terça-feira, 31 de agosto de 2010

Pedaços de mim


Disse o poeta:
“Tudo vale a pena quando a alma não é pequena”.

Gosto, deste e doutros pensamentos,
Como poderia não gostar da ideia que Pessoa tão bem condensou e me assenta como uma luva… na alma.
Gosto não porque tudo valha a pena mas porque a minha alma é grande.
O ego dos idealistas é desmedido,
Eu sou um idealista, Ou era,
Já não sonho como sonhava
Já não gosto como gostava
Enfim: A minha alma não é assim tão sublime como julgara e... talvez, nem tudo valha a pena.

O meu ser definhou,
Faltam pedaços que o tempo de mim apartou
Pedaços que os lugares e a existência transmutaram
Estranhos pedaços de mim!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Cravo de Abril

Hoje adicionei um novo blogue à minha lista de referência. "Outras viagens... outros olhares" conta, a partir de hoje, com o Cravo de Abril 

Segundo o autor: "A essência e objectivo do CRAVO DE ABRIL é dar uma opinião vinculada aos ideais da liberdade, da justiça e da fraternidade, com clareza, sem deixar espaço a ambiguidades e tomando Partido."

sábado, 28 de agosto de 2010

Não se passa nada

Li hoje um texto numa revista de referência, seja lá isso o que for, que o Verão tinha passado sem que nada se passasse, a não ser claro os terríveis incêndios que costumeiramente assolam o Verão continental, imagino a dificuldade que as televisões e os jornais teriam para abrir e fechar as suas edições informativas não fossem os cenários dantescos, a incapacidade e insuficiências, repetidos ano após ano, dos meios operacionais no terreno em debelar as chamas a crepitar cada vez mais próximo das habitações. Sobre os incêndios florestais muito haveria para dizer para além do que habitualmente ouvimos mas, para quê falar de política florestal, de prevenção, de uso e ordenamento do território, de desertificação do interior, de coesão territorial, etc. etc., se isso nada tem a ver com o défice, nem com a crise, nem com o Pacto de Estabilidade e Crescimento, nem com competitividade da economia nacional, aliás os incêndios florestais estão globalizados nem a grande Rússia escapou. As alterações climáticas, o aquecimento global e os incendiários: negligentes e patológicos; constituem-se como razões mais do que suficientes para justificar tanto e tanto incêndio, para quê vir com politiquices como se os governos fossem responsáveis por mais este tormento e, quanto à incapacidade e insuficiências dos meios… Bem, só são incapazes e insuficientes devido à dimensão e proliferação dos incêndios e este problema, como é bom de ver, está em vias de resolução, é uma questão de tempo, daqui a alguns anos difícil será haver incêndios florestais devido à escassez de matas nacionais, entretanto consumidas ano após ano, o que pode originar uma crise no sector da comunicação social por, então sim, o Verão passar sem que nada se passe digno de abrir os telejornais e de fazer as manchetes de primeira página, a não ser o vazio informativo. Sim porque o que não passa nos jornais e na televisão é como se não tivesse acontecido, mesmo tendo ocorrido, como ocorreram, outros flagelos, mas também, outros eventos menos tormentosos, talvez por isso menos mediáticos, uns porque só interessa deles ter consciência em data posterior, para não estragar as férias aos portugueses, os segundos porque os editores, essas eminências pardas, não são do interesse público. Eu diria que não são do interesse do dono, seja ele o estado, seja a corporação mediática a que servem. Valha-nos a internet e tudo o que ela proporcionou em termos de liberdade de expressão e circulação de informação.
Será que o Verão passou mesmo sem que nada se passasse de interesse para os portugueses? Sabem que estou com alguma dificuldade em encontrar alguma coisa digna de registo, afinal o tal senhor é capaz de ter razão.
Vejamos o Presidente da República interrompeu as férias para ir ver os incêndios, o mesmo fez o Primeiro-ministro e ambos gostaram do que viram, constataram que a eficácia no combate aos incêndios melhorou. E eu constato que estou novamente a falar de incêndios. Os dados do Instituto Nacional de Estatística sobre o emprego revelam que o desemprego em Portugal, segundo trimestre de 2010, é de 10,6%, cerca de 600 mil cidadãos que estão privados de um direito básico, e também li que o salário médio, em Portugal, é de 777 euros e, que o Ministro da Defesa anunciou que iria enviar “espiões”para o Afeganistão e para o Líbano, assisti à entrega provisória do primeiro de dois submarinos que farão a glória da armada portuguesa e soube que os quatro maiores bancos privados portugueses, BES, BCP, BPI e Santander Totta, no primeiro semestre de 2010, tiveram lucros de 4,7 milhões de euros por dia, sim por dia, não é engano, é por dia.
Outros acontecimentos mereceram ser notícia mas o seu impacto só será conhecido mais tarde, lá para Outubro quando se discutir o Orçamento Geral do Estado e, sentido quando se fizerem as declarações anuais do IRS em 2011, a crise também foi notícia e essa há muito tempo sentimos embora teimem em nos dizer que são “dores” passageiras e evitem falar delas, os editores e os governos.
Aníbal C. Pires, In A UNIÃO, 27 de Agosto de 2010, Angra do Heroísmo

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Produção e fruição cultural (*)

Nunca, como nos tempos que correm, se publicou e escreveu tanto em Portugal. A parafrenália de títulos de autores nacionais nos escaparates das livrarias é sintoma de uma grande dinâmica editorial a que corresponderá, decerto, uma produção literária que, em minha opinião, só possível pela vivência livre e democrática do país e pela geração que cresceu e amadureceu com a Revolução de Abril.
Num tempo marcado pela imagem, pelos vídeo jogos e pela “Internet”, ou seja, num tempo altamente competitivo para a leitura, com tantos títulos e edições e considerando os aspectos comerciais da coisa, o número de leitores (consumidores) deve ter aumentado na devida proporção. E isso só pode ser bom!
Bom porque se aumentou o número de consumidores destes bens culturais, taxados como se de artigos de luxo se tratassem, e sendo assim é porque o gosto pela leitura e a elevação do nível cultural dos portugueses está a convergir com a média europeia. Isto da convergência cultural é tão, ou mais, importante do que a convergência económica e social de que tanto se fala.
Mas será de facto assim?
Existem outros indicadores que apontam em sentido contrário e, não me refiro à aquisição/venda de livros, aliás dados que desconheço, mas sim ao nível cultural médio dos cidadãos portugueses que, neste caso os dados são públicos (os outros possivelmente também), continua bem abaixo da média europeia e a educação e a formação (que inevitavelmente conduzem a práticas e à fruição culturais) continuam a não fazer parte da praxis cultural de quem nos tem governado.
Não tenho, obviamente, resposta para este paradoxo se é que chega a ser um paradoxo. Possivelmente não passa de uma interpretação formada erroneamente quando me dou conta da vastidão editorial, nacional e estrangeira, nas minhas regulares visitas às livrarias e contraponho, esse facto, com o meu dia-a-dia na escola, na rua, no café, na praia, na estrada, nas organizações, enfim no quotidiano português e constato que a essa vasta e diversificada produção e edição literária não corresponde uma visível e desejada mudança cultural.
Mais uma vez a afirmação produzida não tem sustentabilidade estatística, nem o rigor de um estudo é, apenas, uma impressão formada pela observação que, como qualquer outro olhar, dependendo da tomada de vista pode levar a outras imagens.
Esta, a que hoje aqui expresso, é apenas a minha impressão sobre a produção e a fruição cultural e os efeitos visíveis, ao meu olhar, que tem sobre o comportamento quotidiano dos cidadãos portugueses.

(*) O texto que hoje publico, foi escrito a 17 de Agosto de 2006. Dado, porém, que as impressões que naquele dia registei não se alteraram substancialmente, retirei-o do baú, sacudi-lhe a poeira do tempo e aqui o deixo.
Aníbal C. Pires, In Diário Insular, 25 de Agosto de 2010, Angra do Heroísmo

domingo, 22 de agosto de 2010

A autora

Ontem publiquei no Facebook um álbum de fotografias intitulado "Passeios  Ciência Viva" ao qual podem aceder aqui.
A autora foi referenciada no álbum mas não se deu a conhecer, não gosta, lá tem as suas razões. Com a cumplicidade da minha sobrinha, Bárbara Sanches da Gama, que também fez o passeio temos aqui uma foto da caminheira.


Madalena Pires. Companheira, amiga, esposa, mãe, amante de uma vida.

Esta noite com Bethânia

Esta noite, que já vai longa fui vasculhar no meu desorganizado arquivo de fotografias da era pré-digital, um outro, o dos diapositivos ficará para outra ocasião, esse está ordenado necessita de uma limpeza e tal como o primeiro precisa que lhe dedique tempo para digitalizar alguns milhares, vontade há e tempo haverá.

Agora mergulhei na música popular brasileira com Simone, Chico Buarque e Maria Bethânia de entre outros.



Partilho convosco “Teresinha”, numa interpretação de Maria Bethânia com votos de um bom Domingo.

sábado, 21 de agosto de 2010

Voo SP 129(*)

A condição de ilhéu obriga a viajar de avião com alguma frequência e, a cada viagem, mesmo para os mais rotinados, há novos e velhos motivos que contribuem para que a de hoje seja diferente de todas as outras.
A tarifa que se mantém inalterável mas a taxa que aumentou, a simpatia ou nem por isso da tripulação, as condições climatéricas que nos fazem prever se a aproximação e aterragem se farão sem grandes sobressaltos, os serviços em terra e no ar que deviam melhorar ao ritmo dos aumentos da taxas mas cuja proporcionalidade é inversa, enfim um sem número de pequeninas coisas que fazem com que cada viagem de avião seja uma autêntica caixinha de surpresas.
Tudo isto vem a propósito do voo SP 129 Lisboa/Ponta Delgada do dia 25 de Junho e de uma passageira que ao entrar na sala de embarque concentrou a atenção da população masculina que não mais “descolou” os olhares da generosidade das formas de mulher que a roupa da estação quente acentuava, depois, Bem depois tudo ficava por conta do imaginário de cada um.
Algumas das mulheres presentes sorriam com o ar “embasbacado” dos homens que se posicionaram para melhor usufruírem da visão proporcionada por um generoso decote e do ângulo formado pelo contraste do bronzeado das pernas cruzadas com o branco da saia curta e rodada. Outras revelavam na expressão facial e corporal algum incómodo pelos pensamentos e sentimentos, quiçá, menos dignos que lhes fervilhavam no espírito.
O certo é que ninguém, mulheres e homens ficou indiferente e, a passageira tinha consciência disso e exerceu o seu fascínio sobre a generalidade dos presentes que se deixaram, sem esboçar qualquer resistência, dominar por aquela presença que não sendo de uma mulher jovem, ou talvez por isso, despertou nas almas presentes os mais diversos sentimentos e condutas.
O voo SP 129 de Lisboa para Ponta Delgada atrasou cerca de meia hora não porque o comandante tenha ficado na sala de embarque a fumar demoradamente um cigarro desfrutando daquela visão, como um comum viajante de ocasião, mas pela chegada tardia do equipamento de voo, coisa que bastas vezes ouvimos quando se verificam atrasos nas viagens aéreas.
O tempo em rota e no destino estava bom, a refeição de bordo é o que sabemos e, o serviço de vendas aconteceu com normalidade e sem muita procura porque os tempos são de crise, mesmo sem cobrança de taxas a bordo.
As salas de embarque e as viagens de avião estão vulgarizadas e padronizadas. O romantismo e o espírito de aventura que envolvia o acto de viajar foram-se perdendo mas, apesar de tudo, subsiste alguma magia à volta de cada viagem e não faltam, invariavelmente, motivos que tornam cada uma diferente da outra, mesmo que na sala de embarque não haja ninguém que possa fazer disparar as hormonas masculinas e abrir sorrisos femininos conscientes do domínio que exercem sobre o “forte” sexo masculino.
Ponta Delgada, 14 de Julho de 2005

(*) Um texto do Verão de 2005. Foi publicado no AO em Julho de 2005 e por essa data ainda não tinha nascido o "momentos".

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Os Artistas da Festa - US&THEM

A Festa do Avante! terá este ano, o prazer de saborear Rock ‘n’ Roll ao som de uma das bandas mais entusiasmantes e energéticas do norte. Com o seu primeiro EP lançado no início de 2010, “Highway 19” mostra o trabalho dos US&THEM com bastantes influências nos tempos áureos do rock.


O sítio da Festa dispõe de todas as informações sobre os espectáculos, as exposições, o teatro, o desporto, a ciência, os debates, a feira do livro e do disco, etc. etc.
O "momentos" termina hoje o desfile dos Artistas da FESTA. Muitos artistas passarão pelos palcos da Festa do Avante. A época de migração para a Quinta da Atalaia aproxima-se.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Coisas da moderna gestão


A companhia aérea nacional (TAP) assim como outras empresas de capital público constam de uma lista de intenções de privatização do governo de José Sócrates, apoiado por Passos Coelho, seu par no tango das medidas de austeridade que, ao contrário de tudo o que seria aconselhável estes dois “iluminados” impuseram aos portugueses e a Portugal em nome de uma União Europeia cada vez mais longe dos cidadãos e dos povos e cada vez mais dependente da vontade da chancelaria alemã.
Segundo os especialistas a TAP necessita urgentemente de se recapitalizar embora tenha tido um desempenho positivo na actual conjuntura de crise. Como as regras de Bruxelas não permitem a intervenção do Estado – único accionista – na sua recapitalização, então a alternativa é a sua urgente privatização.
Bem! Não sou especialista mas, argumentos destes não me convencem, desde logo não percebo porque é que a Comissão Europeia não autoriza que um accionista não possa refinanciar a sua própria empresa e depois não me parece que um privado esteja disposto a adquirir uma empresa apenas para a recapitalizar, aliás os investidores estão mais interessados em comprar títulos da dívida pública de alguns países como Portugal, Grécia, Irlanda, Itália e Espanha, altamente rentáveis, do que propriamente “esbanjarem” o seu capital em empresas públicas supostamente em dificuldades financeiras.
A privatização da TAP consta, como já referi, das medidas constantes do PEC, e, visa contribuir para o equilíbrio das contas públicas, ora aqui está um outro argumento fora da minha compreensão uma vez que, segundo a União Europeia, a empresa não pode ser recapitalizada pelo seu único accionista, o Estado Português, Adiante que se faz tarde e ainda não cheguei ao âmago da questão, coisa de somenos importância, é certo, mas não deixa de ser estranho pelo menos para mim pobre ignorante, daí talvez não o seja tanto assim, e se não é o cerne é, certamente, um alburno de entre outros que por aí há muitos que se assemelham a marginalidades mas, vá-se lá ver e, no fim, afinal é o cerne da estratégia.
Dei conta que, agora sim vamos à essência, alguns voos da TAP que ligam estas ínsulas ao continente não têm servido refeições a bordo, se é que refeição se pode intitular o conteúdo da caixa descartável colocada sobre a mesa de apoio ao viajante. Indaguei e tentei perceber, à luz dos novos conceitos de gestão, o que ficaria mais em conta à companhia aérea nacional, se um voucher para um snack no bar do aeroporto, se o conteúdo da tal caixinha descartável, É bom de ver que a segunda é mais barata do que a primeira, a esta conclusão cheguei sem grande esforço fazer, mas logo me chamaram a atenção, isso é aritmética não é gestão. E então? Perguntei eu assarapantado, bem sei que não sou um especialista mas contas são contas e até os especialistas têm de as fazer. Falta uma variável, Uma variável!? Que variável!? O trabalho, Sim o trabalho, sabes as tripulações de cabine por vezes são reduzidas ao mínimo e não há condições para realizar o serviço de refeições ligeiras.
A TAP mas também a SATA não têm admitido tripulantes de cabine, ao que julgo esta medida está directamente relacionada com diminuição dos custos do trabalho, o efeito mais visível desta política empresarial é: por vezes não há refeições ligeiras a bordo; para já só na TAP até que a moda se generalize. Outros efeitos, quiçá, menos visíveis se podem manifestar, a qualidade e a segurança do serviço prestado a bordo está em causa, a qualidade do serviço tem vindo a diminuir, já estamos habituados, onde vai o tempo das refeições quentes e dos jornais, isto sem que o custo final das viagens tenha acompanhado este adelgaçar da marca a que, quer a TAP, quer a SATA, faziam gala, agora a segurança não, nos transportes aéreos não se pode descurar a segurança, os passageiros da TAP e da SATA não quererão, por certo, a perder a confiança que até ao presente tem estado garantida pelo cumprimento, para além dos mínimos exigidos, das regras de segurança.
Outro dos efeitos da redução dos postos de trabalho, por via da não substituição dos trabalhadores e pelo aumento da operação, é o cancelamento de voos. Se isto é gestão então prefiro a aritmética.
Aníbal C. Pires, In Diário Insular, 18 de Agosto de 2010, Angra do Heroísmo

Os Artistas da Festa - Os Tornados

Os Tornados, uma das mais singulares e desconcertantes bandas a surgirem no mais recente panorama nacional, nasceram em 2004 como Contrabando, para mais tarde se transformarem em Conjunto Contrabando ao mesmo tempo que definiam e consolidavam o som que os torna únicos agora que, definitivamente, se assumem como Os Tornados e actualizam “o rock’n’roll e surf da lendária década de 60 com brilho e o romantismo da música portuguesa de outros tempos” e tocam uma música contagiante e altamente dançável.



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terça-feira, 17 de agosto de 2010

Silêncios


Que vento é esse
Sopra do mar ou da terra
Brisa suave afagando o rosto
Tempestuosa borrasca fustigando o corpo
Rogas pelo abrigo do meu abraço
Pelo conforto do meu peito
Que vento é esse que te sufoca
Que vento é esse que te emudece
Vem aos meus braços,
Acoita-te no calor do meu corpo
Guardo o silêncio que de ti transborda
Bebo as tuas lágrimas,
Descansa em mim

Ponta Delgada, 17 de Agosto de 2010

Os Artistas da Festa - Tim e Companheiros de Aventura

No seu novo espectáculo Tim apresenta para além de originais belíssimas canções de outros compositores compostas e partilhadas pelos seus companheiros de Aventura.



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memórias

Nasceu um novo blogue.
Memórias - assim com uma espécie de baú

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Os Artistas da FESTA - The Flawed Cowboys

The Flawed Cowboys - Vieram da Austrália e da Irlanda. Tocam tudo o que faz da música irlandesa, galesa, norte-americana um padrão da qualidade e da sensibilidade dos instrumentos acústicos, do banjo à harmónica, do contra-baixo ao dobro. Mick Daly, Frankie Lane, Chad Dughi e Damian Evans também cantam, com aquela harmonia vocal que não se sabe se nasce dos instrumentos ou são eles que dela nascem. E que se ouve na Irlanda, nos Apalaches – na Festa.


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domingo, 15 de agosto de 2010

Viajar é preciso

O prometido é devido.
O texto a que me referi no post anterior fica aqui publicado.

A viagem da procura, da descoberta, da aprendizagem, da consolidação de saberes e do conhecimento, do diálogo e interacção com outros povos e culturas tem vindo a ser subestimada, como parte integrante e complementar da formação pessoal e social.

Mas, viajar continua a ser uma fonte e um recurso de aprendizagens insubstituível. Dir-me-ão que, para viajar basta aceder à rede de informação e comunicação global (Internet) e temos o Mundo ali. Assim é, mas só parcialmente pois a percepção e as sensações só se adquirem utilizando todos os sentidos. Ora, isto só é possível abandonando o teclado e o monitor (impessoais) e partir à aventura da viagem para lá da linha do horizonte confinada pela janela da “net”, da família, do quintal, do bairro, da escola …
De momento estou a terminar uma viagem com um grupo de alunos, crianças ainda. Viagem há muito iniciada e com um percurso recheado de momentos de aprendizagem onde a valorização da cooperação, da criatividade, do espírito de iniciativa, da autonomia e da responsabilidade individual e colectiva foram mote.
A viagem culmina no final do ano escolar e do ciclo de ensino e para lá da linha de horizonte de cada um destes jovens aprendizes de viajante.
Jovens aprendizes de viajante que me coube acompanhar nesta viagem para lá do saber escolástico redutor e uniformizador do pensamento e do comportamento humano.
A visão unilateral, construída a espreitar às janelas confinadas por um horizonte desenhado por outros, será progressivamente substituída por representações pessoais e críticas construídas e fundadas nas suas próprias experiências, sensações, percepções e aquisição de saberes.
A viagem, das aprendizagens partilhadas e dos saberes, ao longo de um ano escolar é uma experiência gratificante e que enriquece todos quantos se dispõem a encetar percorrer os caminhos da cultura, da ciência e, sobretudo, da tolerância, da solidariedade, da diversidade e das interacções culturais.
Viajar pela cultura, viajar pelo conhecimento, viajar pela diversidade cultural é, viajar pela emancipação e liberdade que individualiza e liberta do domínio da uniformização do pensamento, do comportamento e da visão unilateral que distorce a história.
Porto Santo, 22 de Junho de 2007
Aníbal C. Pires, In Açoriano Oriental, 25 de Junho de 2007

As fotos fazem mostram dois aspectos de uma das actividades do projecto educativo do 6.º 8. A ida ao museu Carlos Machado e o seu retorno através de uma exposição de trabalhos recriados sobre as obras de arte contemporânea que foram ver. A segunda foto foi feita sobre um trabalho realizado pela turma e que faz parte da exposição de trabalhos que foi a público, em Dezembro de 2006, no Museu Carlos Machado.

Percursos de aprendizagem

Em 2006 durante um projecto educativo que durou dois anos escrevi o texto que podem encontrar aqui para constar de um folheto de divulgação de uma exposição dos alunos do 6.º 8 da EBI Canto da Maia.
Durante a viagem que culminou o projecto escrevi um texto, para o Açoriano Oriental, que não está publicado no "momentos" pois à altura ainda não tinha aderido à blogosfera mas que vou disponibilizar ainda hoje.


Passaram 3 anos sobre esta viagem. Esta actividade foi uma das últimas boas recordações que tenho da Escola, não pela viagem em si mesmo mas por tudo quanto foi feito para que ela fosse possível.
A Graça, a Madalena e as raparigas e rapazes do 6.º 8 da EBI Canto da Maia merecem esta pequena prenda que hoje torno pública.

sábado, 14 de agosto de 2010

Medos e dúvidas


Quando me sento para escrever sem que tenha já algumas anotações ou, pelo menos um tema sobre o qual possua já alguma reflexão esta folha, branca e vazia aterroriza-me. Sempre foi assim, mesmo quando as folhas tinham linhas ou quadrículas e a professora primária exigia, para o dia seguinte uma redacção sobre um tema à escolha, com pelo menos 10 linhas. O imaginário infantil é fértil e escrever 10 linhas não seria uma tarefa difícil mas aquela obrigação afigurava-se como uma tortura pois, nem sempre aquilo que escrevia merecia aprovação, ora por não ter respeitado as regras da arte de bem escrever a língua materna, ora porque o conteúdo não era o mais apropriado mas, o maior suplício advinha principalmente do imenso tempo que era subtraído à tarde de brincadeira que me esperava. O berlinde, o pião, o arco, as escondidas, o prego, uma escapadela até à ribeira dependendo da época do ano, Sim porque havia brincadeiras apropriadas a cada estação e, mormente, dispúnhamos de tempo para brincar livremente sem a omnipresença de um adulto castrador.
Por vezes preocupa-me que na organização da vida das nossas crianças não esteja contemplado algum tempo para que possam brincar, fora do monitor do computador, da consola dos jogos de vídeo, do telemóvel, da televisão, únicos momentos em que, porventura estão a desenvolver uma actividade lúdica sem o controle de um adulto responsável. Na verdade todo o tempo das nossas crianças é planificado em actividades organizadas e controladas por adultos que tudo decidem e resolvem, tenho dúvidas, muitas dúvidas que isso seja bom para o desenvolvimento e formação integral das crianças. As dúvidas são mesmo minhas e comigo ficam pois quem administra a educação na Região e no País parece que não as tem, uma vez que a grande preocupação tem sido garantir que as crianças e os jovens nunca estejam sozinhas, ainda que sem nenhum objectivo de ordem didáctico ou pedagógico.
Que bons que eram os tempos em que se aprendia e se brincava aprendendo o que só se pode aprender brincando. Hoje deu-me para a nostalgia. Isto passa-me, com o fim de Agosto voltarei ao presente, com os olhos no futuro.
Ainda tenho terror da folha branca e vazia, já não se relaciona com o tempo gasto a enchê-la de caracteres, a utilização do tempo nesta actividade tornou-se prazerosa, o terror agora advém, sobretudo da forma e do conteúdo considerando sempre que os textos já não são simples redacções construídas para ir de encontro aos desejos da professora mas se dirigem a um público heterogéneo e mais exigente do que quem me iniciou na escrita. Um público ao qual procuro dar espaço e tempo de reflexão, nem sempre o consigo, tenho consciência que às vezes não deixo seara por ceifar mas, garanto aos leitores que tenho sempre presente que o mais importante é questionar e deixar lugar para a reflexão individual do que veicular ideias feitas.
Aníbal C. Pires, In A União, 13 de Agosto de 2010, Angra do Heroísmo

Os Artistas da FESTA - Sebastião Antunes e Quadrilha

A Quadrilha liderada por Sebastião Antunes com 6 Cds gravados vai apresentar na Festa do Avante! apresenta um concerto que viaje desde o seu 1º Cd até ao disco gravado ao vivo “deixa que aconteça” passando pela reinterpretação do Cd acústico “Cá d´entro” primeiro a solo.


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Fidel Castro - 84 anos

Dos atentados perdeu-se o conto.
Com mais de 80 anos conseguiu vencer a morte anunciada pelos abutres das corporações mediáticas, vencendo uma batalha contra um grave enfermidade.
Aos 84, que completou ontem, demonstra que está tão lúcido como quando iniciou o combate na Sierra Maestra e que levaria ao derrube de Fulgêncio Baptista e ao início da Revolução Cubana.
O “momentos” cumprimenta Fidel Castro Ruz pela passagem do seu octogésimo quarto aniversário e lembra um dos seus últimos escritos em que se dirige a Barack Obama e que podem ler aqui.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Os Artistas da FESTA - Roberto Pla

Roberto Pla - o «Rei dos Tímbalos» - lidera um explosivo grupo de músicos All Stars. Composto por seis percussionistas e seis instrumentistas dedicados aos metais, entre outros, esta verdadeira Big Band executa um repertório, em que a colisão dos ritmos do Brasil, Colômbia, Cuba e Porto Rico, apela a autênticas folias de dança.


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Os Artistas da FESTA - Ricardo Pinheiro Sexteto

Neste concerto, que conta com a participação de Mário Laginha, João Paulo Esteves da Silva, entre outros, o Sexteto de Ricardo Pinheiro irá apresentar ao vivo o disco "Open Letter" recentemente editado pela editora Fresh Sound Records. Composto por música e arranjos da autoria do guitarrista, este trabalho combina todo um conjunto de influências que culminam numa sonoridade distinta e profunda e que se funde na perfeição com a personalidade dos músicos envolvidos.


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Os Artistas da FESTA - PESTE & SIDA

Os PESTE & SIDA, estão mesmo de volta e mostram que em Portugal há bandas que podem ser comparadas, às grandes referências do punk rock internacional.
O Joe Strummer ia gostar deste disco e Luís de Camões também.


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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Os Artistas da FESTA - Os Dias da Raiva

"Os DIAS DE RAIVA” são Carlão, Fred, Nuno Espírito Santo, Paulo Franco, João Guincho, músicos que fizeram e continuam a fazer parte de uma série de bandas e projectos com destacada relevância em Portugal de há mais de uma década para cá : desde os Braindead aos Da Weasel, passando pelos Oioai, os Dapunksportif ou os Orelha Negra.


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Os Artistas da FESTA - Orquestra de Jazz de Matosinhos

Guitarrista Kurt Rosenwinkel em Portugal para tocar com Orquestra Jazz de Matosinhos na Festa do Avante!
O guitarrista norte-americano Kurt Rosenwinkel é o solista convidado da Orquestra Jazz de Matosinhos (OJM) no concerto programado para o próximo dia 4 de Setembro, no Palco 1º de Maio da Festa do Avante. Rosenwinkel é tido como um seguidor de músicos como Pat Metheny ou John Scofield, mas, com cerca de 40 anos de idade, conseguiu já impor a sua linguagem própria, devedora, segundo alguns, de grandes nomes do jazz como Lennie Tristano.



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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

O significado dos números

Em notícia veiculada por um órgão de comunicação social regional o qual citando o IEFP, ficámos a saber que em Junho, nos Açores o número de desempregados masculinos registou, pela primeira vez, um valor superior aos desempregados do género feminino.
Quando li o título da notícia pensei cá para com os meus botões: É natural a crise afectou profundamente a construção civil onde as profissões são predominantemente masculinas logo, é natural que a realidade seja essa.
Ao ler o corpo da notícia percebi que o Director Regional que tutela a área do emprego reconhecendo na crise uma das causas para este inédito cenário atribuía, no entanto, às políticas do governo, mormente ao programa de substituição temporária de mulheres em licença de maternidade e à formação profissional de desempregadas, a grande responsabilidade por esta excepcional situação, uma vez que a norma é a de que o desemprego feminino seja superior ao desemprego masculino.
Oh Dr. Rui Bettencourt valham-nos todos os Santos então o senhor considera emprego as substituições temporárias e a formação profissional!? E já agora senhor Director Regional será que o número do desemprego feminino é somente o que foi referenciado nos dados do IEFP? O senhor acredita mesmo nisso!? Então e as centenas e centenas de mulheres que não estão inscritas nos Centros de Emprego?
Por outro lado se os programas de formação profissional para desempregadas têm tanto sucesso seria bom avaliar porque não acontece o mesmo nos programas para desempregados.
No primeiro semestre de 2010 verificou-se, relativamente ao período homólogo, uma quebra no número de dormidas nos hotéis, apartamentos, turísticos, pousadas, pensões e estalagens da Região. Esta quebra fica a dever-se à redução da procura do destino Açores por cidadãos estrangeiros, 14,9%, e a quebra só não foi mais acentuada porque os nacionais contribuíram com mais 6,1% de dormidas. É caso para perguntar se vale a pena continuar a desperdiçar milhões e milhões de euros em acções promocionais no estrangeiro ao invés de direccionar o investimento para a concretização de políticas de transporte aéreo e marítimo de passageiros que, não só reduza o custo final da viagem, mas também diversifique e complemente a oferta turística com claros benefícios para quem nos visita mas e para os operadores locais.
Os dados divulgados pelo SREA mostram que as maiores quebras se verificaram em S. Jorge, 14,6%, S. Miguel, 8,7% e Terceira, 6,8%. O caso de S. Jorge, visto que todas as ilhas com as mesmas características aumentaram o número de dormidas, deveria ser objecto de estudo e, não andarei muito longe da verdade se adiantar que esta diminuição se fica a dever às acessibilidades.
Curioso, de facto, é verificar que as ilhas, com esta excepção que constitui S. Jorge, de Santa Maria, Graciosa, Pico, Faial e Flores normalmente apresentadas como “apêndices” no destino Açores estejam a ganhar relevância no sector do turismo.
E se o responsável político pelo sector e os operadores turísticos souberem e quiserem interpretar os números então talvez esteja na altura de avaliar o modelo de turismo que queremos para o sector e deixarmo-nos, de uma vez por todas, de projectos megalómanos que nos vão transformando num não lugar e salpicando as nossa cidades e ilhas de elefantes laranja e rosa.
Aníbal C. Pires, In Diário Insular, 11 de Agosto de 2010, Angra do Heroísmo

Os Artistas da FESTA - MUXIMA

Janita, Filipa Pais, Ritinha Lobo, Yami.
Muxima é o nome que dá vida ao álbum de homenagem ao Duo Ouro Negro e que assinala os 50 anos do seu início, um dos projectos musicais mais carismáticos da década de 60 em Portugal.


 
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Os Artistas da FESTA - Monte Lunai

Os Monte Lunai são um grupo de sonoridade ímpar tocando músicas do mundo de inspiração tradicional. Os Monte Lunai vivem para o palco e para o baile e são artistas da Festa.



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terça-feira, 10 de agosto de 2010

Os Artistas da FESTA - Mário Laginha

A sua "casa" é o jazz, mas recusa encerrar-se lá dentro. Na sua música podemos encontrar um pouco de quase tudo, porque não fecha as portas a quase nada. Mário Laginha procura em vários lugares a matéria com que constrói o seu próprio universo musical.

Para Mário Laginha, fazer música é também um acto de partilha. E tem-no feito com personalidades musicais fortes: Maria João, Bernardo Sassetti e Pedro Burmester. Nos três duos é evidente a sua criatividade, uma grande solidez rítmica, uma enorme riqueza harmónica e melódica.

Os Artistas do FESTA - Luisa Basto

Luísa Basto celebra "40 anos a cantar o Povo e a Liberdade". E é uma das artistas da Festa.



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Os Artistas da FESTA - La Rumbé

LA RUMBÉ nasce do underground barcelonês durante o ano de 2003. É um grupo poeticamente
transgressor...
São os artistas da Festa a desfilar no "momentos" numa antecipação do que vão ser 3 dias memoráveis na Quinta da Atalaia.


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segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Os Artistas da FESTA - Expensive Soul

Desfile de artistas da Festa.
Passaram-se quatro anos desde “Alma Cara” e o amadurecimento estético é notório no 3º disco dos Expensive Soul.



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domingo, 8 de agosto de 2010

Um olhar talvez... diferente

As crianças e os jovens são iletrados, analfabetos… no meu tempo é que era, hoje os professores enfim… são aquilo que se sabe ou, o que se faz constar, os pais e encarregados de educação transferiram competências para a escola e para os docentes que só eles podem exercer. E por aí fora como se reinasse o caos e a educação e o ensino fossem uma inutilidade, aliás com algumas reformas introduzidas e com as intenções anunciadas pelos responsáveis da educação no País e na Região a Escola enquanto espaço físico pode estar em vias de extinção, até porque é caro manter edifícios, pagar a auxiliares, administrativos, educadores e professores e nada como a modernidade do retorno ao ensino mediatizado desta vez utilizando as plataformas de comunicação que a internet disponibiliza.
Mais ou menos elaborado o discurso do falhanço da escola pública para todos vai estando na boca do cidadão comum mas também nos lábios de cidadãos que têm responsabilidades políticas e académicas e, se aos primeiros se poderá conceder alguma complacência, para os segundos não há indulgência que lhes valha até porque o seu discurso não é, de todo inocente e traz associado interesses que visam em última instância a paridade no financiamento do ensino privado e do ensino público em nome de um argumento falacioso que tem como ideia base a liberdade de opção pela escola que se pretende que os filhos e educandos frequentem mas que o Estado pague, esta é a condição sine qua non. Claro que tudo isto é perverso e mais não é do que transformar a educação e o ensino num negócio chorudo. Esta estratégia é transversal aos diferentes ciclos de ensino e no caso particular do ensino superior o Processo de Bolonha, tão bem aceite pela generalidade da academia, dos estudantes e das famílias, é um caso paradigmático.
Financiamento público para a construção das infraestruturas, contratação de professores e educadores em princípio de carreira, com as conhecidas renumerações salariais de miséria e, ainda o correspondente apoio social escolar para suportar as elevadas mensalidades – a tender para o vale de ensino -, tudo isto a par do encerramento de escolas públicas e o desinvestimento conhecido no sistema educativo público e da campanha de desacreditação a que nos últimos anos foi sujeita.
Regressando à avaliação que comummente se faz do Sistema Educativo em Portugal importa dizer que as afirmações que vão sendo feitas correspondem a uma parte da realidade, digamos que são as considerações que tendencialmente utilizamos para avaliar as pessoas, as organizações e as instituições. É mais fácil e cómodo ver os aspectos negativos, fica bem dizer mal de tudo ainda que de uma forma acrítica e pouco construtiva. Sou professor e cedo aprendi que o acto de avaliar só faz sentido se for para introduzir alterações nos percursos individuais quer do acto de ensinar, quer do acto de aprender e, depressa adjudiquei uma prática de valorização e descoberta daquilo que é positivo em cada um de nós promovendo assim a auto estima e indo ao encontro das sabedorias extra escolares para então organizar o processo de ensino aprendizagem que não tem de ser, necessariamente, uma mera sequência de transmissão de conhecimentos com base em manuais, por vezes de qualidade duvidosa, mas sim um percurso de descoberta em função das necessidades que cada momento vão surgindo.
Apesar de concordar que a Escola não está a fornecer as respostas de que eu gostaria não posso, todavia, subscrever o discurso negativo que se vulgarizou, e não subscrevo porque quando olho ao meu redor posso observar muitos, mas mesmo muitos casos de sucesso, aliás nunca percebi muito bem que os estudos científicos na área da educação se focalizem no insucesso escolar e existam tão poucos estudos para o sucesso escolar.
A meados da década de 90 quando exercia funções de gestão administrativa e pedagógica numa escola da Região criei, de entre outras “novidades”, no âmbito do Conselho Pedagógico, uma Comissão de Acompanhamento das Actividades Promotoras do Sucesso Escolar não uma Comissão de Combate ao Insucesso Escolar.
Os casos de sucesso dos nossos jovens vão desde as Ciências, à Literatura, às Artes Plásticas, à Investigação Científica, à Música enfim é só prestar atenção e, mormente, perceber que o número do sucesso dos jovens portugueses aumentou significativamente nas últimas décadas e isto, apesar de todos os ataques que têm sido desferidos à Escola Pública, só pode ser entendido como um sucesso do Sistema Educativo.
Se estou satisfeito? Não, claro que não. Se estou apreensivo? Sim, claro que sim.
Aníbal C. Pires, In A União, 06 de Agosto de 2010, Angra do Heroísmo

Os Artistas da FESTA - EINA

Hoje um pouco mais tarde mas aí estão mais uns artistas da Festa.
Os EINA (ferramenta em catalão) dão lugar ao projecto musical Inadaptats.



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sábado, 7 de agosto de 2010

Os Artistas da Festa - Diabo na Cruz

No  "momentos" continuam a desfilar os artistas da Festa.
Diabo na Cruz uma junção da música popular portuguesa com os ritmos do rock pop.



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Morreu António Dias Lourenço

Falar de António Dias Lourenço é falar da luta do povo e dos trabalhadores portugueses contra o fascismo, é falar de Abril, de lutas e conquistas é falar de coragem e carácter e, sobretudo, de uma grande generosidade.
O comunicado do PCP sobre o falecimento de Dias Lourenço pode ser lido aqui.
O "Tempo das Cerejas", do camarada Vítor Dias, descreve alguns episódios que atestam bem de que fibra era feito o António Dias Lourenço. Vale pena ler.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Os Artistas da FESTA - Deolinda

Os artistas da Festa no "momentos"
Para o serão deste sábado a música dos Deolinda.



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Os Artistas da FESTA - Demian Cabaud Quarteto

Jazz com os artistas da Festa.
Demian Cabaud da Argentina, passando pelos EUA até Portugal onde se fixou e integrou.



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quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Os Artistas da FESTA - Dazkarieh

O desfile dos artistas da Festa continua.
Para este serão o "momentos" propõe uma viagem pela sonoridade reinventada da música popular portuguesa.
Senhoras e senhores os Dazkarieh.



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A poente

Do Corvo trago memórias e momentos únicos como peculiar é aquela comunidade.
Mulheres e Homens que transformam as agruras do isolamento e da insularidade numa subtil sabedoria e num modo de vida muito próprio e que não sou ainda capaz, se é que alguma vez o serei, de partilhar convosco.
Do Corvo fica esta imagem de um entardecer bem lá para Ocidente deste arquipélago de diversidades.

Ir Lá

Escrevo na bela Vila do Corvo onde me encontro para mais uma visita estatutária. Termino aqui um longo périplo de meses que me levou a percorrer este ano, uma vez mais, todas as ilhas dos Açores.
Foram centenas de reuniões com Câmaras, Juntas de Freguesia, associações, agricultores, ambientalistas, pescadores, empresários, sindicatos, serviços do estado e, incontáveis contactos, conversas, queixas, protestos, mas também, felizmente, elogios e incentivos que me motivam a continuar.
A mais rica experiência que tenho colhido no trabalho parlamentar é esta: Ir lá. Conhecer os sítios. Estar nos lugares. Ouvir as pessoas. Falar com elas. Sentir as suas vivências e problemas.
Oiço, vejo e sinto o esquecimento, o abandono, a marca do centralismo economicista que exclui grande parte do arquipélago dos circuitos do progresso e bem-estar. Vejo gente que produz riquezas preciosas apenas para as ver apodrecer no cais à espera de um navio que atrasa ou que não chega, ou no aeroporto à espera de um avião que afinal não tem espaço. Vejo o esbanjamento de tanta da nossa riqueza por falta de um sistema de transportes capaz.
Vejo o potencial produtivo deixado ao abandono, o desenvolvimento paralisado pelas prioridades erradas de uma política de vistas curtas que troca a riqueza real que sempre produzimos pela miragem falhada de uma economia de serviços que nada produz.
Vejo os jovens – tantos! – válidos, competentes e empenhados, que são forçados a deixar as ilhas que amam e as terras que os viram crescer por não encontrarem o emprego de que necessitam, nem as perspectivas de vida que almejam.
Vejo o desemprego que grassa, a pobreza e a exclusão a começarem a mostrar a escura face, em comunidades onde antes eram desconhecidas e onde os seus efeitos são bem mais traumáticos do que nos grandes centros anónimos.
Vejo o mundo rural desarticulado e abandonado, os fortes laços que uniam comunidades rompidos pela deserção e abandono, pela centralização de equipamentos, valências e investimentos nas vilas e cidades, como sempre pela ditadura do número frio, que destrói o nosso viver tradicional.
O meu trabalho como Deputado tem-me permitido ver tudo isto e, sobretudo, aprender com os açorianos de todas as ilhas quais os caminhos que precisamos de trilhar.
Lembrar os que foram esquecidos, dar voz aos que são silenciados, acordar os que se deixaram adormecer pela nevoenta política rosa, trazer para o centro os Açores que são deixados à margem, é o que me motiva. E é o que continuarei a fazer.
Aníbal C. Pires, In Diário Insular, 4 de Agosto de 2010, Angra do Heroísmo

Os Artistas da FESTA - Dany Silva e Celina Pereira

O "momentos" retoma a divulgação dos artistas da Festa.
Dany Silva e Celina Pereira a caboverdianidade marca presença habitual na Festa.



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terça-feira, 3 de agosto de 2010

Os Artistas da FESTA - Claud

O desfile dos artistas da Festa continua.
Esta tarde Claud e mais uma agradável descoberta.



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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Os Artistas da FESTA - Catarina dos Santos

A Festa tem destas coisas!
A Catarina dos Santos tem-me passado ao lado e certamente ao lado de muitos outros portugueses mas é um dos nomes dos artistas da Festa que vale a pena descobrir ou redescobrir.


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Os Artistas da FESTA - Camba Tango

Os artistas da Festa no "momentos".
Os CambaTango, da Argentina para os palcos da Festa.



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domingo, 1 de agosto de 2010

Os Artistas da FESTA - Cacique'97

Afro-beat com os Cacique'97 entre os artistas da Festa.



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Os Artistas da FESTA - Bunnyranch

Os artistas da Festa no "momentos".
Bunnyranch uma banda das muitas bandas que vão passar pela Quinta da Atalaia nos dias 3, 4 e 5 de Setembro.



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