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| imagem retirada da internet |
A resistência assumiu formas muito diversas. Houve mulheres envolvidas na luta armada, mas houve também aquelas que resistiram através da organização comunitária, da educação, da preservação da cultura, da defesa das famílias e das comunidades e da participação nas mobilizações populares. Durante a Primeira Intifada, as mulheres estiveram na primeira linha das organizações de bairro, das manifestações e das formas de resistência popular à ocupação. A sua presença desmonta, por isso, a imagem da mulher palestiniana como simples vítima passiva dos acontecimentos: ela foi e continua a ser sujeito da história, da resistência e da luta pela autodeterminação.
É essa mulher, simultaneamente, símbolo de resistência, de continuidade e de esperança que vejo na pintura de Ismail Shammout que acompanha este texto. Com os braços erguidos e a bandeira palestiniana nas mãos, tendo junto de si uma criança, a figura feminina parece transportar muito mais do que um símbolo nacional: transporta a memória dos que partiram, a terra perdida, a dignidade de um povo e a determinação de permanecer. Shammout, um dos mais importantes artistas palestinianos, fez da representação do exílio, da Nakba e da resistência uma dimensão fundamental da sua obra. Nesta imagem, a mulher não aparece atrás da história: está no centro, de pé, com a bandeira erguida, enquanto a paisagem devastada permanece como memória e promessa de regresso.

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