domingo, 12 de julho de 2026

Obrigado!

Aníbal C. Pires por Daniel Louro

Nunca dei, nem dou grande importância ao dia do meu aniversário de nascimento, mas como em tudo na vida há sempre exceções. Quando completei 60 anos, pela primeira vez, senti que a data tinha alguma relevância e, para além do habitual jantar de celebração, na cidade da Horta com a minha neta mais velha e com a minha companheira de vida, escrevi, no dia seguinte, um pequeno texto que tenho publicado no meu blogue e do qual transcrevo algumas passagens:

60 anos e muita vontade de viver

Nunca, como ontem, me senti assim. Assim, crescido, adulto, maduro e feliz com isso. Foi dia de mais um aniversário, não um aniversário qualquer. Foi dia do sexagésimo. Os amigos felicitaram-me como sexagenário, sexogenário e sexacelente e, Gostei. Gostei da forma como o fizeram, com amizade e com humor. (…)

(…) ontem foi diferente, pela primeira vez senti que este dia, este e não outro até agora, foi um dia importante para mim, pelo que já vivi, pelo que quero viver, pelo que sonhei e concretizei, pelo sonho que me faz caminhar pela vida e por todos os projetos que quero realizar.

Dez anos passaram. Ontem completei setenta anos.

Do dia de ontem guardo o carinho e amor da família, mas também as inúmeras manifestações de amizade, algumas públicas, outras privadas, com que os amigos, colegas e antigos alunos me brindaram saudando-me pelo meu aniversário. E comovi-me. Comovi-me pela quantidade e pelas generosas palavras que me foram endossadas das mais variadas formas.

Não é, de todo, possível, agradecer de forma personalizada, assim fica este agradecimento coletivo.

BEM HAJAM pela vossa amizade e carinho. Por cá continuarei, enquanto o tempo me oferecer tempo.

Deixo-vos um pequeno poema inédito que fará parte do meu próximo livro de poesia e que expressa, de alguma forma, o que ficou dito no parágrafo anterior.


6. basta-me
viver o que vivi
já bastaria
para dizer
parto em paz

mas fico
no tempo
que me der o tempo

há ainda
palavras e
sementes por lançar

há ainda
um sopro de luz
e o vento já não me abana
quando por mim chama


Lisboa, 12 de julho de 2026


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