2016)





Não há muitos homens de quem possamos dizer que foram imprescíndiveis segundo a célebre frase de Bertolt Brecht.

Fidel Alejandro de Castro Ruz é um, quer se goste ou não, dos imprescíndíveis de Brecht.



"Existem homens que lutam um dia e são bons; existem outros que lutam um ano e são melhores; existem aqueles que lutam muitos anos e são muito bons. Porém, existem os que lutam toda a vida. Estes são os imprescindíveis."

Bertolt Brecht

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Novos Diretores Regionais, velhas políticas

Imagem retirada da internet
Diz o Gabinete de Apoio à Comunicação Social (GACS), também conhecido por gabinete de propaganda do Governo Regional, que 62% dos Diretores Regionais agora nomeados, são-no pela primeira vez. Não sei muito bem o que o GACS pretende transmitir.
Será que é de renovação que o GACS fala, Talvez. Mas, se assim for, este conceito de renovação é no mínimo redutor pois, quando falamos de Diretores Regionais, estamos a falar de meros executores de políticas e essas, as políticas, são velhas, não se renovaram isto a fazer fé no Programa de Governo recentemente aprovado, apenas pela maioria absoluta, na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA).
Se o GACS pretende transmitir a ideia de que o PS conta com um vastíssimo conjunto de quadros capazes de assumir o cargo, se é isso, Bem isso também não é grande novidade. Não faltam por aí disponíveis a gravitar na órbita do poder.
Quero, antes de continuar, até porque não faltam amigos, colegas de profissão e vizinhos, a Região é pequena e o Mundo globalizado, na lista dos agora nomeados Diretores Regionais. Quero, como dizia, deixar claro que esta abordagem não pretende colocar em causa a competência técnica e científica para o desempenho da função e, muito menos qualquer avaliação do caráter pessoal dos designados para o cargo. E, bem vistas as coisas, a divulgação da lista dos Diretores Regionais, para os diferentes departamentos do XII Governo, constitui, apenas, o mote para estas considerações gerais sobre o título dado, pelo GACS, à publicação da lista dos nomeados e a forma como a comunicação social se limita a regurgitar os comunicados daquele gabinete.
Bem podia o GACS ter, tão-somente, divulgado a lista das nomeações sem nenhum tipo de consideração prévia, mas tratando-se de um instrumento de propaganda do Governo, não conseguiu evitar a transmissão da ideia de uma grande renovação e da capacidade de recrutamento do PS, ou mesmo, numa análise mais corrosiva de que os anteriores Diretores Regionais foram descartados por não servirem, ou não quererem continuar a servir, velhas políticas.
Mas se do GACS não esperamos outra atitude que não seja a propaganda o mesmo não devemos esperar dos principais destinatários deste gabinete.
Imagem retirada da internet
À comunicação social são exigidos rigor e objetividade e não apenas que regurgite os comunicados do GACS como, salvo algumas exceções, se verifica na generalidade dos títulos da imprensa, nas rádios e nas plataformas on-line de informação ligadas, ou não, a títulos da imprensa regional.
Admito que o comunicado do GACS, sobre a nomeação dos novos Diretores Regionais, pode até não ser o melhor dos exemplos para dar nota do acriticismo e da mediocridade reinante na comunicação social regional. Afinal é uma listagem de nomes com a caraterização académica e profissional e até o título corresponde, Cerca de 62% dos nomeados vão assumir o cargo pela primeira vez. É a notícia tal como ela acontece.
Já não é admissível que a regra não seja essa, E não é. A norma é a notícia trazer pendurada a opinião de quem a redige e edita. E se isso é aceitável no GACS, é a sua função, já o não é na comunicação social regional, seja ela pública ou privada. Da comunicação social esperamos isenção e rigor na informação.
Ponta Delgada, 21 de Novembro de 2016

Aníbal C. Pires, In Diário Insular e Açores 9, 23 de Novembro de 2016

terça-feira, 22 de novembro de 2016

... do esperado à realidade

Aníbal C. Pires (Vale dos Reis, Luxor-2006) by Madalena Pires










Destaque do texto a publicar amanhã na imprensa regional.








(...) Já não é admissível que a regra não seja essa, E não é. A norma é a notícia trazer pendurada a opinião de quem a redige e edita. E se isso é aceitável no GACS, é a sua função, já o não é na comunicação social regional, seja ela pública ou privada. Da comunicação social esperamos isenção e rigor na informação. (...)

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

O XII Governo

Imagem retirada da internet
Não avalio as personalidades que a dado momento protagonizam projetos políticos, deixo isso para quem sabe. O que não significa que as personalidades não possam fazer a diferença na implementação de um mesmo projeto político ou, projetos de outra índole. Como poderão posteriormente constatar esta declaração de princípio não contradiz o título dado a este escrito. Posso e vou falar do novo governo regional, mas vou-me abster de tecer considerações sobre aspetos pessoais, currículos académicos e profissionais dos titulares das pastas governamentais do XII Governo da Região Autónoma dos Açores.
O governo cresceu no número de departamentos. Podia e devia, em minha opinião, ter crescido ainda mais. É uma necessidade objetiva para fazer face e dar as respostas adequadas às exigências e competências que os Órgãos de Governo próprio da Região detêm desde as últimas revisões da Constituição e do Estatuto. Era uma necessidade por fim a mega departamentos e à consequente concentração de competências ou, se assim preferirem, à concentração de poder.
O PS não foi tão longe quanto devia. Digo eu, mesmo tendo consciência que esta não é uma opinião que recolha grandes apoios. Nem apoio popular e muito menos a cumplicidade e amparo dos analistas e politólogos regionais encartados ou, de ocasião. A generalidade os opinadores regionais defendem, talvez porque seja popular, digo, populista, que os Governos devem ser de dimensão reduzida e tratando-se de deputados, Bem tratando-se de deputados, quantos menos melhor que esses só dão despesa. Opiniões que fazem escola e recolhem, estas sim, amplos apoios populares, mas que mais não servem do que para minar o sistema democrático e, não têm fundamento. A alternativa ao sistema democrático e autonómico terá, seguramente, custos muito mais elevados.
Mas regressemos ao mote, O novo governo. Para além das habituais transferências de competências, juntando umas separando outras. Com soluções já experimentadas e falhadas, outras nem tanto, a verdade é que existem novidades na configuração do XII Governo regional.
As Relações Exteriores foram elevadas à categoria de Secretaria Regional. Ora aqui está uma decisão que só posso apoiar, ainda que as nossas competências nesta área sejam reduzidas mas, as que possuímos e a sua importância justificam plenamente a existência de um departamento do Governo que tome a seu cargo os dossiers das relações exteriores, quer seja no contexto da União Europeia, sem que com isso o Estado se demita da suas competências, ou com os países e estados onde a comunidade diaspórica açoriana tem expressão real e/ou simbólica, com as comunidades dessa vasta região Atlântica que dá pelo nome de Macaronésia e da qual somos a fronteira Noroeste, estas de entre outras frentes que o Secretário Regional Adjunto para as Relações Exteriores pode e deve tomar a seu cargo.

Foto - Aníbal C. Pires
A Energia, o Ambiente e o Turismo migraram de anteriores departamentos e unem-se agora numa novel Secretaria Regional. Parece uma decisão acertada se a análise partir do ponto de vista do investimento em energias limpas e da sustentabilidade do setor do turismo, quer uma quer outra são fundamentais para a preservação da qualidade ambiental que reconhecidamente caraterizam os Açores e, estes aspetos não são de somenos importância
Ainda se pode aduzir um outro argumento para defender a criação desta nova Secretaria Regional, argumento já referido, mas ainda não especificado, ou seja, duas destas áreas da governação, a Energia e o Turismo, migraram de uma mega Secretaria que a custo foi mantida pelo anterior executivo regional. Vítor Fraga deve ter ficado agradecido por lhe terem aliviado tanta e tão diversa responsabilidade. Mas tendo em conta que o maior grupo económico regional, num caso ou outro é monopolista, tem fortes interesses nestas áreas (acionista da EDA, negócio dos resíduos, hotelaria) a Secretaria Regional da Energia, Ambiente e Turismo parece ter sido desenhada para se assumir como interlocutor privilegiado com o aludido grupo económico. As análises à priori têm sempre algo de especulativo e, como tal esta ligação que estabeleci não passa de uma preocupação minha. Preocupação com outros agentes económicos de pequena e média dimensão, apenas isso, ou talvez não. O tempo o dirá.
Quem continua a suportar um peso incomensurável de responsabilidade e, obviamente de poder, é a Vice-presidência. Sei que o titular tem arcaboiço para tamanhas e díspares obrigações e competências governamentais, mas julgo que era tempo de criar um novo departamento do governo que aliviasse as responsabilidades a Sérgio Ávila. Ficaria bem a este e a qualquer outro governo a existência de uma pasta para Administração Pública e Finanças, acumulável com a Vice-presidência, e, uma outra para a Economia, Emprego e Competitividade.
Ponta Delgada, 20 de Novembro de 2016

Aníbal C. Pires, In Jornal Diário e Azores Digital, 21 de Novembro de 2016

domingo, 20 de novembro de 2016

... grande ou pequeno

Aníbal C. Pires (Cairo, 2006) by Amélia Pires








Fragmento de texto a publicar amanhã na imprensa regional.









(...) O PS não foi tão longe quanto devia. Digo eu, mesmo tendo consciência que esta não é uma opinião que recolha grandes apoios. Nem apoio popular e muito menos a cumplicidade e amparo dos analistas e politólogos regionais encartados ou, de ocasião. A generalidade os opinadores regionais defendem, talvez porque seja popular, digo, populista, que os Governos devem ser de dimensão reduzida e tratando-se de deputados, Bem tratando-se de deputados, quantos menos melhor que esses só dão despesa. Opiniões que fazem escola e recolhem, estas sim, amplos apoios populares, mas que mais não servem do que para minar o sistema democrático e, não têm fundamento. A alternativa ao sistema democrático e autonómico terá, seguramente, custos muito mais elevados. (...)