(...) Não afirmo que o atual PS seja necessariamente pior do que os anteriores. Seria demasiado fácil transformar uma análise política numa disputa entre dirigentes e gerações partidárias. O problema é outro: a sua intervenção política não parece encontrar eco significativo na sociedade açoriana. E isso é particularmente curioso quando tem pela frente um Governo sem projeto político claro e ferido pelas divergências que resultam da solução tripartida.
Mas não quero, nem vou, reduzir esta reflexão ao atual Governo e ao PS. Fazê-lo seria alimentar a ideia de que a política açoriana se resume a uma disputa bipolar pelo poder. E a democracia não se enriquece quando se limita a escolher entre dois protagonistas. (...)

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