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domingo, 17 de maio de 2020

palavras do cerco 1

imagem retirada da internet
A (des)propósito

O medo tolhe os sentidos
induz a cegueira e desatina

Sem ver e sem tino
A irracionalidade instala-se
A emoção tribal desperta
O insulto domina
Os fiéis lacaios agouram
O medo doutrina

Os dominados
Pelo medo
Opinam 
Opinam, por opinar
Cegos de raiva
e medo
Num tempo
Em que a única certeza
É a presente incerteza
Mas opinam
… opinam
Espalhando o medo
Que os cegou
O medo
Que os desatinou

Aníbal C. Pires, Ponta Delgada, 16 de Maio de 2020

domingo, 12 de abril de 2020

palavras do cerco

Foto by Madalena Pires
resistir

resistindo
no cerco
confinado
às palavras 
livres
como livre
é o pensamento

resistindo 
no cerco
atento 
atuante
desalinhado
do pensamento
dominante

resistindo 
no cerco
confinado
sem entorpecer
nem medo
com a poesia
por companhia

Ponta Delgada, 12 de Abril de 2020

domingo, 5 de agosto de 2018

A terceira neta





Ao princípio da tarde de hoje nasceu a minha terceira neta. E se o dia do seu nascimento é, de per si, um dia especial, uma feliz coincidência vai transformá-lo num dia carregado de simbolismo para a família, A minha mãe faria hoje 94 anos (5 de Agosto de1924 - 7 de Maio de 2008).





Maria Luísa

As calçadas Luísa
Continuam por aí
Foram aplanadas pela luta
De muitas Marias, Luísa
Mas persistem
No sobe que sobe
A calçada Luísa

Não vais subi-la só
Estarei (sempre) contigo
E vamos juntos
A cada passo
No sobe que sobe
Sem medo, Luísa
Atrás de um sonho lindo
Um sonho sem
Alcantiladas calçadas
Um sonho sem género
Bem-vinda à vida, Luísa

Aníbal C. Pires, Ponta Delgada, 05 de Agosto 2018

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

A janela

Foto by Madalena Pires (2017)



Um olhar

A janela
Perdeu o uso e a graça
Quem passa não olha
A janela sem um olhar

A janela
Tem estórias para contar
A quem passa e vê
P’ra além do fugaz olhar

A janela
Sem um olhar
Tem que contar
Se tu souberes olhar

Aníbal C. Pires, Ponta Delgada, 29 de Novembro de 2017


domingo, 8 de outubro de 2017

Leonor Afonso - O limiar

Aguarela de Ana Rita Afonso







No livro editado no âmbito do prémio “Carlos Bleck”, 2017, atribuído ao Comandante Francisco Afonso consta uma singela e sentida homenagem à D. Leonor Afonso, esposa do agraciado.
O tributo à D. Leonor Afonso materializa-se em quatro aguarelas de Ana Rita Afonso (filha) e outros tantos poemas de Aníbal C. Pires (amigo). São quatro momentos marcantes na vida e na história deste casal. Este registo é o primeiro desses quatro momentos.









O limiar

A menina mulher
Que um dia se encantou
Pelo galante jovem
Forjado nas penedias
Que enlaçam o Douro
Abraçou o sonho
Foi transmontana,
Timorense, guineense
E açoriana
Foi Amor, é Mulher

Aníbal C. Pires, Ponta Delgada, 09 de Dezembro de 2016

sábado, 9 de setembro de 2017

... infinito enquanto dure

Foto by Aníbal C. Pires









Excerto de um trabalho em permanente construção.







"(...) É casado, foi à igreja e cumpriu todos os formalismos, mas quando fala do seu estado civil diz que vive em união de facto. E di-lo porque considera que a expressão encerra, em si mesmo, muito mais amor e liberdade do que a designação que se dá ao contrato social que amarra duas pessoas a uma vida em comum. E conclui, Há muitos casamentos que não são, de facto, uniões. Casamentos que apenas se mantêm para cumprimento do acordado perante os deuses e os homens, pelas crianças, pela família, pela aparência, por milhões de outras razões, mas sem aquilo que deve unir, de facto, duas pessoas durante a vida ou, parte dela, O amor. 
Amor que, como diz Vinicius de Moraes num dos seus mais conhecidos poemas, deve ser “… infinito enquanto dure.”  
Pensando bem, mesmo sem lhe ouvir outros argumentos sobre o assunto, o Mário tem alguma razão, embora isto de razões valha o que valha e cada um tem as suas. A afirmação não se poderá generalizar, pois não faltam por aí casamentos que, como ele também reconhece, são verdadeiras uniões de facto. Mas o Mário tem destas coisas e por isso há quem o considere detestável e quem o admire profundamente. E ele gosta. Diz mesmo que lhe dá um certo gozo sentir que divide as opiniões e que provoca sentimentos contraditórios. Nem sempre foi assim como também me confessou. Houve tempos em que se preocupava com a imagem que sobre si poderia ser construída, mas a vida transformou-o (...)

sábado, 2 de setembro de 2017

... do imaginário masculino

Foto by Aníbal C. Pires
Representações

Mulheres, assim
Virginais
Encantadoras
Sensuais
Vencedoras

Mulheres, assim
Radiosamente
Desejáveis
Despudoradamente
Carnais

Mulheres
Assim
São terra prometida
Paraíso anunciado
Promessa cumprida
Sem pecado 
Nem agravo

Aníbal C. Pires, Ponta Delgada, 02 de Setembro de 2017

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Condição inerente à função, nem sempre

Foto by Madalena Pires (Ilha do Sal, 2016)
Inato

Dos professores de artes espera-se que tenham jeito de mãos. 
Traço firme e escorreito. Capacidade de dar volume aos materiais, conforme a sua plasticidade.
Confesso que a natureza não me brindou com essa destreza para desenhar e modelar, embora não me falte imaginação e criatividade. 
As técnicas aprendem-se, mas não é a mesma coisa quando não há, o que a mim me falta, jeito.
As minhas mãos só têm jeito para te acariciar. 
Este jeito sim, É inato. 
Dizes tu.

Aníbal C. Pires, Ponta Delgada, 01 de Setembro de 2017

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Assim seja

Foto by Madalena Pires

A minha capacidade em protelar as empreitadas que só a mim dizem respeito é inversamente proporcional à celeridade com que concluo as tarefas que a outros dizem respeito.

Isto não tem cura, já experimentei várias terapias, Nada resultou. 

Na sua imensa sabedoria o nosso povo diz, “O que não tem remédio, Remediado está.”

Pois, assim seja.


Aníbal C. Pires, Ponta Delgada, 30 de Agosto de 2017

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

....da morte e do choro

Foto by Madalena Pires (S. Miguel, 2017)

Por mim

A saudade ocupa o vazio
Da ausência perene
Triste e só, Choro
Não, não choro por ti
Choro por mim
Do passado contigo
E do futuro sem ti
Choro as memórias
Não, não choro a tua morte
Estas lágrimas
São por mim
Privado que fui de ti





Aníbal C. Pires, Ponta Delgada, 23 de Agosto de 2017

domingo, 20 de agosto de 2017

Com rumo e sem destino

Foto by Madalena Pires - S. Miguel 2017
Viagem

O encanto acabou
Sigo viagem sem pranto
Tenho a rota esboçada
Rumo à quietude perdida
Procuro de novo o encanto
Dos lugares com tempo 
E com gente que tem tempo
Prá gente
Sem querer nada da gente
A não ser, Tempo




Aníbal C. Pires, Ponta Delgada, 20 de Agosto de 2017

terça-feira, 15 de agosto de 2017

O justo equilíbrio

Foto by Aníbal C. Pires
Temos sentimentos que nos alegram ou entristecem e, provocam-nos bem ou mal-estar consoante a sua natureza.
Os sentimentos induzem o pensamento e o comportamento. Por outro lado, as emoções são, segundo alguns pensadores, uma forma radicalizada que os sentimentos podem assumir.
E o que é levado ao extremo pode induzir comportamentos irracionais. Todos temos consciência, uns mais outros menos, de comportamentos ilógicos. Todos, de uma forma mais ou menos intensa, já nos comportámos fora do que seria desejável e benéfico para nós, ou seja, fomos irracionais. A emoção sobrepôs-se a outros fatores que deveriam ter mediado a ação e, por consequência o comportamento.
Não interessa tanto se os outros assim o observaram, embora os outros também devam ser considerados, afinal não vivemos sozinhos mesmo que possamos não ser muito sociáveis ou que, pura e simplesmente, os outros, não nos importem. O que levado ao extremo pode resultar por escolher ficar à margem, optar pela autoexclusão.
Não tenho nada contra os eremitas, até admiro a sua capacidade de viverem sós e afastados, ou pelo menos, reduzindo as suas relações sociais ao essencial, mas não a considero uma decisão razoável para mim, embora passe muito tempo comigo mesmo.

Foto by Aníbal C. Pires
Ir atrás das emoções pode ser caótico. As emoções afastam a racionalidade do comportamento. Racionalidade que sendo, no meu dicionário de sinónimos, calculismo, frieza e insensibilidade, ou mesmo a ausência de sentimentos, não pode, porém, deixar de ser considerada num dos pratos da balança quanto determinamos o que fazer, o que dizer, ou como optar. No outro prato da balança deve estar, sempre, a emoção.
É no justo equilíbrio entre a razão e a emoção que se encontram as melhores decisões, sejam as decisões do momento, sejam as decisões que afetam de forma irreversível o nosso futuro.
Tenham sentimentos e não corram atrás das emoções.
Apaixonem-se. Mas amem-se, sobretudo, amem-se.

Aníbal C. Pires, 14 de Agosto de 2017

domingo, 13 de agosto de 2017

Agora não. Amanhã, talvez

Aníbal C. Pires (S. Miguel, 2016) by Madalena Pires







Este texto é, ainda um draft. É, também, o início, uma parte de um projeto em construção que pode, ou não, vir a ganhar volume e a ser dado à estampa. Quiçá.










Assim como uma espécie de prólogo

Numa das muitas entrevistas para a imprensa, rádio e jornais em que foi o sujeito, perguntaram-lhe, Alguma vez se sentiu ou foi prejudicado pela sua opção ideológica e partidária. A resposta saiu pronta e limpa, NÃO. Ele sabia que a pergunta não era inocente e, segundo as suas próprias palavras, estava de alguma forma à espera daquela questão.

Sete Cidades - Foto by Aníbal C. Pires
Há uns dias num dos recantos paradisíacos deste arquipélago abençoado por Deus, para quem nele acredita, ou pela mãe Natureza como eu prefiro dizer pois, não creio em divindades, e, onde a amena cavaqueira pode tomar rumos diversos, confessou-me que aquilo que tinha afiançado com tanta firmeza, não era verdade.
A resposta é, SIM. Sim fui prejudicado. Então porquê aquele perentório NÃO, perguntei-lhe. Coloquei a questão sem esperar que a resposta, conhecendo-o bem e sabendo que é uma pessoa reservada naquilo que a si diz respeito, não viesse eivada de subterfúgios, ou mesmo que dele obtivesse uma não resposta. Mas, para surpresa minha, assim não aconteceu e, talvez por ser Verão, respondeu de forma clara e objetiva, tal como tinha respondido NÃO durante aquela entrevista.
Se eu tivesse respondido Sim, como era esperado pelos jornalistas que me entrevistaram, a entrevista que não era pessoal, eu estava ali a representar uma organização, passaria a centrar-se num tema que podendo ser importante para mim, não era relevante para cumprir o objetivo a que me propunha e ao que era esperado por quem eu estava a representar, ou seja, a partir daí, se eu tivesse respondido Sim, as questões que me seriam colocadas passavam para o domínio do acessório e o essencial passaria para segundo plano.
Podes até, diz-me ele, considerar que optei pelo politicamente correto ou que tive medo, podes ajuizar como muito bem entenderes, mas o verdadeiro motivo foi aquele que acabo de te dizer e que nunca o tinha referido a ninguém, aliás, também como já te disse, estava à espera da pergunta o que facilitou aquele categórico NÃO.

Foto by Madalena Pires
Sabes, diz-me ele, temos de nos preparar para todos os cenários e, ainda assim, nem sempre se consegue que tudo nos corra de feição, mas correrá sempre mal se não nos preparamos antes das entrevistas, ou mesmo quando se trata de fazer pequenas declarações à comunicação social, tantas e tantas vezes em cima do acontecimento. É sempre bom escolher as palavras e tentar não ser dirigido pelos nossos interlocutores. Bem, esta premissa, como por certo concordarás comigo, aplica-se não só a esse contexto, mas a outros cenários. Não foi este o caso pois, como pudeste constatar não estou a fugir às tuas questões e nunca me passou pela cabeça, quando me convidaste para vir até aqui, que a nossa conversa viesse a tomar este rumo.
Percebi perfeitamente, porque o conheço e porque conheço, ainda que, superficialmente o funcionamento da organização política a que pertence desde a sua juventude. Sentindo que ele, talvez pelo cenário idílico, pelo calor do Verão ou pela confiança que em mim deposita, estava com disponibilidade para falar, ganhei coragem e atrevi-me a continuar.
Ouve lá, Sabia, não precisava sequer que o confirmasses que, de uma forma ou outra, as tuas opções ideológicas, podendo deixar-te bem contigo mesmo, te prejudicaram ao longo da vida, mas em determinado momento foi claro que alguém o fez de forma deliberada, pôs o teu bom nome em causa e atingiu direta ou colateralmente, como quiseres entender, um familiar teu. O que estranhei e, como eu, certamente, muitas outras pessoas que te conhecem, e que não duvidam da tua integridade moral e política, o que estranhei foi que não tivesses vindo a terreiro defender-te e esclarecer a opinião pública, Porquê. Por que te remeteste ao silêncio.
Quando acabei, embora tivesse sido breve, estava com o suor a correr pelas costas e, não era do calor. Para lhe colocar, sem rodeios, esta questão foi preciso alguma coragem. Quem o conhece sabe que ele é afável, simpático e bem-humorado, mas também sabe que há questões sobre as quais ele não fala e se o tentam encurralar pode tornar-se num adversário temível.
Claro que enquanto lhe fiz a pergunta não deixei de olhar para ele, não só por uma questão da urbanidade que ele tanto cultiva, e eu também, mas sobretudo porque era importante ler os sinais corporais que ele ia, ou não, transmitir. Ele sorria ainda que do seu olhar transbordassem um misto de sentimentos e algumas emoções antagónicas cujo espetro ia da tristeza à raiva, raiva que não chegava a ser ódio e vi, no seu olhar, a deceção. Sorrindo, respondeu.

Foto by Madalena Pires
E falou como eu nunca o tinha ouvido falar, falou de si, das suas angústias, dos seus sonhos, os sonhos que se cumpriram, os sonhos que continuam por cumprir, mas dos quais não abdica. E, com lágrimas que de quando em vez lhe afloravam aos olhos, falou dos sonhos que sabe não poder ver realizados, sonhos que se perderam no tempo, ou porque o tempo, o seu tempo, é finito.
Queres mesmo saber, Pois bem. Pede aí mais uma imperial e uns amendoins, e, presta atenção. Não só te vou dizer por que não vim a terreiro, mas também quem é que me tentou foder a vida.
Estupefacto perguntei, Sabes quem foi. Claro que sei, Sei quem foram os autores, sei quem foi o mensageiro, sei quem foi instrumentalizado, sei quem foram os lacaios que deram corpo à difamação e, sobretudo, sei qual foi o objetivo que esteve associado a esta trama, que como verás, tem requintes de malvadez, diria mesmo que tem contornos maquiavélicos.
A tarde prolongou-se até noite dentro, muitas outras tardes e noites se lhe seguiram. Partilhou comigo mais do que alguma vez julguei ser possível, mas como ele próprio diz nem tudo pode ser contado. Agora não, Amanhã talvez.

Aníbal C. Pires, Ponta Delgada, 12 de Agosto de 2017

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Pedras talhadas

Foto by Aníbal C. Pires
Calçada calcada

Pedras polidas
Por passos sem fim
Em calmos passeios
E agitadas correrias

São pedras talhadas
Pela mão do pedreiro
Com detalhe organizadas
P’la mestria do calceteiro

São caminhos
Calcados
No corre que corre
Da minha cidade

Mas, os teus passos
Não ferem as pedras
São como uma carícia
Na arte do obreiro









Aníbal C. Pires, Ponta Delgada, 08 de Agosto de 2017

… do bom senso que nem sempre é comum

Foto by Madalena Pires

A generalização, quando não constitui uma mera abstração, pode tornar-se um instrumento de padronização e, no extremo, de alimento do preconceito. Quando assim é, e é-o muitas vezes, a generalização pode conformar-se num instrumento de indução massivo de ideias que deturpam a realidade e, sobretudo, fere o respeito pela diferença e pela singularidade, que a vulgarização, por ser uma generalização, não considera.

A particularização é redutora da perceção da realidade global. Atender somente ao particular, sem contextualizar pode ser (é) tão pernicioso como a generalização que não salvaguarda o que é peculiar.

Aníbal C. Pires, Ponta Delgada 11 de Agosto de 2017

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

... contra corrente

Aníbal C. Pires (S. Miguel, 2017) by Madalena Pires
À bolina

Fácil é ir na onda
Ao sabor da corrente
Com o rebanho
Para o curral

Ser igual 
É tão mais simples
Mas, não gosto
Não gosto de facilidades

Recuso o redil
Prefiro a liberdade
Não gosto
Da uniformidade

Desafiante é
Encarar o contratempo
Navegar à bolina
Correr contra o vento

Corrigir o rumo
Evitar a deriva
Caminhar sempre
E chegar, Chegar

Aníbal C. Pires, Ponta Delgada 06 de Agosto de 2017

sábado, 5 de agosto de 2017

... sempre foi assim

Foto by Madalena Pires
Não, nem sempre

Há quem se dê por vencido 
Mesmo sem ir à luta
Há quem não esteja convencido
Das verdades imutáveis
De que sempre foi assim
E assim será
E
Pelo sonho vai à luta
Porque 
Nem sempre assim será

Aníbal C. Pires, Ponta Delgada, 05 de Agosto de 2017

sábado, 29 de julho de 2017

... momento efémero

Aníbal C. Pires (S. Miguel)  foto by Catarina Pires
Amargura

O passado é imutável
Este presente é amargo
É triste 
E dói

O presente 
É um efémero momento
Já findou, é passado
Passou

No porvir habita a esperança
Confio
Olho em frente
Sigo o meu caminho

Virão
Outros presentes
Outros momentos
Sem dor, nem amargura

Aníbal C. Pires, Ponta Delgada, 29 de Julho de 2017

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Olhando o Mundo

Foto by Madalena Pires (S. Miguel, Açores, Julho de 2017)











A aprender o que não se aprende na Escola. 
Não é o currículo alternativo, É o currículo necessário para educar e formar para a vida, para a cultura, para a cidadania.


















Foto by Madalena Pires (S. Miguel, Açores, Julho de 2017)







Aprender vivendo, estando e experimentando, calcorreando o caminho da vida e do sonho, ouvindo o silêncio da brisa que sopra na folhagem, o canto das aves, o murmúrio da água que corre mansamente nas ribeiras a caminho do mar. 

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Corpo(s)

Foto by Aníbal C. Pires
Atalhos

O corpo etéreo, 
Não se vê, não se toca
É imaterial e adorado
Esse corpo promete
O paraíso no além
Pois que seja
Esse corpo celebrado
Com um dia de feriado

Outros corpos
São o paraíso, aqui
Na Terra, prometido
São corpos humanamente
Divinos, tangíveis
Que abrem atalhos pró céu

Aníbal C. Pires, Ponta Delgada, 15 de Junho de 2017